"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota." (Madre Teresa de Calcuta)
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21 November, 2011
Descansa em Paz Amigo
Durante 4 anos fomos colegas de turma no Centro de Formação Agrária “Matos Souto”, na freguesia da Piedade. Relembro, com saudade, os bons momentos que por lá passei ladeada de excelentes pessoas, como o Sérgio.
“- É uma experiência nova.”
Foi esta a célebre frase que ele usou, no primeiro dia de aulas, quando lhe perguntaram porque tinha optado por aquele curso. Ainda hoje, 17 anos depois, todos nós, seus colegas, falamos e tentamos imitar, com sotaque, rindo, a dita frase.
As pessoas que, de alguma forma, nos marcam, jamais morrem, até porque ficam para sempre nos nossos corações e pensamentos. E tu és uma dessas pessoas.
Até um dia, Amigo.
11 May, 2011
Beatificação Beato Papa João Paulo II
No dia 13 de Maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma excepção à regra do Código de Direito Canónico em relação à beatificação de João Paulo II, tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá. Abrindo mão dos cinco anos que são dados para o início do processo (que se dá a partir da morte daquele que vem a falecer em fama de santidade).
O seu processo de beatificação foi aberto em 28 de Junho do mesmo ano. No dia 19 de Dezembro de 2009, o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II, um importante passo dentro do processo de beatificação que fica aguardando a existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polonês.
No dia 14 de Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre um milagre atribuído ao Papa Wojtyla, permitindo a sua beatificação que aconteceu em Roma no dia 1 de Maio de 2011. Desde de Junho de 2005 até Abril de 2007 foram realizados o inquérito diocesano principal romano e em diversas dioceses, sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade e de milagres. Em vista da beatificação, a postulação da causa apresentou ao exame da Congregação para as Causas dos Santos a cura do mal de Parkinson da Irmã Marie Simon Pierre Normand, religiosa do Insitut des Petites Soers des Maternités Catholiques. Os peritos se manifestaram a favor da inexplicabilidade científica da cura e a Congregação para as Causas dos Santos emitiu uma sentença considerando milagrosa a cura da religiosa francesa, a seguir à intercessão de João Paulo II. A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, é um facto sem precedentes: nenhum papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor.
Seis anos após o seu falecimento, no dia 1° de Maio de 2011 às 10h37 (horário de Roma), a sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI. Ele, acolhendo o pedido do vigário de Roma, Agostino Vallini, leu a fórmula latina que incluiu o papa polaco entre os beatos. O seu processo de beatificação foi o mais rápido dos últimos 700 anos, sendo o processo de canonização mais rápido até hoje o de Santo António de Lisboa que foi canonizado apenas 11 meses após sua morte. A celebração do seu dia será em 22 de Outubro, aniversário da sua eleição ao pontificado.
A cerimónia foi acompanhada na Praça de São Pedro por mais de um milhão de pessoas, vindas de todos os continentes, com aplausos e cantos religiosos. Bento XVI celebrou a cerimónia - com paramentos que pertenceram a seu antecessor - acompanhado por cardeais presentes em Roma, como Stanisław Dziwisz e por Mieczysław Mokrzycki, ex-primeiro e segundo secretário particular de João Paulo II.
Bento XVI recebeu uma relíquia contendo o sangue de João Paulo, que lhe foi entregue por Marie Simon Pierre Normand. O milagre com que foi tocada a religiosa foi um dos factores decisivos para a beatificação de João Paulo II. Bento XVI também declarou que o processo de beatificação foi acelerado devido à grande veneração popular por Woijtila.
06 May, 2010
Requiescat in pace - Descansa em Paz
Nunca se morre, realmente, quando se vive nos corações daqueles que deixámos para trás.
E tu, Avó, viverás no meu coração durante o resto da minha vida.
09 February, 2010
Avó Florinda dos Anjos
Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.
Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,
Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!
