14 April, 2008

É por isto que precisamos de um Hospital!

In. http://www.radiopico.com/

NOTA: Vamos supor que uma qualquer mulher estava prestes a dar à luz, e que tinha de ser transferida para o Hospital da Horta neste preciso dia. Mas quem é a mulher que, no seu perfeito juízo, colocava o pé, e o resto do corpo, dentro daquele barco com o mar assim.
Em verdade vos digo que eu jamais o faria, até porque não tenho essa arrojada valentia.
Pelo amor de Deus, basta ter dois palmos de testa, e ver o vídeo acima, para compreender a urgência em edificar um Hospital na nossa ilha do Pico.

07 April, 2008

O Futuro

A continuidade do “saomateus2005” está assegurada!


Legenda da Foto: Cristina Lopes Amaral

04 April, 2008

In Memoriam: Dom Jose Vieira Alvernaz

Dom José Vieira Alvernaz nasceu na Ribeirinha do Pico a 5 de Fevereiro de 1898 e faleceu em Angra em 1986.
Foi reitor do seminário de Angra, dirigiu o Boletim da Diocese e colaborou com assiduidade no Diário "A União".
Em 1939 publicou a conferência "Quaresma e Semana Santa" (Notas Litúrgicas) que havia proferido em 1933 na sede da Associação Comercial de Angra.
O grande, apostólico e extraordinário Bispo-Missionário, Dom José Vieira Alvernaz partiu destas ilhas, à maneira dos portugueses de antanho, para dilatar a Fé e o Império Português.
Eram confusos os tempos e terrível destruição assolava a Humanidade, que estupefacta e horrorizada, assistia ao bárbaro embate de duas civilizações antagónicas.
Estava, então, vaga a diocese de Cochim, ao tempo pertencente ao Padroado Português do Oriente, nessa Índia revolta e misteriosa que, embora desejosa da sua emancipação, usufruía os derradeiros e pacíficos momentos da administração britânica.
Alma em fogo, na ânsia irreprimível de fazer muita cristandade, o senhor Dom José Alvernaz, repleto de uma muito pessoal e exemplar humildade que mais embelezava a sua excepcional e distinta personalidade – na lacuna de graves e complexos problemas sociais, económicos, políticos e até religiosos que teve de equacionar e solucionar – cedo evidenciou ao grande mundo os precatados dotes do seu coração gentilíssimo e da sua percepção fulminante apetrechada de hábil e erudita sabedoria
É também longa a norma elucidativa dos sacrifícios extraordinários desse indubitável Missionário do século XX que, primeiro em Cochim e ulteriormente em Goa, suportou com rígido heroísmo todas as adversidades para manter bem alto o esplendor de Cristo e o nome da Pátria. Herói e Santo nas paragens longínquas dessa parcela querida, que o feito imortal de Vasco da Gama trouxe para a Coroa e para a Comunidade portuguesa, o Senhor Patriarca Dom José Alvernaz não receou caminhar a pé e descalço em longa peregrinação de penitência ou dirigir o seu veículo até aos bairros pobres para, junto da multidão, levar com um pouco de alento material, o alimento espiritual da doutrina do Mestre Divino!
Sua Ex.ª o Senhor Arcebispo Dom José Vieira Alvernaz, Patriarca das Índias, Primaz do Oriente e Arcebispo de Goa, Damão e Diu foi um excepcional protector que encaminhou até à ilha do Pico, honra, glória e orgulho.

Tenho dito!
In. O Clero do Pico (Trabalho de Pesquisa realizado por mim e com a ajuda do meu tio, O Bispo Dom Arquíminio Rodrigues da Costa, em Junho de 1997, para a disciplina de Língua e Cultura Portuguesa).

02 April, 2008

Mau tempo chega ao grupo Central hoje à noite

Foto: Rádio Pico


O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) alertou para o agravamento do estado do tempo nas ilhas dos grupos Ocidental e Central, onde se prevê a ocorrência de aguaceiros por vezes fortes e trovoadas.
O mau tempo, provocado pela aproximação ao arquipélago de uma superfície frontal fria com actividade moderada a forte começou terça a afectar as ilhas dos Flores e do Corvo, alargando-se ao grupo Central a partir da noite de quarta-feira, adianta o SRPCBA, citando o Instituto de Meteorologia.
Face às previsões, a Protecção Civil recomenda a adopção das medidas habituais em situações desta natureza.




