25 October, 2008

O Essencial é Amar...


As janelas da vida estão abertas para amores, decepções...

Para pessoas que não sabemos se são certas na hora de amar,

compreensivas na hora de ajudar,

sinceras na hora de conversar,

verdadeiras na hora de desejar,

aconchegantes como as noites de luar,

firmes como o chão que queremos pisar,

sensíveis como a melodia que insiste em nos tocar,

inconstantes na hora de caminhar.

Como saberemos então se as pessoas que encontramos são certas ou erradas?

Nunca saberemos...

O essencial é amar, amar muito, amar sempre, e ver com os olhos da alma.

23 October, 2008

Quantas vezes...


Quantas vezes nós pensamos em desistir, deixar de lado o ideal e os sonhos;


Quantas vezes batemos em retirada, com o coração amargurado pela injustiça;


Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade, sem ter com quem dividir;


Quantas vezes sentimos solidão, mesmo cercado de pessoas;


Quantas vezes falamos, sem sermos notados;


Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;


Quantas vezes voltamos para casa com a sensação de derrota;


Quanta vezes aquela lágrima, teima em cair, justamente na hora em que precisamos parecer fortes;


Quantas vezes pedimos a Deus um pouco de força, um pouco de luz;


E a resposta vem, seja lá como for, um sorriso, um olhar cúmplice, um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor;


E a gente insiste;


Insisti em prosseguir, em acreditar, em transformar, em dividir, em estar, em ser;


E Deus insiste em nos abençoar, em nos mostrar o caminho:


Aquele mais difícil, mais complicado, mais bonito.


E a gente insiste em seguir, porque tem uma missão:


Ser Feliz e fazer as outras pessoas Felizes !

E assim se faz a Aguardente do Pico!

Amor e Amizade


"Perguntei a um sábio,

a diferença que havia

entre amor e amizade,

ele me disse essa verdade...

O Amor é mais sensível,

a Amizade mais segura.

O Amor nos dá asas,

a Amizade o chão.

No Amor há mais carinho,

na Amizade compreensão.

O Amor é plantado

e com carinho cultivado,

a Amizade vem faceira,

e com troca de alegria e tristeza,

torna-se uma grande e querida

companheira. Mas quando o Amor é sincero

ele vem com um grande amigo,

e quando a Amizade é concreta,

ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo

ou uma grande paixão,

ambos sentimentos coexistem

dentro do seu coração."



William Shakespeare

21 October, 2008

Gosto de ouvir o mar me dizer coisas que eu sonhei, sem saber!


Fotos: Sandra Amaral (Direitos Reservados)

Feliz é aquele que repara!

Foto: Sandra Amaral (Direitos Reservados)
"Não é necessário ter uma boa máquina, o que é necessário é ter uma grande paixão."
(Sandra Amaral)

A Beleza está nos olhos de quem a vê!

Foto: Sandra Amaral (Direitos Reservados)

"Creio que Deus nos colocou nesta terra de tantas belezas foi para que sejamos felizes."

(Baden Powell de Aquino)


Fotografia - A minha grande Paixão!

Foto: Sandra Amaral (Direitos Reservados)

"Quanto mais beleza descubro na natureza e na vida, no homem e na criança, no mundo exterior e no interior, tanto mais intimamente vejo Deus em todas as coisas."

(Claim Freemann Clark)



10 Mandamentos do Diálogo


1. Todos temos um pouquinho de verdade. Unir-nos para formar uma verdade maior, isso é diálogo.
2. Antes de convencer o outro da tua verdade convence-o da sua valentia e liberdade.
3. Fala com clareza de ideias. Alcança-lo-ás , meditando-as e vivificando-as com clareza.
4. Evita modos violentos. Que as tuas frases não pareçam ordens nem definições.
5. Sê generoso. Presta atenção às afirmações e argumentos alheios. Oferece porções de razão.
6. Tem simpatia e paciência. Foge da discussão e de condenar de antemão.
7. Confia no positivo da tua postura. Depois confia na capacidade do outro para a aceitar.
8. Atende às circunstâncias. Vê se quem te escuta é jovem, adulto, rude ou culto…
9. No diálogo não há vencedores nem vencidos. A verdade não é uma espada.
10. A atmosfera do apostolado é o diálogo.

Aprender a Dialogar!


