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14 March, 2008

No Pico temos Bons Atletas!


“Se não houver esforço ninguém é ninguém”


Andreia Costa é uma picoense, natural da freguesia de São Mateus, que defende as cores do Grupo Desportivo da Casa do Povo da Madalena, desde que começou a praticar Ténis de Mesa. Conheça esta jovem que se dedicou à modalidade desde muito cedo e saiba quais são as metas que pretende atingir.


1. Com que idade começaste a jogar ténis de mesa e onde?
AC: Comecei com 12 anos no Grupo Desportivo da Casa do Povo da Madalena, que ainda é a minha actual equipa.
2. Quem é que te ensinou a jogar?
AC: Comecei por aprender sozinha com uma raquete emprestada numa mesa própria que existia na Casa do Povo de São Mateus e depois fui aperfeiçoando o meu jogo à medida que ia jogando na brincadeira com alguns amigos.
3. Quantas horas e dias da semanas treinas e em que local?
AC: Eu treino cerca de oito horas por semana durante três dias. Os treinos são puxados, mas se não houver esforço ninguém é ninguém. E é preciso treinar para se chegar ao topo na modalidade e depois de lá estar é preciso continuar a treinar para se manter.
4. Até agora, qual foi o momento mais importante para ti no ténis de mesa?
AC: Desde que comecei a jogar todos os jogos foram importantes por isso não tenho nenhum momento que possa destacar como o mais importante.
5. Qual é o teu golpe técnico favorito?
AC: O meu golpe favorito é o “top spin”.
6. Quanto tempo demoraste a aprender?
AC: Demorei mais ou menos um ano.
7. Qual é o teu principal objectivo no ténis de mesa?
AC: Em primeiro lugar o meu objectivo é praticar desporto, e depois treinar para ser Campeã Nacional Individual e por Equipas.
8. Porque achas que este é um bom desporto para os jovens, em vez de outros mais praticados como o futebol ou o hóquei?
AC: Todos os desportos são bons para os jovens porque é uma forma de estarmos envolvidos numa actividade desportiva que nos agrada. A diferença do Ténis de Mesa é que a maioria das vezes jogamos individualmente e por isso só contamos connosco, enquanto que o futebol e o hóquei são desportos colectivos.
9. Que dirias aos jovens que vão começar agora?
AC: Dizia-lhes que é preciso muita força de vontade e, ás vezes, muita paciência. E também gostava de dizer que para atingirmos o que gostamos, é preciso muito empenho e vontade, mas nunca devemos esquecer que a escola está sempre em primeiro lugar.
10. Queres deixar alguma mensagem para todos os acompanhantes da modalidade?
AC: Que continuem a acompanhar o Ténis de Mesa, porque no Pico temos bons atletas. E a presença física de todos os acompanhantes da modalidade durante os jogos dá-nos força para lutarmos pela vitória.


Sandra Lopes Amaral, In. Contacto Profissional (Jornal da Escola Profissional do Pico)

28 November, 2007

10 Perguntas, 10 Respostas

Entrevista com Tânia Carina do Rós Monteiro - Guarda Redes da Equipa "A" do Futebol Clube da Madalena.


“O FUTSAL É UMA PAIXÃO”

A “nossa” Tânia Monteiro é conhecida, na arte do Futsal, pela sua impressionante regularidade e qualidade, mas principalmente pela forte personalidade que difunde dentro e fora do campo, provocando uma admiração profunda em todos aqueles que a rodeiam, desde colegas a adversárias.


saomateus2005 - Há quantos anos praticas Futsal, e como começaste?
TM: Jogo há 12 anos e comecei porque as minhas irmãs mais velhas também jogavam. Hoje para mim o Futsal é uma paixão.


saomateus2005 - Como é que surgiu esta paixão?
TM: Sempre fui um pouco “Maria-rapaz”, pois só brincava com os meus irmãos, provavelmente porque as minhas irmãs eram bastante mais velhas do que eu. Lógico que os rapazes só querem jogar futebol e eu para poder brincar com eles tinha de jogar também.


