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16 October, 2009

II Regata Terra do Bom Jesus em São Mateus do Pico

In. http://www.radiopico.com/

21 April, 2009

Palavras para quê?

"Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos, como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão..."

(Saint-Exupéry)

09 January, 2008

Renascer

Foto: Sandra Lopes Amaral


Vejo-me sentado,
Naquela rocha;
Lá no alto,
Do penhasco.

Ali sentado
Qual vigia,
Vislumbro o mar,
Até onde se mistura,
No ar,
Com o céu.

Aqui no alto,
Sinto ânsias de voar.
Como gaivotas, que vejo
Preguiçosamente no ar.

Planam,
Fitam,
Em voos apaixonados,
Como um par de namorados.

Voam, em voos picados
Por cima, das cristas das ondas,
Em mergulhos desejados.
E eu aqui, sentado.

No alto,
De uma praia deserta,
Observo,
O sol lá longe, que desperta.

O cinzento que inundava
A tela do poeta,
Dá lugar ás cores
E amores.
Na escrita do pintor.

E todas as dores
De perdidos amores
Renascem como flores.

(Augusto Gil)

Gaivota

Foto: Sandra Lopes Amaral


Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.


Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.


Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.


Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.


Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.


Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.


(Alexandre O'Neill)

07 January, 2008

Deus quis...

Foto: Sandra Lopes Amaral


Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.


(Fernando Pessoa)

Ó Mar Salgado...

Fotos: Sandra Lopes Amaral

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

(Fernando Pessoa)