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05 April, 2011

O que é a Religião?



"De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião, eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, dos seus desejos egoístas e está preocupada com pensamentos, sentimentos e aspirações a que se apega em razão do seu valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção na superioridade do seu significado, quer se faça ou não alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino, pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e Espinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida quanto ao valor e eminência dos objectivos e metas suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente quanto ela própria.

Nesse sentido, a religião é o antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e completa consciência desses valores e metas e reforçar e ampliar incessantemente o seu efeito. Quando concebemos a religião e a ciência segundo estas definições, um conflito entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas determinar o que é, não o que deve ser, isso está fora do seu domínio, logo todos os tipos de juízos de valor continuam a ser necessários. A religião, por outro lado, lida somente com avaliações do pensamento e da acção humanos: não lhe é lícito falar de factos e das relações entre os factos. Segundo esta interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma apreensão equivocada da situação descrita."
 
Albert Einstein, in 'Ciência e Religião' (Out Of My Later Years)

A Principal Fonte da Nossa Ignorância...


"Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais profundo o nosso conhecimento, mais específico, consistente e articulado será o nosso conhecimento do que ignoramos - o conhecimento da nossa ignorância. Essa, com efeito, é a principal fonte da nossa ignorância: o facto de que o nosso conhecimento só pode ser finito, mas a nossa ignorância deve necessariamente ser infinita. (...) Vale a pena lembrar que, embora haja uma vasta diferença entre nós no que diz respeito aos fragmentos que conhecemos, somos todos iguais no infinito da nossa ignorância."



Karl Popper, in 'As Origens do Conhecimento e da Ignorância'

11 January, 2011

Ir para o Seminário!