saomateus2005 - És a guarda-redes do Futebol Clube da Madalena “A”… qual é a sensação?
TM: A sensação é boa quando corre bem, mas quando corre mal, na maioria das vezes, o guarda-redes é sempre o elo mais fraco (risos). A responsabilidade é grande, mas vale a pena.


saomateus2005 - Como consegues compatibilizar os treinos e os jogos com a vida familiar? E com os estudos?
TM: Por vezes é complicado, pois também tenho marido e filho, mas quando se gosta, e a vontade é grande, arranjamos sempre tempo para tudo. Sempre estudei depois do meu filho adormecer, pois antes é impossível, por isso nesse aspecto é fácil conciliar.


saomateus2005 - Se tivesses que eleger o teu melhor momento desportivo qual seria? E o menos bom?
TM: O meu melhor momento desportivo foi quando ganhámos os torneios de São Jorge, Monte e Criação Velha, no Verão de 2007. O momento menos bom foi quando sofremos uma inesperada derrota contra o Madalena “B” na cidade da Horta.


saomateus2005 - Quais são os principais objectivos do Madalena “A” para esta época?
TM: Para além de ganharmos mais prática e mais companheirismo, o nosso maior objectivo é vencermos alguns jogos às equipas do Faial. O que vai ser difícil porque elas já praticam esta modalidade há muito tempo e treinam o ano inteiro.


saomateus2005 - Que conselho darias às jovens que agora se iniciam no Futsal?
TM: Que não abandonem a modalidade na primeira vez que encontrarem um obstáculo, pois o desporto é saudável para o corpo e para a mente.


saomateus2005 - Como analisas a evolução do Futsal Feminino no Pico?
TM: Penso que tem evoluído bem, pois antes era impensável para as mulheres praticarem futebol. Contudo, creio que é possível desenvolver esta modalidade ainda mais. Talvez esta nova Liga de Futsal Feminino, criada pela Associação de Futebol da Horta, faça despertar a atenção de outros clubes.


saomateus2005 - Qual é a grande diferença, na tua opinião, entre o Futsal feminino e o masculino?
TM: Em primeiro lugar existe o tal raciocínio que o futebol é um desporto exclusivamente masculino (só para homens de barba rija). Porém, acho que as mulheres deveriam tentar, ainda mais, combater este tipo de pensamento, quiçá, demonstrando o que valem dentro das quatro linhas. Se é que já não o fazem.


saomateus2005 - Queres deixar alguma mensagem para todos os acompanhantes da modalidade?
TM: Que apoiem as equipas de Futsal Feminino da nossa ilha. Que encorajem as vossas mulheres e as vossas filhas para a prática da modalidade. E, claro, que apareçam no Pavilhão da Escola Cardeal Costa Nunes, todos os domingos em que houver jogos, para nos apoiarem e para verem que também nós sabemos jogar. E o mais importante é que não jogamos por dinheiro, mas sim por amor à camisola que envergamos.

30 October, 2006

Paulo Machado no Confessionário


Seis meses após a entrevista que o Senhor Paulo Machado concedeu ao Jornal Ilha Maior, decidi, incentivada por alguns leitores deste meu modesto Blog, voltar a entrevistar o “nosso” Presidente.

Sandra Lopes Amaral: Já tem conhecimento do veredicto final da Auditoria que solicitaram aquando da vossa tomada de posse?
Paulo Machado:
Não. Apenas sabemos que já foi emitido o relatório final, do qual não temos conhecimento algum e que o desenrolar do processo está nas “mãos” do Sr. Secretário da tutela. Sinceramente isso não me interessa nada agora, porque o que queríamos já conseguimos, que era simplesmente detectar os erros cometidos e por outro lado não pactuar indirectamente com situações passadas.

SLA:Actualmente qual é o montante em divida à Segurança Social? E quando pensa ter a situação resolvida?
PM:
Até ao momento já conseguimos liquidar 12.000,00 € e estabelecemos um acordo com a Segurança Social para pagar cerca de 19.000,00 € em prestações que tiveram início em Agosto deste ano e terminam em Agosto de 2009.
Neste momento faltam pagar cerca de 18.000,00 €.
O acordo conseguido foi fundamental porque assim podemos receber dinheiro da Câmara Municipal e do Governo Regional através de Protocolos. De outra forma era impossível. Quem deve à Segurança Social não pode estabelecer protocolos com ninguém.

