02 March, 2006

Homenagem ao meu querido avô João Lopes Sarmento


A vida leva-nos por caminhos tortuosos. Por vezes, passamos por situações em que praticamente perdemos a esperança, tal é a quantidade e o volume dos problemas e infortúnios que nos acontece. Mas o que devemos, acima de tudo, perceber é que as coisas são como devem ser, e por vezes o que para nós é um problema, uma pedra no meio de um demorado e tortuoso caminho ou um detrimento prosaico, no fundo pode ser uma metamorfose, uma ponte para um novo caminho, um aperfeiçoamento carnal e místico. Meditando assim, sei que não me devo angustiar neste ensejo.
Em verdade vos digo que por vezes uma enorme perda se transfigura numa jornada iminente.
O desaparecimento do meu querido avô, uma figura valente, corajosa e lutadora, que marcou a minha vida e, sobretudo, o meu engrandecimento pelo constante saber em como edificar uma família unida, conscienciosa, destemida e evoluída, foi de facto um descomunal golpe que, como sempre, interiorizei, optando por chorá-lo na descampada solidão da minha moradia, longe dos olhares alheios, mas sobre o afectuoso e infatigável ombro do meu mais que tudo.
Que a sua coragem e a sua luta nos sirva de adágio, e que aonde quer que ele se encontre neste momento, que saiba que a luta de uma vida inteira deu frutos, bons e generosos frutos, e aqui está um deles.
Aonde quer que estejas, sinceramente e comoventemente, espero que possas arrecadar toda a felicidade e todo o sentimento de benevolência e gratidão que agora te consagramos, meu querido avô.
Tenho dito!

“Morremos um pouco cada vez que perdemos um ente querido.”
(Publilius Syrius)

1 comment:

rua do boavista said...

És uma grande Mulher. Mereces tudo de bom. Até ke enfim há uma pessoa que não tem vergonha de escrever o que sente. Esteja onde estiver tenho a certeza ke o João do Albino tem muito orgulho na sua grande neta.
Bem hajas por tudo o ke tens feito pela freguesia e suas gentes.