Acerca da ida de rapazitos para o Seminário, com frequência ouvem-se expressões de teor negativo: são crianças tolas, não sabem o que fazem, metem-lhes coisa na cabeça, vão enganados… Estas expressões já não se aplicam propriamente aos da actualidade, pois já vão noutras idades.
Mas, mesmo referindo-se aos mais antigos, elas estão muito longe do processo real dos acontecimentos. Vamos explicar-nos - Para tal situemo-nos no princípio do séc. XX. Antes dessa época era possível que algumas decisões fossem influenciadas pelo facto de os sacerdotes serem funcionários públicos antes da República. Mas mesmo assim, houve tantos e tantos homens de elevadíssimo nível sacerdotal. Ainda conheci alguns.
E dos que estavam no Seminário ao instalar-se da República, muitos continuaram e avançaram em circunstâncias economicamente negativas. A República cortou as condições anteriores, e os sacerdotes ficaram no vazio! Mas continuaram a servir… Penso que foram heróicos…
Vamos portanto aos princípios do séc. XX, e distinguimos duas épocas. A primeira vai até os anos 60. A segunda vem de lá até agora.
A primeira, a que vou chamar antiga, foi a minha época. E vou começar por mim mesmo.
Porque é que entrei para o Seminário? O meu itinerário começou quando eu tinha 5 anos. Sim, 5 anos…
Alguém dirá: é isso mesmo, nem criança era ainda… Inconsciência…
Mas, vamos devagar… Há um itinerário. O meu pároco era muito de minha casa. Lembro-me de pensar que os padres não iam para o inferno! Pois foi essa a razão por que pensei que queria ser padre. Eram ideias análogas aos demais que querem ser condutores de camiões, professores, carpinteiros… Depois vem a vida real…
Durante a minha 2ª classe aquela motivação já não existia. Mas continuei com o mesmo projecto, não sei porquê. Penso que tenho tendência a manter-me numa situação. As pequenas dos seus 15, 16 anos diziam-me: Oh Francisco (o meu nome próprio é Francisco…) tu queres casar comigo?
Por minha própria ideia eu respondia: eu vou é casar vocês…. E continuava nela calmamente.
Quando terminei a 4ª classe, fui apresentado ao Bispo D. Guilherme que me perguntou: por que é que queres ser padre? Eu nunca pensara no assunto, e respondi-lhe automaticamente: para salvar almas!
Parece que ele ficou impressionado, pois daí a uns 20 anos, alguém falou-me na­quela resposta.
Só fui para o Seminário em 1938, tendo feito 14 anos poucos dias antes. Quando regressava para as primeiras férias, na Horta, o célebre Mons. Pereira da Silva disse-me:
-Tu então estás no Seminário? E queres ser padre?
-Sim…
-E sabes no que te metes?
-Não sei, mas hei-de aprender…
Esta resposta também deve ter “corrido” porque falaram-me nela uns 30 anos depois. Tudo respondido de imediato….
Chegado aos meus 18 anos, comecei a pensar em ir para a Marinha Mercante. Gostava, e gosto muito do mar. Não era por não querer ser sacerdote.
Fiquei no Seminário até concluir os estudos necessários para entrar na Escola Náutica. Quando eles terminaram, não me apeteceu sair, e fiquei mais um ano. Sentia-me bem.
O que é certo é que, durante esse ano, comecei a pensar que tinha mais que fazer como sacerdote do que como comandante dum barco. E continuei até hoje.
E os outros? Um dos meus grandes amigos, que foi um grande sacerdote, resolveu ir para o Seminário porque uns seminaristas lhe disseram que lá se jogava futebol. Conheci outro grande sacerdote que foi simplesmente para estudar. Depois queria ir para a Marinha de Guerra. Mas ligou-se à “vocação”.
E mais? Uns porque era “moda”, outros porque lhes sugeriram, outros porque, simplesmente, queriam ser padres…
Claro que, chegados os 16,17 anos, os pensamentos mudavam e punha-se a questão. Alguns desistiam, outros continuavam já em atitudes diferentes, o Seminário era um ambiente de aprendizagem, descoberta, reflexão, dúvida, decisões…
E recentemente? As situações são muito diferentes. Já não se vai para o Seminário para estudar. Estuda-se em qualquer parte.
Uns vão porque descobriram o sentido do sacerdócio, da vida, da Igreja, do serviço espiritual. Outros porque amigos, seminaristas ou sacerdotes, os entusiasmaram; outros como resultado de reuniões, cursos, retiros… Enfim, motivações mais profundas.
Naturalmente terão muito caminho para andar, muita vida a amadurecer. Alguns voltarão para trás, mas a maior parte amadurecerá…, e caminharão para o sacerdócio.
O nosso tempo estranha isso, em especial por causa da obsessão sexual. Mas tudo foi muito estranho para os sacerdotes dos primeiros séculos, a começar pelos apóstolos. Depois foram os tempos de perseguição. Depois, tantas e tantas situações difíceis. Mas é sempre verdade o que Ele diz: Eu estarei convosco até ao fim dos tempos – não vos deixarei órfãos.

Autor: Caetano Tomáz

Nota: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, todavia, se este provérbio não se concretizar, daqui a uns anos terei, com muito orgulho, um filho padre.

E esta, eih? 

05 January, 2011

Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!

"Aviva a tua fé. – Cristo não é uma figura que passou. Não é uma recordação que se perde na História. Vive! “Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!” diz São Paulo. Jesus Cristo ontem e hoje e sempre!"


(Josemaria Escrivá)

A Violência...

"A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano."

(João Paulo II)