Olavo Bilac
07 October, 2009
D. Arquimínio Rodrigues da Costa

D. Arquimínio nasceu em São Mateus do Pico em 8 de Julho de 1924. Filho de António Rodrigues da Costa e de D. Silenciana de Matos, sendo neto paterno de José Rodrigues da Costa e de Teresa Jacinta do Coração de Jesus e materno de João José de Matos e de Rosária Maria de Matos.
Feitas as primeiras letras, juntamente com outros dois companheiros, foram levados para Macau por Monsenhor José Machado Lourenço, missionário no Extremo-Oriente. O jovem Arquimínio entrou no seminário de S. José, fazendo com distinção todos os seus estudos eclesiásticos, completando teologia em Junho de 1949. Enquanto estudante no seminário de Macau revelou óptimas qualidades, foi inteligente e virtuoso, sendo por isso mesmo nomeado professor antes da sua ordenação presbiteral, que se efectivou pouco tempo depois, a 6 de Outubro de 1949, celebrando três dias após a sua primeira missa. No mesmo seminário exerceu a prefeitura de disciplina desde 1949 a 1953 e foi reitor interino (1955/6) na ausência do reitor daquele estabelecimento de ensino cónego Juvenal Garcia.
Visitando os Açores no ano de 1956, passou um período de férias na sua ilha do Pico, gozando placidamente do afecto da família, dos amigos e sorvendo os ares sadios daquela bela terra. Mas Roma esperava-o e, em 1957, foi frequentar o curso de direito canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana, concluindo licenciatura no ano de 1959. De novo em Macau, retomou as suas funções de prefeito de disciplina, sendo então nomeado professor do seminário. Em Agosto de 1961 era reitor interino passando a efectivo em Novembro seguinte.
Por motivo de ausência do prelado diocesano de Macau durante o Concílio Vaticano II, foi o Dr. Arquimínio nomeado governador do bispado em 29 de Agosto de 1963 e depois em 1965. Leccionou (1968/9) no seminário de Aberdeen, em Hong Kong, as disciplinas de filosofia e latim, sendo ali nomeado prefeito de Estudos do Curso Filosófico. Professor competentíssimo, sacerdote cheio de humildade, é tido como poliglota com destaque para a língua chinesa em que fala e prega fluentemente.
Eleito pelo cabido vigário capitular da diocese em 14 de Junho de 1973, viu-se elevado à dignidade episcopal três anos depois, em 1976, em que o Santo Padre Paulo VI o nomeou finalmente bispo de Macau. A sua sagração decorreu na catedral macaense em dia da Anunciação, 25 de Março daquele ano.
Em 1983 esteve outra vez nos Açores, passando um longo período desde Junho a Setembro na sua terra de origem, visitada igualmente nesse verão por outros ilustres do episcopado, nascidos também na ilha do Pico, como D. José Vieira Alvernaz que, com seu irmão Monsenhor Manuel Vieira Alvernaz, passaram algum tempo na Ribeirinha, e D. Jaime Goulart, bispo resignatário de Díli, que esteve na Candelária de onde era natural.
Conquanto viesse às ilhas para as rever no seu coração de amantíssimo açoriano e dar um justo repouso às suas forças, D. Arquimínio, pelo contrário, atirou-se ao trabalho em S. Mateus na ausência do pároco. Percorreu a ilha contactando o povo, ouvindo, falando, rindo, participando nas maiores manifestações de fé Pico e no Faial. Presidiu à festa do Senhor Bom Jesus Milagroso, proferindo a homilia e levando o Santo Lenho na procissão. Na Prainha do Norte presidiu às festas em honra da Padroeira N.ª S.ª da Aluda, proclamando a Palavra Divina e tomando parte na procissão sob o pálio. Sagrou a Matriz das Lajes, o primeiro templo a ser sagrado no Pico por D. Arquimínio. Atravessando o canal que deu o título fabuloso a uma das melhores obras de Nemésio, vai até o Faial no cálido mês de Agosto onde preside na Feteira à festa de Nossa Senhora de Lurdes. Tomou parte numa missa campal, de onde dirigiu a palavra aos faialenses. Na Piedade do Pico esperava-o a festa da Padroeira assim como em S. Mateus. D. Arquimínio realizou uma notória obra na sua diocese, tão cheia de características especiais pela bipolarização de culturas, que sempre os seus prelados souberam tratar com elevada compreensão.