Dois pássaros estavam muito felizes sobre a mesma planta. Um deles estava mais acima e o outro mais abaixo. Passado algum tempo, o pássaro de cima disse para o outro:
- Que lindas são estas folhas verdes!
O pássaro de baixo respondeu irritado:
- Estás cego? Não vês que são brancas?
O de cima continuou:
- Tu é que estás cego. São verdes!
Continuou o outro:
- Aposto contigo que são brancas. Tu não percebes nada de folhas de árvores!
Irritado com esta discussão, o pássaro de cima atirou-se ao adversário, para lhe dar uma lição. Mas este não se moveu. Quando estavam próximos um do outro, tiveram a lealdade de olhar na mesma direcção, antes de começar o duelo. O pássaro que tinha vindo de cima ficou surpreendido:
- Que estranho! Afinal são brancas!
E convidou o seu amigo:
- Vem cá cima, onde eu estava antes.
Voaram para o ramo do alto e desta vez disseram os dois em coro:
- Que estranho! Afinal são verdes!

(Darci Vilarinho)

09 October, 2008

Dar é a Chave do Amor!


"Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido."
(J. L. Lorda)

23 September, 2008

Fotografias - São Mateus do alto da Gingeira




Fotografias: Sandra Amaral (Direitos Reservados)

Fotografias - A Igreja de São Mateus




Fotografias: Sandra Amaral (Direitos Reservados)

Evangelho segundo São Mateus 20, 1-16a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um pro­prie­tário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’. Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizen­do: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’. Assim, os últimos serão os primei­ros e os primeiros serão os últimos».

Fotografias - Vinha sobre Pedra





Fotografias: Sandra Amaral (Direitos Reservados)

22 September, 2008

A Felicidade Exige Valentia


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


(Fernando Pessoa)

Frases Famosas


Platão (427 a.C. - 347 a.C.) disse:

"A única moeda verdadeiramente boa e pela qual convém trocar todas as restantes é a sabedoria."
"Cometer injustiças é pior que sofrê-las."
"Uma vida não questionada não merece ser vivida."
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz."

Liberdade


Não temas velha princesa

Em perder tua guarida,

Pois nunca te repudiará a realeza

A que foste vendida.


Não te preocupes com a fraternidade

Nem com o falso ou verdadeiro.

Quem manda é o dinheiro

Que vende e compra a verdade.


Mas deixa que te diga Liberdade,

Doce e carcomida princesa,

Que perdeste toda a beleza


E até a utópica igualdade.

Podes até ter uma nobre natureza,

Mas nunca serás uma realidade.


Pensamento


"O segredo para viver em paz com todos consiste na arte de compreender cada um segundo a sua individualidade."


(Federico Luis Jahn)

20 September, 2008

Louvado seja Deus!


NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

As profecias de fim de mundo têm sempre um atractivo especial. São muitos os que dizem que quando o mundo estiver prestes a terminar acontecerão eventos inimagináveis, até mesmo às cabeças mais criativas. Pois é, vem isto a propósito do acontecido, na manhã do dia de ontem, na freguesia de São Mateus, lugar da Ginjeira, quando um indivíduo encarapuçado entrou na residência habitada por três idosos e usou e abusou de violência física contra dois deles (somente contra dois porque um deles não se encontrava em casa). Ao que parece, e segundo as minhas fontes, o encarapuçado agrediu violentamente na cabeça o Senhor Manuel “Serafim” – apelido pelo qual são conhecidos os velhotes – com uma pedra que trazia dentro de um saco de plástico, deixando-o a sangrar e inanimado no chão da cozinha. Em seguida dirigiu-se para o quarto de cama onde se encontrava a Senhora Teófila, irmã do Senhor Manuel e que se encontra acamada há algum tempo devido a doença prolongada, e amordaçou-a com fita adesiva. Após estas atrocidades, ainda procurou pela casa o dinheiro que os velhotes possuíam e levou-o consigo. Ao que parece era muito dinheiro, pelo menos na minha perspectiva.
Louvado seja Deus, como é possível que uma coisa destas aconteça na “nossa” freguesia em plena luz do dia?
Não sei. Talvez a única justificativa que tenha para vos dar, é que realmente o fim do mundo deve estar muito, mas mesmo muito próximo.

E que assim seja!

NOTA: A Polícia de Segurança Pública da Madalena foi chamada ao local, reuniu as provas deixadas pelo indivíduo encarapuçado, ouviu o depoimento das vítimas, e agora encontra-se a investigar o caso.

19 September, 2008

Inaugurado o Pavilhão dos Desportos


Candelária Sport Clube concretiza ambição antiga.