21 December, 2010

O Natal Cristão: Escola do Essencial



O Natal faz parte do património da fé cristã a que a Igreja tem por missão dar visibilidade ao longo da história. Trata-se duma celebração que nasceu no contexto dessa fé. Logo, só no interior desta poderá ser correctamente interpretada. A fé cristã é o universo de linguagem dentro do qual se capta o verdadeiro sentido do Natal. Este ‘universo de linguagem’ não é apenas algo a que se adere mentalmente. É, antes de mais, uma coisa que se vive. Por sua vez, o ‘sentido do Natal’ não depende do que cada um pensa que ele deveria ser ou gostaria que ele fosse. O Natal é que nos diz o que ele próprio é. Celebra o nascimento de Jesus, que constitui a entrada definitiva de Deus na história humana, para apontar a todos o caminho da verdadeira felicidade.
Só vivendo a fé cristã é que se percebe o significado do Natal. Mas a celebração deste tem que decorrer no seio da nossa sociedade plural. Ela fica, pois, exposta diante de quem não entende o seu significado objectivo, não lhe dá qualquer valor, ou rejeita pura e simplesmente. Acresce o facto de o Natal ser uma data que consta do calendário do conjunto da sociedade. Isto leva a que, a par do Natal cristão, exista o Natal cultural. Este último não tem conteúdo definido a priori. Mais parece o preenchimento dum espaço que a Igreja não pode controlar e com o qual a sociedade nem sempre sabe lidar. Faz-se do Natal uma grande sessão de despesas. Constroem-se fantasias à sua volta. Multiplica-se o seu significado consoante o que cada um quer. Tudo isto faz parte da chamada ‘magia do Natal’. Alguns talvez desejem até retirar-lhe o que tem de expressão pública.

Viver o Natal cristão no seio desta sociedade plural requer aprendizagem. Levantam-se questões que se tornam frentes de trabalho. Existe, em primeiro lugar, a discussão do que deve ser o pluralismo na nossa sociedade. Reconhece-se à tradição cristã o direito de o integrar ou pretende-se dar lugar a tudo menos a ela? Aceita-se que esse pluralismo surge num espaço de passado marcadamente cristão ou quer-se partir para o futuro fazendo tábua rasa do que está para trás? Este debate deve levar a perceber que, onde se risca a memória, dificilmente se consegue identidade. Deve ajudar a ver que, apagando o passado donde se vem, fica-se vulnerável à experimentação ideológica, tendencialmente tirânica, como é o caso do laicismo. A inclusão do Natal no nosso calendário civil deve-se ao passado cristão da sociedade a que pertencemos. Mas a tradição cristã tem mostrado até que respeita os outros no seio do convívio democrático. O Natal cristão não se impõe; quer existir e fazer viver.

Surge, em segundo lugar, a reflexão sobre o conteúdo do Natal cultural. Sabendo que ele não existiria sem o Natal cristão, compreende-se que este lhe aponte o que é proveitoso, sem fazer violência ao conjunto da sociedade. O Natal é, em virtude da sua origem, um elemento da simbólica cristã. Contudo, pode extrair-se dele o ‘humano fundamental’, que, de si, deve interessar a todos. Da cena do presépio, colhem-se os valores da humildade, do desprendimento, da dádiva; aprende-se a atender ao essencial da vida. Quando Deus surge no meio de nós da maneira que lá vemos, ele diz-nos o que é ser verdadeiramente humano. Está aqui a riqueza que o Natal cristão oferece à sociedade.
Pede-se aos cristãos, em terceiro lugar, um reforço identitário colectivo. É preciso cultivar o clima da fé cristã, para que ele robusteça as vivências individuais da mesma. Cada um deve fomentá-lo juntamente com outros, para que todos possam beneficiar depois dele. A fé cristã ganha consistência colectiva através de acontecimentos que lhe dão visibilidade e a fazem comunicar vida. É o caso daqueles que dão corpo ao Natal cristão. Veja-se a exposição dos estandartes do Menino Jesus nas janelas e varandas de muitas casas. Tais acontecimentos contribuem para um clima de fé cristã mais robusto, capaz de alimentar os que a praticam e de ser sinal para o mundo. O reforço identitário colectivo, que de tudo isto resulta, não pretende fomentar espírito de gueto. Está aberto às interpelações que lhe chegam do exterior, desi-gnadamente às grandes necessidades humanas. Esse reforço identitário procura ser também evangelizador; fala para fora. É bom que não enverede logo por um debate racional; talvez desgaste e não dê frutos. Convém que toque aquela área das pessoas que precede os argumentos, pois é nela que a mensagem do Natal pode fazer alguém nascer de novo.