A 10 de Junho de 1984, D. Arquimínio foi condecorado pelo Governo português com o grau de Grande Oficial da Ordem de Benemerência e em 1986 recebeu o grau de Doutor Honoris Causa em Filosofia pela Universidade da Ásia Oriental de Macau.
Este ilustre açoriano viu o seu pedido de resignação à Diocese de Macau aceite pela Santa Sé a 6 de Outubro de 1988 e, um mês após, a 7 de Novembro de 1988 foi condecorado, agora pelo Presidente da República Portuguesa, com o grau de Grã-Cruz da Ordem de Mérito a 7 de Novembro de 1988.
Desde Janeiro de 1989 que fixou residência na ilha do Pico, na freguesia de S. Mateus, ocupando o seu tempo na recuperação da quinta que era de seu pai que, após o seu falecimento, ficou abandonada.
O Pe. Tomás Bettencourt Cardoso, que na sua estada em Macau procedeu à recolha de textos de D. Arquimínio (e outros bispos açorianos de Macau) descreve-nos, em Nota Introdutória, a maneira de ser de D. Arquimínio de forma sucinta e lapidar: “Bispo-Padre”. Em Macau, Padre-Bispo; nos Açores é Bispo-Padre. E por isso, óptimo colega. Celebra, confessa, prega, catequiza, senta-se ao harmónio tocando e ensaiando e ensinando, compõe, pacifica, substitui... Serve! É, de facto, óptimo colega!...
"E ainda tem tempo para escrever, respondendo semanalmente no jornal católico da Ilha a quem lhe faz perguntas por escrito."
In Agência Ecclesia
Feitas as primeiras letras, juntamente com outros dois companheiros, foram levados para Macau por Monsenhor José Machado Lourenço, missionário no Extremo-Oriente. O jovem Arquimínio entrou no seminário de S. José, fazendo com distinção todos os seus estudos eclesiásticos, completando teologia em Junho de 1949. Enquanto estudante no seminário de Macau revelou óptimas qualidades, foi inteligente e virtuoso, sendo por isso mesmo nomeado professor antes da sua ordenação presbiteral, que se efectivou pouco tempo depois, a 6 de Outubro de 1949, celebrando três dias após a sua primeira missa. No mesmo seminário exerceu a prefeitura de disciplina desde 1949 a 1953 e foi reitor interino (1955/6) na ausência do reitor daquele estabelecimento de ensino cónego Juvenal Garcia.
Visitando os Açores no ano de 1956, passou um período de férias na sua ilha do Pico, gozando placidamente do afecto da família, dos amigos e sorvendo os ares sadios daquela bela terra. Mas Roma esperava-o e, em 1957, foi frequentar o curso de direito canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana, concluindo licenciatura no ano de 1959. De novo em Macau, retomou as suas funções de prefeito de disciplina, sendo então nomeado professor do seminário. Em Agosto de 1961 era reitor interino passando a efectivo em Novembro seguinte.
Por motivo de ausência do prelado diocesano de Macau durante o Concílio Vaticano II, foi o Dr. Arquimínio nomeado governador do bispado em 29 de Agosto de 1963 e depois em 1965. Leccionou (1968/9) no seminário de Aberdeen, em Hong Kong, as disciplinas de filosofia e latim, sendo ali nomeado prefeito de Estudos do Curso Filosófico. Professor competentíssimo, sacerdote cheio de humildade, é tido como poliglota com destaque para a língua chinesa em que fala e prega fluentemente.
