21 November, 2011

Descansa em Paz Amigo


Durante 4 anos fomos colegas de turma no Centro de Formação Agrária “Matos Souto”, na freguesia da Piedade. Relembro, com saudade, os bons momentos que por lá passei ladeada de excelentes pessoas, como o Sérgio.
“- É uma experiência nova.”

Foi esta a célebre frase que ele usou, no primeiro dia de aulas, quando lhe perguntaram porque tinha optado por aquele curso. Ainda hoje, 17 anos depois, todos nós, seus colegas, falamos e tentamos imitar, com sotaque, rindo, a dita frase.

As pessoas que, de alguma forma, nos marcam, jamais morrem, até porque ficam para sempre nos nossos corações e pensamentos. E tu és uma dessas pessoas.

Até um dia, Amigo.

16 November, 2011

Destino

Saudade




"Saudade é o inferno dos que perderam,
É a dor dos que ficaram para trás,
É o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
Aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
Passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido."

Pablo Neruda



"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos."


Bob Marley

NOTA: Dedicado aquela que foi, para mim, durante os últimos 14 anos, uma grande MÃE.

Pensamento do Dia

"Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação."

Autor - Maupassant , Guy

17 October, 2011

Assim faço e assim farei!

"Pensa primeiro nos outros. Assim, passarás pela terra com erros, sim – que são inevitáveis -, mas deixando um rasto de bem."


(Josemaria Escrivá)

17 May, 2011

Festa do Espírito Santo na Escola da Criação Velha


O culto ao Divino Espírito Santo, nas suas diversas manifestações, é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo. A sua origem remonta às celebrações realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes e distribuição de esmolas aos pobres.

Essas celebrações aconteciam cinquenta dias após a Páscoa, comemorando o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu sobre os apóstolos de Cristo sob a forma de línguas de fogo, segundo conta o Novo Testamento. Desde os seus primórdios, os festejos do Divino, realizados na época das primeiras colheitas no calendário agrícola do hemisfério norte, são marcados pela esperança na chegada de uma nova era para o mundo dos homens, com igualdade, prosperidade e abundância para todos.

A devoção ao Divino encontrou um solo fértil para florescer nas colônias portuguesas, especialmente no arquipélago dos Açores. De lá, espalhou-se para outras áreas colonizadas por açorianos, como a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América, e diversas partes do Brasil.

11 May, 2011

Beatificação Beato Papa João Paulo II


No dia 13 de Maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma excepção à regra do Código de Direito Canónico em relação à beatificação de João Paulo II, tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá. Abrindo mão dos cinco anos que são dados para o início do processo (que se dá a partir da morte daquele que vem a falecer em fama de santidade).
O seu processo de beatificação foi aberto em 28 de Junho do mesmo ano. No dia 19 de Dezembro de 2009, o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II, um importante passo dentro do processo de beatificação que fica aguardando a existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polonês.
No dia 14 de Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre um milagre atribuído ao Papa Wojtyla, permitindo a sua beatificação que aconteceu em Roma no dia 1 de Maio de 2011. Desde de Junho de 2005 até Abril de 2007 foram realizados o inquérito diocesano principal romano e em diversas dioceses, sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade e de milagres. Em vista da beatificação, a postulação da causa apresentou ao exame da Congregação para as Causas dos Santos a cura do mal de Parkinson da Irmã Marie Simon Pierre Normand, religiosa do Insitut des Petites Soers des Maternités Catholiques. Os peritos se manifestaram a favor da inexplicabilidade científica da cura e a Congregação para as Causas dos Santos emitiu uma sentença considerando milagrosa a cura da religiosa francesa, a seguir à intercessão de João Paulo II. A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, é um facto sem precedentes: nenhum papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor.
Seis anos após o seu falecimento, no dia 1° de Maio de 2011 às 10h37 (horário de Roma), a sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI. Ele, acolhendo o pedido do vigário de Roma, Agostino Vallini, leu a fórmula latina que incluiu o papa polaco entre os beatos. O seu processo de beatificação foi o mais rápido dos últimos 700 anos, sendo o processo de canonização mais rápido até hoje o de Santo António de Lisboa que foi canonizado apenas 11 meses após sua morte. A celebração do seu dia será em 22 de Outubro, aniversário da sua eleição ao pontificado.
A cerimónia foi acompanhada na Praça de São Pedro por mais de um milhão de pessoas, vindas de todos os continentes, com aplausos e cantos religiosos. Bento XVI celebrou a cerimónia - com paramentos que pertenceram a seu antecessor - acompanhado por cardeais presentes em Roma, como Stanisław Dziwisz e por Mieczysław Mokrzycki, ex-primeiro e segundo secretário particular de João Paulo II.
Bento XVI recebeu uma relíquia contendo o sangue de João Paulo, que lhe foi entregue por Marie Simon Pierre Normand. O milagre com que foi tocada a religiosa foi um dos factores decisivos para a beatificação de João Paulo II. Bento XVI também declarou que o processo de beatificação foi acelerado devido à grande veneração popular por Woijtila.