Domingos Terra,
Professor da Faculdade de Teologia

14 December, 2010

Proximidade do Natal



Conforme as normas litúrgicas, damos passos na preparação para o Natal. Vão sendo acesas velas representando Cristo, que nasce como luz do mundo, abrindo possibilidade para que todas as pessoas consigam enxergar a vida com mais significado e valor.

O Natal é a festa da transformação dos corações e das atitudes de vida. É momento de alegria, de confirmar a esperança em um mundo melhor, que acontece na confiança e na ação do Menino Jesus. É Nele que se desenvolve a profundidade do ser humano.

O nascimento acontece num lugar deserto, sem casa e sem condições humanas para tal realidade. Isto significa que o deserto é um lugar de encontro conosco mesmo, de espiritualidade mais profunda, despida de todo tipo de exaltação.

A busca do absoluto acontece e amadurece no silêncio e na solidão. O deserto é lugar de escuta, de observação, de confronto e de tomada de decisão a partir de dentro de nós mesmos. É o encontro com Deus.

O mundo é cheio de ruído, de barulho, impedindo nossa capacidade de escuta e de entendimento. Celebramos o Natal com festas, mas como resultado de um caminho de preparação interior próprio do Advento.

O clima é de espera, aguardando o tempo de Deus, como o agricultor que espera a chuva e o germinar da semente para produzir frutos. Isto deixa a sensação de esperança, de louvor e muito ânimo, sabendo que Deus não falha em seu agir.

Na proximidade do Natal percorremos um caminho de preparação. É hora de acertar a estrada, de superar as barreiras, tirar as lombadas, encher os vales, dando espaço na vida para o nascimento do esperado.

Não podemos nos satisfazer com angústias, dificuldades e medo. Convivemos com os sinais de Deus nos acontecimentos da nova cultura. Mesmo no reino da injustiça e da violência, há possibilidade de vida alegre e feliz.

Os apelos para uma vida materialista são grandes. Corremos o risco de perder o caminho da fidelidade aos princípios e valores cristãos. O Natal nos dá firmeza e decisão por aquilo que nos leva ao caminho da vida.

Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de S. José do Rio Preto-SP


In. http://pnsfpg.blogspot.com/

Foto do Baptismo

Maria Silvana trabalha com câmara tradicional e teve que enviar o filme para ser revelado numa loja em Córdova. Quando ela recebeu as fotos, notou com surpresa que a água derramada da cabeça de Valentino era um terço perfeito.
A foto do baptismo de Valentino fez nascer a fé no povo de Córdova, que vai até a humilde casa de Erica e Valentino para tocá-lo.

A verdade é que este sinal de fé mobilizou esta cidade em Córdova, cujos vizinhos vão à loja de Maria Silvana comprar a foto como se fosse um santinho.
Uma foto incrível tornou-se uma mensagem de fé na Espanha. Ela foi tirada no baptismo de Valentino Mora, filho de Erica, uma mãe solteira de 21 anos, que pediu à fotógrafa que tirasse de graça a foto de seu filho.
A foto do baptismo de Valentino Mora está varrendo a internet, porque na hora em que o padre derrama a água benta sobre a sua cabeça, a água escorre no formato de um terço (veja a foto acima).

Esta história começou na Paróquia de Nossa Senhora de Assunção em Cordova, Espanha, onde o baptismo do bebé de 1 mês aconteceu. Na hora em que Valentino foi à pia baptismal para o sacramento do baptismo, Erica pediu à fotógrafa Maria Silvana Salles, contratada por outros pais que estavam batizando seus bebés, que tirasse a foto de seu filho como um favor, já que a jovem mãe não tinha como pagar por ela. A fotógrafa, tocada pelo pedido de Erica, concordou em tirar a foto de Valentino.

In. http://www.portonovo.blogs.sapo.pt/

07 June, 2010

Basta!