Eleito pelo cabido vigário capitular da diocese em 14 de Junho de 1973, viu-se elevado à dignidade episcopal três anos depois, em 1976, em que o Santo Padre Paulo VI o nomeou finalmente bispo de Macau. A sua sagração decorreu na catedral macaense em dia da Anunciação, 25 de Março daquele ano.
Em 1983 esteve outra vez nos Açores, passando um longo período desde Junho a Setembro na sua terra de origem, visitada igualmente nesse verão por outros ilustres do episcopado, nascidos também na ilha do Pico, como D. José Vieira Alvernaz que, com seu irmão Monsenhor Manuel Vieira Alvernaz, passaram algum tempo na Ribeirinha, e D. Jaime Goulart, bispo resignatário de Díli, que esteve na Candelária de onde era natural.
Conquanto viesse às ilhas para as rever no seu coração de amantíssimo açoriano e dar um justo repouso às suas forças, D. Arquimínio, pelo contrário, atirou-se ao trabalho em S. Mateus na ausência do pároco. Percorreu a ilha contactando o povo, ouvindo, falando, rindo, participando nas maiores manifestações de fé Pico e no Faial. Presidiu à festa do Senhor Bom Jesus Milagroso, proferindo a homilia e levando o Santo Lenho na procissão. Na Prainha do Norte presidiu às festas em honra da Padroeira N.ª S.ª da Aluda, proclamando a Palavra Divina e tomando parte na procissão sob o pálio. Sagrou a Matriz das Lajes, o primeiro templo a ser sagrado no Pico por D. Arquimínio. Atravessando o canal que deu o título fabuloso a uma das melhores obras de Nemésio, vai até o Faial no cálido mês de Agosto onde preside na Feteira à festa de Nossa Senhora de Lurdes. Tomou parte numa missa campal, de onde dirigiu a palavra aos faialenses. Na Piedade do Pico esperava-o a festa da Padroeira assim como em S. Mateus. D. Arquimínio realizou uma notória obra na sua diocese, tão cheia de características especiais pela bipolarização de culturas, que sempre os seus prelados souberam tratar com elevada compreensão.
A 10 de Junho de 1984, D. Arquimínio foi condecorado pelo Governo português com o grau de Grande Oficial da Ordem de Benemerência e em 1986 recebeu o grau de Doutor Honoris Causa em Filosofia pela Universidade da Ásia Oriental de Macau.
Este ilustre açoriano viu o seu pedido de resignação à Diocese de Macau aceite pela Santa Sé a 6 de Outubro de 1988 e, um mês após, a 7 de Novembro de 1988 foi condecorado, agora pelo Presidente da República Portuguesa, com o grau de Grã-Cruz da Ordem de Mérito a 7 de Novembro de 1988.
Desde Janeiro de 1989 que fixou residência na ilha do Pico, na freguesia de S. Mateus, ocupando o seu tempo na recuperação da quinta que era de seu pai que, após o seu falecimento, ficou abandonada.
O Pe. Tomás Bettencourt Cardoso, que na sua estada em Macau procedeu à recolha de textos de D. Arquimínio (e outros bispos açorianos de Macau) descreve-nos, em Nota Introdutória, a maneira de ser de D. Arquimínio de forma sucinta e lapidar: “Bispo-Padre”. Em Macau, Padre-Bispo; nos Açores é Bispo-Padre. E por isso, óptimo colega. Celebra, confessa, prega, catequiza, senta-se ao harmónio tocando e ensaiando e ensinando, compõe, pacifica, substitui... Serve! É, de facto, óptimo colega!...
"E ainda tem tempo para escrever, respondendo semanalmente no jornal católico da Ilha a quem lhe faz perguntas por escrito."
In Agência Ecclesia
18 November, 2008
Faleceu o Padre José Idalmiro
Faleceu hoje, dia 18 de Novembro de 2008, o Padre José Idalmiro.