31 March, 2008

Grande Lição!


"Dois importantes factos, nesta vida, saltam aos olhos; primeiro, que cada um de nós sofre inevitavelmente derrotas temporárias, de formas diferentes, nas ocasiões mais diversas. Segundo, que cada adversidade traz consigo a semente de um benefício equivalente. Ainda não encontrei homem algum bem-sucedido na vida que não houvesse antes sofrido derrotas temporárias. Sempre que um homem supera os reveses, torna-se mental e espiritualmente mais forte... É assim que aprendemos o que devemos à grande lição da adversidade. "


(Andrew Carnegie a Napoleon Hill)

17 March, 2008

CANCRO DA MAMA (Breast Cancer)



O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres (não considerando o cancro da pele), e corresponde à segunda causa de morte por cancro, na mulher.

Em Portugal, anualmente são detectados cerca de 4500 novos casos de cancro da mama, e 1500 mulheres morrem com esta doença.

O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente, e associado a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.

Tuna de Cordas da Candelária


1ª Actuação da nova Tuna de Cordas da Candelária

In. www.radiopico.com

14 March, 2008

No Pico temos Bons Atletas!


“Se não houver esforço ninguém é ninguém”


Andreia Costa é uma picoense, natural da freguesia de São Mateus, que defende as cores do Grupo Desportivo da Casa do Povo da Madalena, desde que começou a praticar Ténis de Mesa. Conheça esta jovem que se dedicou à modalidade desde muito cedo e saiba quais são as metas que pretende atingir.


1. Com que idade começaste a jogar ténis de mesa e onde?
AC: Comecei com 12 anos no Grupo Desportivo da Casa do Povo da Madalena, que ainda é a minha actual equipa.
2. Quem é que te ensinou a jogar?
AC: Comecei por aprender sozinha com uma raquete emprestada numa mesa própria que existia na Casa do Povo de São Mateus e depois fui aperfeiçoando o meu jogo à medida que ia jogando na brincadeira com alguns amigos.
3. Quantas horas e dias da semanas treinas e em que local?
AC: Eu treino cerca de oito horas por semana durante três dias. Os treinos são puxados, mas se não houver esforço ninguém é ninguém. E é preciso treinar para se chegar ao topo na modalidade e depois de lá estar é preciso continuar a treinar para se manter.
4. Até agora, qual foi o momento mais importante para ti no ténis de mesa?
AC: Desde que comecei a jogar todos os jogos foram importantes por isso não tenho nenhum momento que possa destacar como o mais importante.
5. Qual é o teu golpe técnico favorito?
AC: O meu golpe favorito é o “top spin”.
6. Quanto tempo demoraste a aprender?
AC: Demorei mais ou menos um ano.
7. Qual é o teu principal objectivo no ténis de mesa?
AC: Em primeiro lugar o meu objectivo é praticar desporto, e depois treinar para ser Campeã Nacional Individual e por Equipas.
8. Porque achas que este é um bom desporto para os jovens, em vez de outros mais praticados como o futebol ou o hóquei?
AC: Todos os desportos são bons para os jovens porque é uma forma de estarmos envolvidos numa actividade desportiva que nos agrada. A diferença do Ténis de Mesa é que a maioria das vezes jogamos individualmente e por isso só contamos connosco, enquanto que o futebol e o hóquei são desportos colectivos.
9. Que dirias aos jovens que vão começar agora?
AC: Dizia-lhes que é preciso muita força de vontade e, ás vezes, muita paciência. E também gostava de dizer que para atingirmos o que gostamos, é preciso muito empenho e vontade, mas nunca devemos esquecer que a escola está sempre em primeiro lugar.
10. Queres deixar alguma mensagem para todos os acompanhantes da modalidade?
AC: Que continuem a acompanhar o Ténis de Mesa, porque no Pico temos bons atletas. E a presença física de todos os acompanhantes da modalidade durante os jogos dá-nos força para lutarmos pela vitória.