Na Coreia é comum os visitantes de um velório tirarem os sapatos antes de se aproximarem do caixão, na ilha do Pico os visitantes de um velório deveriam rolhar a boca, para dessa forma não verbalizarem atrocidades infundadas e indignas.

Quem tem a vontade e a amabilidade de fazer algo de bom, em troca, somente, de muitas horas de trabalho gratuito, jamais deve ser criticado. Deve ser, sim, elogiado e glorificado, pois actualmente são escassos aqueles que o fazem. E que assim seja!


Falar mal é fácil, difícil é fazer mais e melhor.

Não há nada que se diga, neste mundo, que mais cedo ou mais tarde, não se saiba.

Com tanta chuva alagada que, ultimamente, tem caído do céu, espero, sinceramente, que ainda chegue o dia em que, de lá de cima, venha, por aí abaixo, alguma inteligência, já que as cabeças deveriam servir para mais alguma coisa que não, somente, para criar piolho. Às vezes penso que Deus, nosso Senhor, quando derramou a inteligência sobre nós, homens e mulheres de pouca fé, fê-lo enquanto alguns destes estavam, sem dúvida alguma, na casa de banho. E não chove!

Posto isto, agora, vou ter que me ir confessar, já que usei o nome de Deus em vão. Espero que Ele me dê a absolvição, até porque há coisas que não podemos deixar em branco, que têm de ser, prontamente, advertidas com um cartão vermelho directo.

Pensamento do Dia

"É mais fácil maldizer dos homens do que instruí-los e melhorá-los."


(Marquês de Maricá)

22 February, 2010

Pensamento do Dia

“A justiça defende-se com a razão, e não com as armas. Não se perde nada com a paz, e pode perder-se tudo com a guerra.”
 
(Papa João XXIII, 1881 - 1963)

28 January, 2010

A Lealdade é parte de uma Amizade Genuína!


A lealdade é parte de uma amizade genuína. A Bíblia diz em Provérbios 17:17 O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão.”



O melhor amigo que podemos ter é Jesus. A Bíblia diz em João 15:15 “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.”


Escolha amigos que amem ao Senhor e que tenham corações puros. A Bíblia diz em Timóteo 2:22 “Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.”


Que características necessita para ser um bom amigo? A Bíblia diz em Filipenses 2:3-4Nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.”


Bisbilhotice pode destruir amizades. A Bíblia diz em Provérbios 16:28 “O homem perverso espalha contendas; e o difamador separa amigos íntimos.”


Vale a pena manter os nossos amigos. A Bíblia diz em Provérbios 27:9-10 “O óleo e o perfume alegram o coração; assim é o doce conselho do homem para o seu amigo. Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia de tua adversidade. Mais vale um vizinho que está perto do que um irmão que está longe.”


Um amigo preocupa-se connosco de tal forma que tem que ser honesto connosco mesmo que nos ofenda. A Bíblia diz em Provérbios 27:6 “Fiéis são as feridas d'um amigo; mas os beijos d'um inimigo são enganosos.”

06 January, 2010

Renascer em Cristo


"A morte chegará inexoravelmente. Portanto, que oca vaidade a de centrar a existência nesta vida! Repara como sofrem tantas e tantos: uns, porque ela se acaba, custa-lhes deixá-la; outros, porque dura demais, aborrece-os...


Nunca se pode entender a nossa passagem pela Terra como um fim. É preciso sair dessa lógica errada, e firmar-se na outra, na eterna. E para isso é necessária uma mudança total: esvaziar-nos de nós mesmos, dos motivos egocêntricos, que são caducos, para renascermos em Cristo, que é eterno."

(Josemaría Escrivá)

23 October, 2009

Sou Livre Quando...



☻ depois de ter amado as coisas e os homens, eles ficam livres e eu menos escravo.




☻ preso pela dor, uma voz grita dentro de mim: Ressuscitou!



☻ creio num Deus que criou tudo com liberdade.



☻ aceito a liberdade dos outros.



☻ a minha liberdade está acima do dinheiro, do erotismo ou de outros tiranos.