02 May, 2008
In Memoriam: Madre Teresa
Tudo o que fez foi por Amor!
04 April, 2008
In Memoriam: Dom Jose Vieira Alvernaz
Dom José Vieira Alvernaz nasceu na Ribeirinha do Pico a 5 de Fevereiro de 1898 e faleceu em Angra em 1986.Foi reitor do seminário de Angra, dirigiu o Boletim da Diocese e colaborou com assiduidade no Diário "A União".
Em 1939 publicou a conferência "Quaresma e Semana Santa" (Notas Litúrgicas) que havia proferido em 1933 na sede da Associação Comercial de Angra.
O grande, apostólico e extraordinário Bispo-Missionário, Dom José Vieira Alvernaz partiu destas ilhas, à maneira dos portugueses de antanho, para dilatar a Fé e o Império Português.
Eram confusos os tempos e terrível destruição assolava a Humanidade, que estupefacta e horrorizada, assistia ao bárbaro embate de duas civilizações antagónicas.
Estava, então, vaga a diocese de Cochim, ao tempo pertencente ao Padroado Português do Oriente, nessa Índia revolta e misteriosa que, embora desejosa da sua emancipação, usufruía os derradeiros e pacíficos momentos da administração britânica.
Alma em fogo, na ânsia irreprimível de fazer muita cristandade, o senhor Dom José Alvernaz, repleto de uma muito pessoal e exemplar humildade que mais embelezava a sua excepcional e distinta personalidade – na lacuna de graves e complexos problemas sociais, económicos, políticos e até religiosos que teve de equacionar e solucionar – cedo evidenciou ao grande mundo os precatados dotes do seu coração gentilíssimo e da sua percepção fulminante apetrechada de hábil e erudita sabedoria
É também longa a norma elucidativa dos sacrifícios extraordinários desse indubitável Missionário do século XX que, primeiro em Cochim e ulteriormente em Goa, suportou com rígido heroísmo todas as adversidades para manter bem alto o esplendor de Cristo e o nome da Pátria. Herói e Santo nas paragens longínquas dessa parcela querida, que o feito imortal de Vasco da Gama trouxe para a Coroa e para a Comunidade portuguesa, o Senhor Patriarca Dom José Alvernaz não receou caminhar a pé e descalço em longa peregrinação de penitência ou dirigir o seu veículo até aos bairros pobres para, junto da multidão, levar com um pouco de alento material, o alimento espiritual da doutrina do Mestre Divino!
Sua Ex.ª o Senhor Arcebispo Dom José Vieira Alvernaz, Patriarca das Índias, Primaz do Oriente e Arcebispo de Goa, Damão e Diu foi um excepcional protector que encaminhou até à ilha do Pico, honra, glória e orgulho.
Tenho dito!
In. O Clero do Pico (Trabalho de Pesquisa realizado por mim e com a ajuda do meu tio, O Bispo Dom Arquíminio Rodrigues da Costa, em Junho de 1997, para a disciplina de Língua e Cultura Portuguesa).
20 May, 2007
As palavras que nunca vos direi
Uma amiga enviou-me, há um par de horas, o vídeo acima exposto, e enquanto o visionava lembrei-me de duas pessoas que, infelizmente, já não se encontram entre nós. Lembrei-me do Márcio e da Marisa. Nunca tive, e provavelmente nunca terei, o dom da palavra, a capacidade de expressar verbalmente o que sinto às outras pessoas. Custa-me imenso dizer a um amigo, ou a uma amiga, o quão importante ele, ou ela, é para mim. Talvez esse seja o verdadeiro motivo pelo qual escrevo, pois assim é muito mais fácil dizer-vos, e dizer ao mundo, o que me vai no coração.
