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04 January, 2011

Candelária homenageou a Irmã Nivéria




Fotos: Direitos Reservados

A freguesia da Candelária e a sua população laureou a Irmã Nivéria durante a festa de Natal da Catequese, realizada no transacto dia 2 de Janeiro.

Nas palavras proclamadas pelo orador José Matos, o contributo da Irmã Nivéria para com a freguesia da Candelária e seus jovens foi de uma extrema grandeza e relevo.

No ano transcorrido tive o contentamento e a honra de ser sua colega, como catequista da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias, e testemunhei a dedicação com que a “nossa” Irmã regala os seus meninos e meninas. Em verdade vos digo que apesar dos seus, na altura, 81 anos, o seu entusiasmo e dinamismo era, e ainda é, excepcional.

Bento XVI na sua encíclica Deus Caritas Est, de 25 de Dezembro de 2005, "sobre o amor cristão", cita Madre Teresa, outra Grande Senhora, como exemplo de pessoa de oração e ao mesmo tempo de fé operativa:

“A piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo. A beata Teresa de Calcutá é um exemplo evidentíssimo do facto que o tempo dedicado a Deus na oração não só não lesa a eficácia nem a onerosidade do amor ao próximo, mas é realmente a sua fonte inexaurível. Na sua carta para a Quaresma de 1996, essa beata escrevia aos seus colaboradores leigos: “Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração.”

Faço minhas as palavras de Bento XVI em relação à Irmã Nivéria, até porque esta é, similarmente, um exemplo claro de que o tempo dedicado a ensinar a Palavra de Deus fez com que amor e a fé se metamorfoseassem numa fonte inesgotável nos nossos corações e nas nossas vidas.

E que assim seja!

20 May, 2010

Pedras Negras

Os PEDRAS NEGRAS são um grupo de amigos com uma paixão comum: a música!
 
Tocam instrumentos de corda tradicionais (bandolim, bandola, viola da terra, viola baixo e violão) e executam o mais variado tipo de música, com a singularidade acústica dos instrumentos de corda tradicionais.


CONTACTO

Estrada Regional nº76, Candelária

9950-125 Madalena do Pico

Açores

Portugal

email: ospedrasnegras@gmail.com

Telefone/Fax: 292629055

Telm: 919628321 / 919577377 / 962822166


19 February, 2010

Festa de Nossa Senhora das Candeias 2010


Festa de Nossa Senhora das Candeias na freguesia da Candelária, concelho da Madalena, ilha do Pico.

23 October, 2009

Ermida Nossa Senhora Mãe da Igreja no Campo Raso





No Campo Raso, arrabalde da freguesia de Candelária, começou a erguer-se em Abril de 1980, a Ermida de Nossa Senhora Mãe da Igreja, após resolução tomada pelos principais do lugar em reunião presidida pelo pároco.
Para este fim e também para a sua futura manutenção, resolveram eleger uma Comissão Administrativa, ficando esta assim constituída: José Francisco de Freitas, presidente; Júlio de Matos, secretário; Liduino Inácio Goulart, tesoureiro; Daniel Francisco de Matos e Carlos Alberto Rodrigues Machado, vogais. Para a Assembleia Geral foram eleitos: Padre António Filipe Madruga, pároco – presidente nato; Eduino Goulart Amaral e Felicidade Garcia da Rosa, secretários.
O terreno para a sua construção e adro adjacente foi cedido gratuitamente por um filho da saudosa professora do Campo Raso, D. Cotilde Cândida Pereira, nomeadamente Manuel Rodrigues de Sousa. Também está incluída uma pequena faixa de terreno cedida, também gratuitamente, por José Garcia da Rosa, e igualmente por Francisco Joaquim Ferreira.
Fica situada na junção do caminho principal do campo raso com o do Barreiro, ao sul do pequeno largo onde em tempos existiu um chafariz.
A imagem da Titular foi oferta do pároco e primeiro presidente nato da Assembleia Geral, Padre António Filipe Madruga, que a obteve com as suas côngruas auferidas da Paróquia da Candelária. Foi benzida no dia 12 de Julho de 1980 e levada em procissão para a sua Ermida, onde houve Missa. No dia seguinte, domingo, celebrou-se pela primeira vez a festa na sua Ermida, ainda por acabar, com Missa cantada, sermão e procissão.
As despesas com a construção foram cobertas com as esmolas dos Irmãos e dos moradores do lugar, que também percorreram as freguesias da ilha do Pico angariando fundos para este fim; e as arrematações da festa têm contribuído bastante para a liquidação dos défices e aquisição do que falta. Na altura faltava sineira e bancada, agora apenas falta a sineira, pois até tem salão, cozinha, despensas e inclusivamente um Polidesportivo descoberto.

A inauguração oficial da Ermida com bênção litúrgica realizou-se no dia 11 de Julho de 1982.

A festa em honra de Nossa Senhora Mãe da Igreja é celebrada no segundo Domingo de Julho.