SLA: Qual a sua opinião em relação à gestão que foi executada pelos ex-autarcas durante os anos em que encabeçaram a JFSM.
PM:
Neste momento a minha opinião é o que menos importa, Aliás, sobre isso a população já deu o seu veredicto há cerca de um ano atrás. Por outro lado, na nossa terra as pessoas têm uma tendência exagerada e errada de confundir Pessoas com os Cargos que ocupam. Neste momento tudo o que se diga será conotado com as Pessoas e não com os Cargos que desempenharam o que para mim é absolutamente incorrecto e pouco ético.

SLA: Tem tido apoios para resolver a situação de endividamento que envolve a JFSM?
PM:
Não. Até ao momento temos liquidado as dívidas utilizando as verbas previstas em Orçamento para execução de Obras e para Apoio às Instituições da freguesia.
Os dinheiros que a Junta recebe através de Protocolos com outras entidades não podem ser “desviados” só podendo ser usados para os fins a que se destinam. Todas as despesas devem ser comprovadas através de facturas.

SLA: A Câmara Municipal da Madalena tem colaborado, de alguma forma, nos projectos que a JFSM tem desenvolvido?
PM:
Temos um excelente relacionamento com a Câmara Municipal da Madalena, que está ao corrente de toda a situação. A Câmara compreendeu a situação e não impediu que os Protocolos de Delegação de Competências fossem realizados numa altura em ainda não havíamos conseguido o acordo com a Segurança Social. Muitas das obras que estão a ser feitas na freguesia ao nível de Caminhos Municipais, Jardins e Espaços Ajardinados, Escola e Polidesportivo são através dos referidos Protocolos.

SLA: Quais os projectos, a curto prazo, que tem em vista para a nossa Povoação e quando pensa iniciá-los?
PM:
Para além das obras que continuaremos a executar ao abrigo dos Protocolos com a Câmara Municipal, nas diferentes áreas já referidas, depois de muito trabalho e de muitas reuniões conseguimos estabelecer uma série de Protocolos com o Governo para a realização das seguintes obras: Ponte na Ribeira da Calheta no Arrodeio, 1ª fase da Remodelação da Zona Balnear; Construção de Curral de Embarque de Gado e Reparação da Capela e Muros do Cemitério.
Continuaremos a melhorar as nossas estradas, limpando, alargando, asfaltando e sinalizando e a melhorar ou criar zonas de lazer no Areeiro, Pontinha, Farol, Piscina e Gingeira.
As pessoas têm que perceber de uma vez por todas que as Juntas só podem fazer obras com o dinheiro de outras entidades como a Câmara Municipal ou o Governo Regional. O dinheiro que a Junta recebe do Fundo de Financiamento de Freguesias apenas dá para as despesas de manutenção e pouco mais.
Neste campo, a nossa freguesia está de parabéns. Serão poucas as Juntas onde se realizará a curto prazo tanto investimento público.

SLA: Aquando da última divulgação do Boletim Informativo da JFSM dizia que estaria a ponderar o abandono efectivo do seu cargo. O que o levou a tomar tal atitude?
PM:
Quando assumi encabeçar este projecto foram-me dadas garantias de certos investimentos na freguesia. Como tardavam em aparecer achei que era a altura de fazer lembrar o prometido. Não estou aqui para agradar ou satisfazer ninguém, não tenho qualquer problema em, de vez em quando, tomar certas atitudes como aquela, desde que consiga algum proveito para a freguesia. O que é certo é que resultou e só isso é que me importa.

SLA: Tem a noção que são inúmeras as pessoas da nossa Freguesia que estão descontentes com toda esta situação?
PM:
Se estamos a falar de uma Junta endividada que não pode investir na freguesia porque as verbas são canalizadas para regularizar a situação, sim. Também eu e os meus colegas estamos muito descontentes e insatisfeitos.