Sandra Lopes Amaral, In. Contacto Profissional (Jornal da Escola Profissional do Pico)

13 March, 2008

Beleza


BELEZA É MAIS QUE APARÊNCIA

É A VERDADEIRA ESSÊNCIA

QUE ESTÁ NO SEU SER

BELEZA ESTÁ NOS OLHOS DE QUEM VÊ

NÃO DE QUEM É VISTO

É BEM MAIS DO QUE SE CRÊ

BELEZA É TUDO MAIS

É SENTIR-SE CAPAZ

DE SE DAR SEM RECEBER

BELEZA É LUZ, É PAZ

É ACOLHER QUEM NÃO TEM

PROTEGER QUEM NÃO ESTÁ BEM

BELEZA É UMA SUPERAÇÃO

TER HUMILDADE, PEDIR PERDÃO

É ERRAR E RECONHECER

VIVER PARA APRENDER

BELEZA É PODER VER, FALAR

MAS PRINCIPALMENTE SABER ESCUTAR

É SENTIR, É AMAR

É QUERER AJUDAR

TER UM GRANDE CORAÇÃO

SABER ESTENDER A MÃO

BELEZA NÃO SE VÊ, SE SENTE

NÃO ACABA, SE TRANSFORMA

NÃO SEGUE PADRÕES

NÃO OBEDECE IMPOSIÇÕES

BELEZA ESTÁ NO CARINHO NA HORA CERTA

NA SUPERAÇÃO DAS DIFICULDADES

NO APOIO, NA SENSIBILIDADE

BELEZA É CULTIVAR BONS SENTIMENTOS

É SORRIR PARA AS INCERTEZAS

ENTENDER AS FRAQUEZAS

BELEZA É PODER A VIDA VER

COM OS OLHOS DE UMA CRIANÇA

COM PUREZA E ESPERANÇA

DESCOBRINDO O LADO BOM DE VIVER.

Montanha do Pico






Teus Beijos


“Que segredos tem teus beijos?

Que te mantém a meu lado

Junto, bem junto, colado....

Mesmo distante de mim....


E assim,

Num frenesi envolvente

Intenso, húmido, quente

Me torna total dependente...


Teus beijos...

Me extasiam em repletos desejos...

Desvende pra mim teus segredos

Pois falo sério! Preciso muito saber....

É um beijo que não se esquece

E até parece

Que teu gosto está aqui...

Selando teus lábios em mim...


Beijo que me queima, que arde

Minh’alma invade

Acalma e inflama, feito uma chama

Tatua, perpetua e me ama...


Beijos...

Da tua boca eu preciso

Doce poção de absinto

Venha ou me traga o antídoto

Para que eu possa viver...”


(Rose Felliciano)

06 March, 2008

Um péssimo serviço na freguesia de São Mateus


"A freguesia de São Mateus está indignada."

"Muitas coisas existem por aí, e talvez também por outros lados, que nem o diabo entende. Esta, dizem os que habitam esta terra, nem belzebu, o também chamado mafarrico, pensaria urdir.
No entanto, o Centro de Prestações Pecuniárias da Horta, numa diabólica decisão, sabe-se lá porquê, baseada em quê, à custa de quê ou para quê — e poderíamos continuar com muitas outras coisas acabadas em quê— decidiu rarear a abertura dos seus serviços nesta freguesia.
Numa primeira fase, acharam os Serviços da Segurança Social que duas vezes por semana seria mais do que necessário para atender a população desta terra.
Agora, e não contentes com a genialidade atrofiada da primeira decisão, tomaram a nobre iniciativa de escassear ainda mais as tais visitas. Neste momento, meus senhores, os Nobres Serviços apenas funcionam duas vezes por mês! Até ver, só até ver.
Perplexos com toda esta trama, analisámos a situação. Qual será a estratégia adoptada?
Levar daqui os Serviços e centralizá-los acolá? Mas porquê? Morreram muitos aqui e nasceram cargas acolá? Nós não demos por isso. E quem precisa, vai daqui para acolá?
E continuámos a pensar.
Conclusão? Nenhuma. Lógica? Também não vemos nenhuma.
A população desta freguesia merece uma explicação plausível do que aqui se passa.
Existem Serviços que são fundamentais para a boa prática da cidadania. Não nos tirem essa possibilidade.
Na razoabilidade das decisões assenta a confiança das gentes naqueles que se assumem como governantes para o bem-estar das populações.
E já agora, para quem tiver em mente alguma dúvida, um Balcão RIAC não contempla todo um conjunto de serviços essenciais que se centram na área dos Serviços de Segurança Social.
Isto nem ao diabo lembra.
Porque será que alguém se lembrou?..."