O Márcio deixou-nos a todos de uma forma trágica e inesperada. Éramos da mesma idade, frequentámos juntos a Escola Primária de São Mateus e depois o Externato Particular da Madalena. Tinha, e ainda tenho por ele um carinho muito especial, talvez porque foi ele o primeiro rapaz por quem me encantei. Há quem diz que nunca esquecemos o nosso primeiro amor, e de facto, tenho que dar razão a esse ser, pois jamais o esquecerei.
A Marisa foi vítima de uma terrível doença que lhe ceifou a vida, todavia, nada a tirará do meu coração e das minhas recordações. Fomos colegas de secretária durante a Formação Pedagógica Inicial para Formadores/Professores. E, é incrível como recordo, ao pormenor, todos os bons momentos que passámos durante essa formação.
Pois é, realmente a maioria de nós só dá valor às coisas, e às pessoas, quando elas já se foram. Damos tanta importância a bens supérfluos, bens que poderíamos passar perfeitamente bem sem eles, e trabalhamos tanto para os obter que nos esquecemos de conviver com os nossos amigos, de estar com eles, de falar com eles, de lhes ligar, …, e depois metemos na cabeça que amigos são os dentes, e quando não doem. E não é que foi preciso alguém inventar uma coisa chamada Hi5 para nos darmos conta que, afinal, temos amigos, temos pessoas que gostam de nós, que nos mandam mensagens repletas de carinho, que nos mandam vídeos carregados de sublimes e belas mensagens, …
Caríssimos amigos, em verdade vos digo que esta vida é dois dias, e este já está na conta. Creio que chegou o momento de pararmos de pensar só em nós, e no nosso umbigo, e passarmos a pensar naqueles que nos rodeiam, e que contribuem para a nossa felicidade. Não vamos deixar, jamais, que aqueles de quem gostamos caminhem para junto de Deus, sem antes, lhes dizermos tudo o que eles significam para nós.
Tenho dito!
O Márcio deixou-nos a todos de uma forma trágica e inesperada. Éramos da mesma idade, frequentámos juntos a Escola Primária de São Mateus e depois o Externato Particular da Madalena. Tinha, e ainda tenho por ele um carinho muito especial, talvez porque foi ele o primeiro rapaz por quem me encantei. Há quem diz que nunca esquecemos o nosso primeiro amor, e de facto, tenho que dar razão a esse ser, pois jamais o esquecerei.
A Marisa foi vítima de uma terrível doença que lhe ceifou a vida, todavia, nada a tirará do meu coração e das minhas recordações. Fomos colegas de secretária durante a Formação Pedagógica Inicial para Formadores/Professores. E, é incrível como recordo, ao pormenor, todos os bons momentos que passámos durante essa formação.
Pois é, realmente a maioria de nós só dá valor às coisas, e às pessoas, quando elas já se foram. Damos tanta importância a bens supérfluos, bens que poderíamos passar perfeitamente bem sem eles, e trabalhamos tanto para os obter que nos esquecemos de conviver com os nossos amigos, de estar com eles, de falar com eles, de lhes ligar, …, e depois metemos na cabeça que amigos são os dentes, e quando não doem. E não é que foi preciso alguém inventar uma coisa chamada Hi5 para nos darmos conta que, afinal, temos amigos, temos pessoas que gostam de nós, que nos mandam mensagens repletas de carinho, que nos mandam vídeos carregados de sublimes e belas mensagens, …
Caríssimos amigos, em verdade vos digo que esta vida é dois dias, e este já está na conta. Creio que chegou o momento de pararmos de pensar só em nós, e no nosso umbigo, e passarmos a pensar naqueles que nos rodeiam, e que contribuem para a nossa felicidade. Não vamos deixar, jamais, que aqueles de quem gostamos caminhem para junto de Deus, sem antes, lhes dizermos tudo o que eles significam para nós.
Tenho dito!
19 March, 2007
A minha Homenagem à Sra. Maria de Lurdes
Eis aquela que foi uma Excepcional Mulher!
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