O governo açoriano pretende dar continuidade ao investimento no desenvolvimento desportivo para conseguir aumentar o número de praticantes na Região.
A intenção foi anunciada no passado dia 5 por Carlos César durante a cerimónia de inauguração do Pavilhão dos Desportos da Candelária. Segundo o presidente do Governo os investimentos vão prosseguir com o intuito de dotar com instalações próprias os maiores clubes açorianos, que tenham demonstrado, de forma sustentada, a sua capacidade de realizar actividade desportiva relevante.
Com esse apoio o executivo pretende aumentar o número de atletas federados. Actualmente existem nos Açores 20.414 atletas federados, o que representa 8,44 por cento população açoriana e 13,43 por cento da população da ilha do Pico. Nos desportos colectivos existem 47 equipas a participar em campeonatos, incluindo as séries nacionais constituídas apenas por equipas açorianas, registando, com satisfação, que 60 por cento dos atletas que integram essas equipas são formados nos Açores.
Outra prioridade governamental anunciada por Carlos César é o alargamento dos quadros competitivos regionais dos escalões de formação, bem como a criação de centros de treino para a alta competição, apoio à formação especializada dos recursos humanos do desporto e melhoria das condições de acesso e apoio à alta competição.
Durante a cerimónia o chefe do executivo elogiou ainda o trabalho desenvolvido nos últimos anos pelo Candelária Sport Clube e lembrou que o novo pavilhão será fundamental para a formação de jovens atletas e para a competição ao mais alto nível: “A estas instalações fica associada a responsabilidade de continuar a aposta na formação desportiva dos jovens açorianos, dando-lhes a possibilidade de virem a integrar as equipas seniores, contribuindo, assim, para uma maior identificação da comunidade local e da região com o clube”.
Jorge Rodrigues, presidente da Câmara da Madalena, realçou, por seu turno, a importância do novo pavilhão, sublinhando que a estrutura vai permitir encarar o futuro com uma “nova perspectiva” de desenvolvimento desportivo. Rodrigues não escondeu o seu “orgulho” por liderar um concelho com boas estruturas desportivas, realçando que a Câmara está atenta às necessidades das suas instituições e, por isso, vai continuar a trabalhar para dar resposta às exigências.
(...)
Hernâni Jorge, dirigente do Candelária, mostrou-se “feliz por gerir um clube ganhador, trabalhador que honra os seus compromissos e que passa a dispor de um valioso património, que permite perspectivar um futuro risonho e cheio de êxitos”.

David Silva Borges, In. www.ilhamaior.com

Ilha do Pico - Açores

22 August, 2008

Férias


Isto vai parar para férias e não vão haver mais posts nos próximos tempos… Poderá, eventualmente, haver um ou outro, mas na máxima força só mesmo em Outubro. Até lá, gozem bem as férias, trabalhem, estudem ou não façam nada… Fui.

Existem Feridas que não Cicatrizam!