Hélder Goulart, In. Jornal Ilha Maior

27 February, 2008

Ilha


Em pleno mar espelhado
Embalada por ventos suaves
Uma ilha recorta no espelho salgado
A silhueta do canto de aves,

As nuvens da sua humidade vital,
Que regam os verdes em branco de marfim,
Contemplam-lhe os cabelos sem fim
Ao voar na suave brisa matinal,

Como é perfeita...
Esta paz embrenhada na beleza...
Bebo mais um gole desse sonho lavado em céu azul,
E navego num mar de peixes que eu não sei,
Tamanho paraíso só pode ser no sul
Da alegre alma que não encontrei.

Na Ilha por vezes habitada!

Foto: Helder Gonçalves


"Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites, manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer. Então sabemos tudo do que foi e será. O mundo aparece explicado definitivamente e entra em nós uma grande serenidade, e dizem-se as palavras que a significam. Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas mãos. Com doçura. Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a vontade e os limites. Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos ossos dela. Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres como a água, a pedra e a raiz. Cada um de nós é por enquanto a vida. Isso nos baste."




José Saramago, In. OS POEMAS POSSÍVEIS

26 February, 2008

Josh Groban - Canto Alla Vita!

Josh Groban - To Where You Are!

Josh Groban - Don't Give Up, You Are Loved!

Nostalgia


Nesse País de lenda, que me encanta,
Ficaram meus brocados, que despi,
E as jóias que plas aias reparti
Como outras rosas de Rainha Santa!

Tanta opala que eu tinha! Tanta, tanta!
Foi por lá que as semeei e que as perdi...
Mostrem-se esse País onde eu nasci!
Mostrem-me o Reino de que eu sou Infanta!

Ó meu País de sonho e de ansiedade,
Não sei se esta quimera que me assombra,
É feita de mentira ou de verdade!

Quero voltar! Não sei por onde vim...Ah!
Não ser mais que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!

(Florbela Espanca)

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

(Luís de Camões)

Amor é fogo que arde sem se ver


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Luís de Camões)

15 February, 2008

Escolha Nossa de Cada Dia!


Além das leis sagradas, descobrimos em sã consciência uma situação intitulada de “conflito de interesses”. No universo político, que em nada me apraz falar e que ainda não vislumbrei qualquer tipo de encanto; trata-se de um agregado de condições em que subsiste uma promessa básica de aperfeiçoar a vida do outro, entenda-se do “povo português”; que faz polifonia ao ser inculcado por uma segunda vantagem; o benefício próprio. A reboque testemunhamos, de um modo geral, um choque de decoro na nossa sociedade. É inadmissível o comportamento de alguns membros da classe política portuguesa. Portugal mudou e não devemos, nem podemos, ceder espaços para embustes desta natura. Descrédito dos políticos nacionais será uma sequela, a curto prazo, se perdurar a omissão na investigação das denúncias, que transbordam o plenário de forma assertória a representantes específicos da plebe. A benemerência de um político vive da sua capacidade de ser simples ao abrir, verdadeiramente, a sua vida de homem público, quando esta se entrelaça com a sua vida particular.
Em verdade vos digo que a alguns destes senhores falta modéstia, parecem balbúrdias juvenis sem ritmo nem consonância, marchas confusas de uma dança incerta. As escolhas são nossas, compreendem riscos, perplexidades e a consciência que não somos indubitáveis, nem omnipotentes. Cultura e política implicam saber, sabemos que a educação é a base fundamental da formação social. Estimular é a política do governo, mas repito, uma vez mais, que somos nós quem elegemos e suportamos este. Nem sempre alcançamos os seus propósitos, os seus métodos e as suas expectativas de resultados. Todavia, sabemos que um autêntico líder não se resguarda atrás de outros e nem se esconde atrás de infinitas aglomerações de papéis, tem que ser respeitável, servir de exemplo para o seu povo, ter sapiência e, sobretudo, carácter. Não pode, de forma nenhuma, trair os nossos valores familiares, destituir princípios morais e humanísticos, se vender ou ser cúmplice de usurpadores. Deve estar preparado para o que se espera dele.
Na verdade o que não podemos perder é a capacidade de mantermos a compostura, altivez e confiança. Não sermos demasiadamente tolos, nem demasiadamente inflexíveis. Frente à rotura de um comprometimento recíproco com o cidadão de bem, não existe nada mais digno e respeitável do que pagarmos pelos nossos próprios erros. Se Deus nos ajudar a tanto; porque às vezes admitir que erramos é uma dura tarefa.
Arrematando, peço que Deus dê a sua bênção aos mais nobres políticos, porque tenho a crença que ainda existem alguns por aí.