05 April, 2011

Porto Apagou a Luz de Jesus

Humor

Ver o Desemprego por um Canudo

O que é a Religião?



"De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião, eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, dos seus desejos egoístas e está preocupada com pensamentos, sentimentos e aspirações a que se apega em razão do seu valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção na superioridade do seu significado, quer se faça ou não alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino, pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e Espinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida quanto ao valor e eminência dos objectivos e metas suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente quanto ela própria.

Nesse sentido, a religião é o antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e completa consciência desses valores e metas e reforçar e ampliar incessantemente o seu efeito. Quando concebemos a religião e a ciência segundo estas definições, um conflito entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas determinar o que é, não o que deve ser, isso está fora do seu domínio, logo todos os tipos de juízos de valor continuam a ser necessários. A religião, por outro lado, lida somente com avaliações do pensamento e da acção humanos: não lhe é lícito falar de factos e das relações entre os factos. Segundo esta interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma apreensão equivocada da situação descrita."
 
Albert Einstein, in 'Ciência e Religião' (Out Of My Later Years)

A Principal Fonte da Nossa Ignorância...


"Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais profundo o nosso conhecimento, mais específico, consistente e articulado será o nosso conhecimento do que ignoramos - o conhecimento da nossa ignorância. Essa, com efeito, é a principal fonte da nossa ignorância: o facto de que o nosso conhecimento só pode ser finito, mas a nossa ignorância deve necessariamente ser infinita. (...) Vale a pena lembrar que, embora haja uma vasta diferença entre nós no que diz respeito aos fragmentos que conhecemos, somos todos iguais no infinito da nossa ignorância."



Karl Popper, in 'As Origens do Conhecimento e da Ignorância'

Pensamento do Dia


"Na adversidade o homem encontra a sua salvação na esperança."

(Menandro)

11 January, 2011

Corrida dos Reis a 30 de Janeiro - São Mateus do Pico


A 21ª Corrida dos Reis, está marcada para o dia 30 de Janeiro de 2011, mais tarde do que é habitual, em virtude da realização das eleições presidenciais, que obrigaram a que a organização e a Federação Portuguesa de Atletismo marcassem essa data como sendo a oficial, integrada que está no calendário da CNEC – Comissão Nacional de Estrada e Corta-Mato.
Sendo considerada como uma das provas que melhor recebe os atletas, a Corrida dos Reis prepara-se para iniciar um novo ciclo da sua existência e que a tornaram num dos mais importantes e apetecíveis eventos desportivos da Região Autónoma dos Açores.
As inscrições estão abertas até ao último dia de Dezembro e estão limitadas aos lugares dos voos que a organização providencia todos os anos para a ligação com o Continente, sendo certo que a Ilha do Pico, uma das maravilhas naturais de Portugal, tudo fará para deixar uma marca inesquecível a uma prova que é mais que uma corrida. É uma festa.

Contactos
Comissão Organizadora da XXI Corrida dos Reis
Telefone: 292 622 880
Fax: 292 623 519

Ir para o Seminário!