Um dia alguém disse que o medo é um sentimento bom, pois impede que as pessoas cometam as mais inumanas loucuras e profiram as mais impensadas palavras.
Não me parece muito certo que uma pessoa não mate outra porque tem medo de ir para cadeia, na realidade parece-me um absurdo. Matar alguém não só é absurdo e estúpido como é, similarmente, um acto de asselvajamento. Não matamos, pois amamos a nossa vida, assim como amamos a vida do próximo. Não somos, ou pelo menos não deveríamos ser animais. Não matamos porque, acima de tudo, respeitamos a vida. Não matamos porque temos consciência.
Analogamente, também não me parece ser muito normal ou correcto quando não nos aproximamos do fogo por medo de nos queimarmos. Sabemos, à priori, que o fogo queima e subsequentemente devemos ser prudentes e não medrosos, devemos estar conscientes desse facto.
Ter cuidado é sobretudo ter atenção, prudência e não ter medo. Usamos a palavra ter cuidado quando queremos que se tema algo ou alguém. Prudência é a arte e a sabedoria de aproveitarmos todas as experiências para aprimorar tudo o que fazemos ao longo da nossa existência.
Devemos fazer as coisas porque compreendemos e não porque tem que ser, ou porque um ou outro disse que é assim ou assado. O medo não pode servir de regulador moral, pois o certo e o errado é demasiadamente relativo e abstracto.
Todo o desejo trás consigo medos. No instante em que desejamos um emprego ou uma promoção, surge o medo de não conseguirmos. A mente começa a criar situações mirabolantes, entramos num turbilhão de ideias. O desejo de possuir algo carrega consigo o medo de não o conseguirmos, traz consigo a repulsa pelo oposto, que é o desejo incontrolável de que o oposto não aconteça. A repulsa está cheia de medos escondidos.
O medo leva-nos a fazer sempre o mesmo, aquilo que já conhecemos, pois é seguro, assim criamos rotinas, hábitos, crenças e dogmas. Contudo, depois de algum tempo chegamos à conclusão que a nossa vida é um autêntico tédio. Estamos bloqueados pelo medo, estamos cegos. Não estamos abertos ao presente, ao novo, ao verdadeiramente novo. Tudo o que é novo e desconhecido nos dá medo.
Todavia, talvez o medo do novo e do desconhecido, não passe de falta de fé. A impossibilidade de controlar algo nos dá medo. Pensamos que controlamos as coisas, e essa crença, essa sensação, nos dá uma certa segurança. Mas na verdade não podemos controlar algo que não conhecemos, assim sendo sentimo-nos impotentes. Essa necessidade de controlar as coisas é causada também pela auto importância, pelo medo de sermos expostos publicamente, pela insegurança, pelo medo de que as nossas máscara caiam de uma vez por todas.
Talvez o medo do novo e do desconhecido não exista, talvez o que exista seja, simplesmente, um apego ao conhecido, um medo de perder o conhecido, pois aquilo que já conhecemos é seguro, por mais sofrido que seja.
Dizemos que queremos mudar que queremos parar de sofrer, que queremos ser felizes. Mas não nos permitimos a mudanças, tememos as mudanças, resistimos às mudanças externas. Essa resistência é um reflexo das nossas resistências internas contra as mudanças. Podemos medir o nosso medo pelas resistências que temos.
O medo cria demasiadas barreiras, inúmeras pontes inacabadas e excessivos muros de protecção, pois cremos que existem ameaças das quais temos que nos proteger e defender. Claro que estas barreiras são para proteger os egos, a nossa auto-imagem e o nosso orgulho. O medo não está zelando por nós, muito pelo contrário, está nos travando. Ele é o grande responsável por todos os nossos preconceitos e superstições. O medo traz o desejo de segurança e o desejo de segurança traz consigo a insegurança.
Em verdade vos digo que, até há pouco tempo, o meu maior medo era verbalizar aquilo que penso e sinto. Talvez porque sabia que se o fizesse muitas das minhas relações familiares ou, até mesmo, de amizade iriam quebrar-se em mil pedaços para todo o sempre, pedaços tão minúsculos que me levariam uma vida inteira, e mais algum tempo, para os conseguir juntar. Porém, às vezes somos como uma garrafa de vinho espumante, daquelas rafeiras, se a sacudirmos muito sujeitamo-nos a ver a rolha sair com uma facilidade enorme. E depois dela sair, além de molharmos aqueles que estão defronte, jamais a conseguimos colocar no seu devido lugar. Pretendi, com esta comparação, dizer-vos que finalmente consegui ultrapassar o meu medo. Actualmente digo o que penso e sinto em voz alta, todavia, esta minha atitude já me trouxe alguns dissabores. Pois é, a tal velha máxima “diz o que queres, ouves o que não queres” anda no ar, pelo menos prós lados da Pontinha.
Finalizando esta missiva, que já vai longa, e porque não vos quero aborrecer mais com os meus desabafos, devo dizer-vos que outrora alguém disse que o tempo cicatriza todas as feridas, mesmo aquelas que estão profundamente impressas na alma e no coração, contudo, por vezes isso não é de todo verdade, até porque existem feridas que não cicatrizam, …, nem com todo o tempo do mundo.

E que assim seja!


Citando Samael Aun Weor em "A Revolução da Dialéctica":
"O medo faz surgir na mente o desejo de segurança. O desejo de segurança escraviza a vontade convertendo-a numa prisioneira de auto-barreiras definitivas; dentro delas escondem-se todas as misérias humanas.”
"O medo produz todo tipo de complexo de inferioridade. O medo à morte faz com que os homens se armem e se assassinem uns aos outros. O homem que carrega um revólver no cinto é um covarde, um medroso. O homem valente não carrega armas porque não teme a ninguém."

Pensamento



"Não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem."
Fonte: "Um Escritor na Revolução"
Autor: Ehrenburg , Ilya