SLA: O que tem a dizer a todos aqueles que vos deram um voto de confiança e que agora se sentem traídos.
PM:
Traídos porquê? Porque estamos a organizar e a regularizar uma situação muito complicada e para isso temos que recorrer ao pouco dinheiro que dispomos em vez de o investir em obras úteis?
Ou porque os mandatos são de 4 anos e só passou 1?
Ou porque mesmo assim conseguimos encaminhar bem as nossas 4 promessas eleitorais que se bem se lembram foram:
- Construção de uma Zona balnear (já temos o Protocolo assinado para a execução da 1ª fase da obra);
- Abertura de um caminho no centro da freguesia (já contactamos alguns proprietários que prontamente aceitaram ceder terreno);
- Concursos para atribuição de serviços (todos os serviços são atribuídos através de concurso prévio e todos os que se inscreveram para trabalhar desde que devidamente inscritos nas Finanças e Segurança Social tem trabalhado);
- Informação sobre as actividades e contas da Junta (regularmente publicamos um Boletim com toda a informação).


SLA: Muitos são aqueles que afirmam que o Sr. Paulo Machado não tem “queda para a política”. O que pensa desta afirmação?
PM:
Correctíssima. Não tenho, nunca tive e espero que Deus me ajude para que nunca tenha. Para mim o presidente de Junta não é um político mas um simples gestor de dinheiros e recursos destinados a uma freguesia. Aliás, deixei isso bem claro quando aceitei meter-me nisto. Dá-se demasiada importância a estes cargos.
Não sou filiado em nenhum partido e se tivesse de o ser, não seria em nenhum dos 2 maiores, apesar de comungar de muitas ideias de qualquer um deles.
Tendo em conta as definições mais populares de “político” tenho muito orgulho em não ter queda nenhuma para ser um deles.
O meu único objectivo é deixar a freguesia um bocadinho melhor daqui a 3 anos.

SLA: Está satisfeito com o seu grupo de trabalho?
PM:
Claro, com este grupo só se pode ter um “grupo de trabalho”.

SLA: Se soubesse o que hoje sabe, sobre as contas da JFSM, teria se candidatado?
PM:
Provavelmente sim. Não me assusta passar um mandato a “arrumar a casa”. Assusta-me sim, viver numa comunidade onde as pessoas não compreendem que é necessário e inevitável fazê-lo.

16 October, 2006

Vale a Pena Recordar I!

Foto: Ilha Maior

Entrevista a Paulo Machado, Presidente da Junta de Freguesia de São Mateus



"Seis meses após ter sido eleita a Junta de Freguesia de São Mateus ainda não conseguiu dar início à execução dos projectos prometidos durante a campanha eleitoral. Os novos autarcas herdaram um inesperado rol de dívidas que, segundo o presidente da Junta, Paulo Machado, poderá impedir o desenvolvimento da freguesia nos próximos dois anos."


"IM: A Junta de Freguesia de São Mateus está a debater-se com muitas dificuldades para implementar alguns dos projectos programados. O que está a emperrar o trabalho da Junta a que preside?
Paulo Machado:
Desde que tomámos posse encontrámos algumas situações menos claras, que não eram muito favoráveis ao desenvolvimento das nossas propostas eleitorais. Isso levou-nos a solicitar à Assembleia de Freguesia uma auditoria. Entretanto, já recebemos uma inspecção por parte da Inspecção Administrativa Regional que ainda está a decorrer. No mesmo período, embora não tenha sido solicitada por esta Junta, tivemos uma inspecção por parte da Segurança Social para averiguar a existência de dívidas antigas àquele organismo. Essas dívidas referiam-se a folhas de caixa que tinham sido entregues, mas que não tinham sido abatidos os respectivos valores. No decorrer da inspecção quiseram saber o que se tinha passado com os anos posteriores em que não tinham sido registados quaisquer descontos da Junta para a Segurança Social. O valor em dívida relativo a essas folhas foi apurado no montante de cinco mil e 500 euros.


IM: Quando fala em situação menos clara está a referir-se exactamente a quê?
PM:
Estou a referir-me a certos movimentos contabilísticos que não coincidem com os movimentos bancários, bem como a uma série de dívidas que foram aparecendo após a nossa tomada de posse e que tivemos de assumir, bem como as dívidas à Segurança Social.