☻ a morte não constitui para mim mais que a passagem à plenitude da vida.



☻ consigo ser Pessoa.



☻ consigo descobrir o bem que existe em cada criatura.



☻ aceito que, na minha vida, a consciência esteja em primeiro lugar.



☻ não existe um preço para a minha liberdade.



☻ a minha única lei é o AMOR.



☻ sei dar-me aos outros sem exigir possuí-los.

In. Catecismo 9º Ano, O Desafio de Viver

09 October, 2009

São Mateus, hoje e amanhã




Caríssimos amigos, estamos, como é sabido por todos, em tempo de eleições. As próximas que se avizinham são para escolher democraticamente o nosso representante na Câmara Municipal da Madalena e, igualmente, na “nossa” Junta de Freguesia.
Pessoalmente, devo dizer-vos que faço parte de uma das listas candidatas à Junta de Freguesia de São Mateus, pelo Partido Social Democrata.
Aceitei porque creio que a equipa que compõe essa lista tem uma inequívoca capacidade para desenvolver um excelente trabalho ao longo dos próximos quatro anos.
São Mateus é uma freguesia com excepcionais pessoas. Pessoas que merecem mais e melhor. Não quero com isto dizer que os elementos da actual Junta não o tenha tentado fazer, porém, a verdade é que ficaram muito aquém das expectativas idealizadas.
Quatro anos é pouco tempo, de facto, tempo que passa a correr, como se de uma prova de velocidade se tratasse. Todavia, existem, como sempre existiram, é vero, imensas obras urgentes e essenciais, que há muito carecem ser edificadas. Muitas delas constavam no manifesto eleitoral da equipa que, actualmente, ainda compõe a “nossa” Junta, mas não foram de todo realizadas.
Devo confessar que, nos primeiros anos, os apoiei e elogiei (está comprovado neste meu espaço), contudo, hoje, olhando para aquilo que foi feito, mas, sobretudo, para aquilo que não foi feito, tenho a noção, como julgo que os meus caros amigos também tem, que muito mais poderia ter sido feito. Não vou entrar em pormenores detalhados, até porque todos vós tendes olhos para ver e consciência disso mesmo.
Acredito que quando alguém se candidata a algo semelhante, fá-lo em consciência e fá-lo, essencialmente, para ajudar, sem olhar ao mérito próprio. Segundo esta linha de pensamento, tenho obrigatoriamente que vos dizer que desempenho a mesma função e usufruo da mesma remuneração de antes. Nada mudou, pelo menos a nível profissional, já que a nível pessoal julgo que algumas pessoas começaram a desviar o olhar quando tenho o prazer e a honra em me cruzar com elas.
Em verdade vos digo que por vezes as coisas não correm de acordo com as nossas expectativas, já que muitas vezes não basta querer, também é necessário saber e poder. No entanto, há que reconhecer as falhas e evidenciá-las ao encontro do futuro.


Tenho dito!

NOTA: É importante comunicar, uma vez mais, que o candidato do Partido Social Democrata, Mário Silva, será efectivamente o Presidente da Junta de Freguesia de São Mateus, caso seja eleito pela população da nossa comunidade, e que irá fazê-lo, sem dúvida alguma, de uma forma responsável e digna.

07 August, 2009

Verdade


"Todos os homens, que são pessoas dotadas de razão e de vontade livre e por isso mesmo com responsabilidade pessoal, são levados pela própria natureza e também moralmente a procurar a verdade."


(Concílio Vaticano II, Dignitatis Humanae, 2)

24 April, 2009

A Verdadeira Dignidade


"A verdadeira dignidade do homem e a sua excelência reside nos seus costumes, isto é, na sua virtude; a virtude é o patrimônio comum dos mortais, ao alcance de todos, dos pequenos e dos grandes, dos pobres e dos ricos; só a virtude e os méritos, seja qual for a pessoa em quem se encontrem, obterão a recompensa da eterna felicidade."


Papa Leão XIII
Rerum Novarum