In. A Luz Vem do Basalto, José Carlos Costa

07 July, 2009

Festa Nossa Senhora Mãe da Igreja no Campo Raso


No próximo Domingo, 12 de Julho, realizar-se-á no lugar do Campo Raso, freguesia da Candelária, a festa em honra a Nossa Senhora Mãe da Igreja.
Venha juntar-se a nós, até porque o programa festivo é vasto e a comida é boa.

Tenho dito!

27 April, 2009

São Nuno de Santa Maria

São Nuno de Santa Maria (Continuação)

São Nuno de Santa Maria

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado. Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria — a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de Abril de 1431, passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

Mas, embora a fama de santidade de Nuno se mantenha constante, chegando mesmo a aumentar, ao longo dos tempos, o percurso do processo de canonização será bem mais acidentado. Promovido desde logo pelos soberanos portugueses e prosseguido pela Ordem do Carmo, depara com numerosos obstáculos, de natureza exterior. Foi somente em 1894 que o Pe. Anastasio Ronci, então postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de Dezembro de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV.

As suas relíquias foram trasladadas numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da Igreja.

O Postulador Geral da Ordem, P. Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em 2000. Tendo sido levadas a cabo as respectivas investigações, o Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de Julho de 2008 a promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.

24 April, 2009

Canonização do Beato Nuno de Santa Maria


"De Norte a Sul do país, a canonização de D. Nuno Álvares Pereira será celebrada de diversas formas. Uma vigília no sábado (25 de Abril) e uma missa de Acção de Graças, a 10 de Maio, são as celebrações previstas na diocese de Lisboa para assinalar a canonização do Beato Nuno de Santa Maria.

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, estará em Roma, presidindo na noite de sábado a uma vigília de oração na Igreja de Santo António dos Portugueses, enquanto em Lisboa D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar, dirige idêntica celebração na Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

O Cardeal Patriarca conclui as celebrações da canonização com uma missa de Acção de Graças no dia 10 de Maio na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, onde desde 1951 repousam os restos mortais do mais recente santo português.

Na localidade de Ourém, onde Guilhermina de Jesus sofreu a queimadura na córnea, cuja cura viria a ser atribuída à intercessão do beato Nuno, será assinalada a canonização no próximo domingo com uma missa às 11:00 na Colegiada, em plena zona histórica, seguindo-se o descerramento de uma lápide junto à estátua de D. Nuno Álvares Pereira.

Por sua vez, em S. Jorge, concelho de Porto de Mós, onde em 1385 o Condestável liderou as forças portuguesas que derrotaram os castelhanos, a canonização vai ser seguida em ecrã gigante que a Fundação Batalha de Aljubarrota vai instalar junto à capela ali existente.

O mesmo vai acontecer na vila alentejana do Crato, no concelho de Portalegre, que vai assinalar a canonização do Beato Nuno Álvares Pereira com um vasto conjunto de iniciativas de âmbito festivo, reflexivo e religioso. O primeiro acto, promovido por várias entidades daquele concelho, ocorrerá no domingo, 26 de Abril, com a transmissão em directo da cerimónia de canonização no interior do Mosteiro de Santa Maria, em Flor da Rosa. O mosteiro, monumento nacional, está intimamente ligado a Nuno Álvares Pereira, uma vez que foi mandado construir pelo seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, que aí se encontra sepultado.

De acordo com a organização, até ao mês de Abril de 2010, vão ser programadas várias actividades culturais, como concertos, exposições e conferências, para assinalar este acontecimento.

Por sua vez, o município local vai criar uma condecoração oficial, incluir o nome do novo santo na toponímia do concelho e construir um monumento evocativo à canonização. Estão também previstas, ao longo do ano, várias iniciativas de carácter militar para homenagear o novo santo.

A organização espera ainda efectuar a inclusão da liturgia do Beato Nuno Álvares Pereira nas paróquias daquele concelho, com especial destaque nas freguesias de Flor da Rosa e Crato. Também o Mosteiro das Carmelitas Descalças do Crato será mobilizado e envolvido nesta iniciativa de cariz religioso.

Por todo o país, entretanto, é esperado que o tema seja abordado na generalidade das paróquias durante as cerimónias religiosas de domingo.

É o que vai acontecer na ilha do Pico, nos Açores, onde a Ouvidoria local, se vai associar à canonização de Nuno Álvares Pereira com uma celebração solene na Igreja da Candelária, a única paróquia da Diocese de Angra do Heroísmo que tem um templo dedicado ao beato português. O templo situa-se no lugar da Mirateca e a eucaristia será presidida por D. Arquimínio Rodrigues da Costa, Bispo Emérito de Macau, e concelebrada pelo clero da ilha do Pico. No final, realiza-se uma procissão com a imagem de S. Nuno, desde aquela igreja até à sua Ermida, na Mirateca."

Agência Ecclesia