E que assim seja!

14 February, 2008

Nada vai Mudar o Meu Amor por Ti

Dia dos Namorados

Em verdade vos digo que o Dia dos Namorados deveria ser todos os 365 dias do ano. Para mim a única diferença que este dia tem dos outros é que hoje, e só hoje, para fazer a vontade ao meu marido – sou do Benfica (acima de tudo é preciso viver a vida com humor).
E que assim seja!

12 February, 2008

Inteligência, a quanto Obrigas!

Uma recente pesquisa feita aos estudantes Portugueses registrou um dado cultural excessivamente evidente, mas que ainda não foi analisado com a veemência que o problema impõe. Percebeu-se que os alunos que têm o hábito de estudar são, sistematicamente, hostilizados pelos colegas. Por outras palavras, aqueles que gostam de ler, que prestam a devida atenção nas aulas e que se dedicam ao curso que escolheram são discriminados e ridicularizados pela maioria. Além de enfrentarem os livros, esses alunos têm que pelejar contra uma cultura de atraso para cimentar a sua posição perante a turma.
É claro que a escola é co-responsável por essa quantidade de estudantes que odeiam estudar. Em geral, o sistema educacional não favorece a situação em que os estudantes podem desfrutar da liberdade de decidir, com os professores, os assuntos que querem estudar. Ao contrário do que reza a teoria, os alunos não são convidados para a elaboração dos projectos pedagógicos. Assim, é compreensível o boicote. Mas colocando de lado a discussão pedagógica, há uma questão cultural no centro do problema, que é ainda mais grave: trata-se da "ridicularização da inteligência".
Nas nossas relações de sociabilidade, perdura uma espécie de pacto pela ignorância que afiança a todos os signatários um certo bem-estar espiritual e rasteiro, já que nivela por baixo os níveis de inteligência demandados para a convivência social. Nessa escolha por uma vida regulamentada pela futilidade e estupidez, os inteligentes são vistos como traidores. Tornam-se, logo, ameaças incómodas. Assim, os ignorantes, que não têm aptidão ou dinamismo para incrementar a sua própria capacidade intelectual, passam a abalroar os estudiosos de várias formas. A forma mais identificável – e óbvia – é a tentativa de difamar aquilo que invejam. E como estamos falando de sociabilidade, isso faz-se sobretudo através de sarcasmo, depreciação e ridicularização.
”De tanto estudar, ficou doido!” – eis um dito habitual, emblematicamente depreciativo, neste pacto pela burrice. Na estratégia anímica de desmerecer aquilo que não se tem, o correligionário da estupidez procura, numa bizarra inversão, associar a inteligência à alienação. Apelidam o sábio de retardado! Evidentemente, sabemos que é justamente o contrário: quem estuda fica mais lúcido, articula melhor as ideias e compreende a realidade com mais perspicácia. É sintomático perceber como a chacota do “inteligente maluco” é excessivamente forte na nossa cultura. Só que isso não existe. Ninguém fica doido de tanto estudar! É mais fácil ficar doido de tanto ser burro.
O estudante sabedor é apelidado por esses correligionários da estupidez de “betinho”, “menino da mamã”, “marrão”, estuda dia e noite e não vive a vida. Ignorantes por opção ou essas criaturas, simplesmente, não conseguem atingir que o estudo e a leitura são actividades primorosas. As pessoas inteligentes não sofrem quando estudam, pois o uso do pensamento é uma actividade encantadora. A proeza do conhecimento é um desafio que leva o espírito às alturas e que nos faz caminhar sobre as nuvens.
Em verdade vos digo que não existe nada que nos dê mais satisfação do que ter uma conversa inteligente com alguém, principalmente quando sabemos do que estamos a falar e, assim sendo, podemos também opinar sobre esse determinado assunto.
Mas o mais trágico é quando percebemos que o pacto pela burrice já envolve políticos, jornalistas e até professores – aqueles que supostamente deveriam valorizar o saber. Essas pessoas abominam a inteligência e, sempre que têm oportunidade, proferem piadas de “esgoto” para caracterizar os estudiosos, ao mesmo tempo que elogiam a futilidade e festejam a sua própria ignorância. Precisamos urgentemente de um pacto pela inteligência. Caso contrário, aí sim, ficaremos cada dia mais insensatos.
Finalizando, deixo a esses estudantes (estudantes, mas pouco) que decidiram, por vontade própria, enxovalhar e mal dizer os colegas que vão à escola para apreenderem, e não para passarem o tempo, um ensinamento do conhecido Bill Gates:
“respeite o seu colega "betinho", pois provavelmente ele será o seu chefe num futuro próximo...”