IM: Neste momento qual a dívida da Junta de São Mateus a fornecedores e Segurança Social?
PM:
Desde que tomamos posse já pagamos muitas dívidas. Somando o que devíamos à Segurança Social relativo ao ano de 2002 no valor de 5 mil e 500 euros, mais a dívida a fornecedores dá um valor aproximado dos 20 mil euros. Já temos também informação que a dívida relativa à Segurança Social entre os anos 2002 e 2005 ascende a 18 mil euros, exceptuando os juros. Em resumo vamos ter de pagar à Segurança Social entre 30 a 35 mil euros.


IM: A dívida à Segurança Social como é que surgiu?
PM:
Resulta de pagamentos que a Junta efectuou a prestadores de serviços, nomeadamente a tarefeiros, e que não descontou os devidos montantes para a Segurança Social.


IM: Quais as consequências que estas dívidas acarretam para a freguesia?
PM:
A consequência imediata passa por despendermos grande parte do nosso Orçamento para pagar as dívidas anteriores. A médio prazo, como somos devedores à Segurança Social, podemos fazer determinados investimentos e não conseguir receber o apoio prometido e acordado em protocolo com entidades públicas. Esta situação deixa-nos de mãos atadas durante bastante tempo.


IM: Esta Junta está num colete de forças?
PM: Exactamente. Tínhamos feito um projecto que estava bem encaminhado, mas já não avançámos com a candidatura. Enquanto esta situação não estiver resolvida não sabemos o que fazer.


IM: Quando é que estas dívidas ficarão pagas e poderão arregaçar mangas para colocar em prática os vossos projectos?
PM: Agora estamos a aguardar o relatório final da inspecção realizada pela Inspecção Administrativa Regional e a aguardar o apuramento definitivo da dívida à Segurança Social. A partir daí vamos ver o que será possível fazer.


IM: Quando se candidataram imaginavam o cenário que iriam encontrar?
PM: Não. Não fazíamos a mínima ideia que poderia existir esta situação. Suspeitávamos que poderia haver alguma coisa menos clara, mas nunca nestes moldes.


IM: Logo que esta situação esteja desbloqueada quais as prioridades da Junta em termos de investimento?
PM: Há muitos pequenos investimentos que pretendemos realizar na freguesia. Para isso estamos a contar com as delegações de competência através dos protocolos com a Câmara Municipal. São pequenas intervenções que são urgentes. Tentámos, também, junto de algumas secretarias ultrapassar algumas situações. Com a secretaria do Ambiente e do Mar já celebramos um protocolo para construção de uma ponte que faz muita falta, mas não sabemos quando é que será possível avançar com a obra devido às nossas dívidas. contamos também ter um apoio da secretaria regional da Agricultura e Florestas para a construção de um curral de embarque de gado e, além disso, estamos a elaborar um projecto para uma zona balnear que está quase concluído. Já realizámos alguns contactos para conseguirmos o suporte financeiro para avançar com esta obra. No entanto, sublinho, que tudo isto poderá estar comprometido se não regularizarmos a nossa situação perante a Segurança Social.


IM: Ou seja, as obras vão ficar em stand by até que estejam regularizadas as dívidas à Segurança Social?
PM: Exactamente, ou até que se consiga algum tipo de acordo.


IM: Os projectos da sua candidatura ficam condicionados?
PM:
Alguns poderão nem chegar a ser concretizados, porque num mandato de quatro anos se passarmos dois a pagar dívidas os restantes dois tornam inviáveis alguns projectos.


IM: Como é que vão pagar os montantes em dívida?
PM:
A hipótese mais imediata passa por abdicar de todos os investimentos e aplicar em exclusivo o que recebemos do Fundo de Financiamento das Freguesias no pagamento da dívida. Se for essa a opção a freguesia vai ficar a perder.


IM: Os autarcas responsáveis por esta situação deveriam ser responsabilizados?
PM: Apesar da entidade Junta ser a devedora houve alguém responsável por esta situação, mas ficamos a aguardar o resultado da Inspecção que está a decorrer."



David Silva Borges, In. Jornal Ilha Maior de 5 de Maio de 2006