E que assim seja!
(Adaptado de textos encontrados em vários websites)

11 February, 2008

Quem espera, alcança … quando?


Claro que não seguimos à risca todos os ditados, mas quantas vezes ouvimos uma opinião acompanhada de um deles? Perdi a conta.

Não faço a mínima ideia de quantos ditados populares existem na língua portuguesa, quanto mais somando todas as culturas do mundo. O facto é que, mesmo ignorando grande parte dos ditados universais, só pelos portugueses, já podemos ter um bom entendimento dos erros humanos. Claro que não seguimos à risca todos os ditados, mas quantas vezes ouvimos uma opinião acompanhada de um deles? Perdi a conta. E os erros humanos vêm daí: é um ditado refutando o outro. Toda esta introdução para tentar compreender quando, quanto tempo e se, devemos esperar. Por algo, ou por alguém.

Alguém outrora disse que esperar é desistir. Será que quando desistimos, estamos realmente perdendo todas as esperanças? Creio que não. Afinal, não é ela a que morre por último? E já cá faltava um ditado... Quando falo de espera, refiro-me desde os quinze minutos de uma fila até os vinte anos de uma amizade. De repente quinze minutos é pouco tempo e não custa esperar, porém, quando se está quase a “esticar o pernil” com uma dor no dedo mindinho, e a curta demora só existe porque a secretária do consultório está na mexericada, ao telefone ou, simplesmente, se esqueceu de nós, a espera acaba sendo agonizante e longa demais. Tudo pode ser relativo. Como os vinte anos de amizade, que parecem dias, se não fossem as marcas do tempo, …, afinal os meus amigos mudaram tanto, quando e em verdade vos digo que, no fundo, não mudaram nada,..., eu é que não sabia ontem o que sei hoje!

Quem espera sempre alcança, dizem. Alcança resignação, desapontamento e desilusões. Tem quem espere tentando, tem quem confie na mãozinha do destino, sem saber que muitas vezes o tal aludido é maneta, e está com a outra mão ocupada. Espera pela vez, espera pela voz. Alguém que disse que vinha, e estamos até hoje à espera do tal fulano para jantar. No fundo, sabemos que já não vem, mas mesmo assim esperamos. No fundo guardamos a esperança, mesmo quando não nos apetece esperar mais. Esperar quando? E quando não o fazer? Esperar quanto tempo? Existem regras? Bom, se existem, confesso desconhecer, e desconheço também quem conheça.

“Se água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, então quer dizer que se eu tentar de todas as formas (im) possíveis, consigo o que tanto espero? E se não der certo? É culpa do ditado. Então não tento nada, e quem sabe se esperando não acabo alcançando? E se mesmo assim não funcionar? O ditado será, uma vez mais, o culpado?
Pois é, existem alturas que não adianta inventar em quem pôr a culpa, já que a espera por explicações é supérflua, e o que foi feito não tem mais volta. Aí o melhor é esperar, quem sabe se a solução das coisas não vem de joelhos, e acabamos todos por alcançar o esperado, e desistimos de esperar pelo que não está ao nosso alcance.

E que assim seja!