Acerca da ida de rapazitos para o Seminário, com frequência ouvem-se expressões de teor negativo: são crianças tolas, não sabem o que fazem, metem-lhes coisa na cabeça, vão enganados… Estas expressões já não se aplicam propriamente aos da actualidade, pois já vão noutras idades.
Mas, mesmo referindo-se aos mais antigos, elas estão muito longe do processo real dos acontecimentos. Vamos explicar-nos - Para tal situemo-nos no princípio do séc. XX. Antes dessa época era possível que algumas decisões fossem influenciadas pelo facto de os sacerdotes serem funcionários públicos antes da República. Mas mesmo assim, houve tantos e tantos homens de elevadíssimo nível sacerdotal. Ainda conheci alguns.
E dos que estavam no Seminário ao instalar-se da República, muitos continuaram e avançaram em circunstâncias economicamente negativas. A República cortou as condições anteriores, e os sacerdotes ficaram no vazio! Mas continuaram a servir… Penso que foram heróicos…
Vamos portanto aos princípios do séc. XX, e distinguimos duas épocas. A primeira vai até os anos 60. A segunda vem de lá até agora.
A primeira, a que vou chamar antiga, foi a minha época. E vou começar por mim mesmo.
Porque é que entrei para o Seminário? O meu itinerário começou quando eu tinha 5 anos. Sim, 5 anos…
Alguém dirá: é isso mesmo, nem criança era ainda… Inconsciência…
Mas, vamos devagar… Há um itinerário. O meu pároco era muito de minha casa. Lembro-me de pensar que os padres não iam para o inferno! Pois foi essa a razão por que pensei que queria ser padre. Eram ideias análogas aos demais que querem ser condutores de camiões, professores, carpinteiros… Depois vem a vida real…
Durante a minha 2ª classe aquela motivação já não existia. Mas continuei com o mesmo projecto, não sei porquê. Penso que tenho tendência a manter-me numa situação. As pequenas dos seus 15, 16 anos diziam-me: Oh Francisco (o meu nome próprio é Francisco…) tu queres casar comigo?
Por minha própria ideia eu respondia: eu vou é casar vocês…. E continuava nela calmamente.
Quando terminei a 4ª classe, fui apresentado ao Bispo D. Guilherme que me perguntou: por que é que queres ser padre? Eu nunca pensara no assunto, e respondi-lhe automaticamente: para salvar almas!
Parece que ele ficou impressionado, pois daí a uns 20 anos, alguém falou-me na­quela resposta.
Só fui para o Seminário em 1938, tendo feito 14 anos poucos dias antes. Quando regressava para as primeiras férias, na Horta, o célebre Mons. Pereira da Silva disse-me:
-Tu então estás no Seminário? E queres ser padre?
-Sim…
-E sabes no que te metes?
-Não sei, mas hei-de aprender…
Esta resposta também deve ter “corrido” porque falaram-me nela uns 30 anos depois. Tudo respondido de imediato….
Chegado aos meus 18 anos, comecei a pensar em ir para a Marinha Mercante. Gostava, e gosto muito do mar. Não era por não querer ser sacerdote.
Fiquei no Seminário até concluir os estudos necessários para entrar na Escola Náutica. Quando eles terminaram, não me apeteceu sair, e fiquei mais um ano. Sentia-me bem.
O que é certo é que, durante esse ano, comecei a pensar que tinha mais que fazer como sacerdote do que como comandante dum barco. E continuei até hoje.
E os outros? Um dos meus grandes amigos, que foi um grande sacerdote, resolveu ir para o Seminário porque uns seminaristas lhe disseram que lá se jogava futebol. Conheci outro grande sacerdote que foi simplesmente para estudar. Depois queria ir para a Marinha de Guerra. Mas ligou-se à “vocação”.
E mais? Uns porque era “moda”, outros porque lhes sugeriram, outros porque, simplesmente, queriam ser padres…
Claro que, chegados os 16,17 anos, os pensamentos mudavam e punha-se a questão. Alguns desistiam, outros continuavam já em atitudes diferentes, o Seminário era um ambiente de aprendizagem, descoberta, reflexão, dúvida, decisões…
E recentemente? As situações são muito diferentes. Já não se vai para o Seminário para estudar. Estuda-se em qualquer parte.
Uns vão porque descobriram o sentido do sacerdócio, da vida, da Igreja, do serviço espiritual. Outros porque amigos, seminaristas ou sacerdotes, os entusiasmaram; outros como resultado de reuniões, cursos, retiros… Enfim, motivações mais profundas.
Naturalmente terão muito caminho para andar, muita vida a amadurecer. Alguns voltarão para trás, mas a maior parte amadurecerá…, e caminharão para o sacerdócio.
O nosso tempo estranha isso, em especial por causa da obsessão sexual. Mas tudo foi muito estranho para os sacerdotes dos primeiros séculos, a começar pelos apóstolos. Depois foram os tempos de perseguição. Depois, tantas e tantas situações difíceis. Mas é sempre verdade o que Ele diz: Eu estarei convosco até ao fim dos tempos – não vos deixarei órfãos.

Autor: Caetano Tomáz

Nota: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, todavia, se este provérbio não se concretizar, daqui a uns anos terei, com muito orgulho, um filho padre.

E esta, eih? 

05 January, 2011

Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!

"Aviva a tua fé. – Cristo não é uma figura que passou. Não é uma recordação que se perde na História. Vive! “Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!” diz São Paulo. Jesus Cristo ontem e hoje e sempre!"


(Josemaria Escrivá)

A Violência...

"A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano."

(João Paulo II)

04 January, 2011

Candelária homenageou a Irmã Nivéria




Fotos: Direitos Reservados

A freguesia da Candelária e a sua população laureou a Irmã Nivéria durante a festa de Natal da Catequese, realizada no transacto dia 2 de Janeiro.

Nas palavras proclamadas pelo orador José Matos, o contributo da Irmã Nivéria para com a freguesia da Candelária e seus jovens foi de uma extrema grandeza e relevo.

No ano transcorrido tive o contentamento e a honra de ser sua colega, como catequista da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias, e testemunhei a dedicação com que a “nossa” Irmã regala os seus meninos e meninas. Em verdade vos digo que apesar dos seus, na altura, 81 anos, o seu entusiasmo e dinamismo era, e ainda é, excepcional.

Bento XVI na sua encíclica Deus Caritas Est, de 25 de Dezembro de 2005, "sobre o amor cristão", cita Madre Teresa, outra Grande Senhora, como exemplo de pessoa de oração e ao mesmo tempo de fé operativa:

“A piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo. A beata Teresa de Calcutá é um exemplo evidentíssimo do facto que o tempo dedicado a Deus na oração não só não lesa a eficácia nem a onerosidade do amor ao próximo, mas é realmente a sua fonte inexaurível. Na sua carta para a Quaresma de 1996, essa beata escrevia aos seus colaboradores leigos: “Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração.”

Faço minhas as palavras de Bento XVI em relação à Irmã Nivéria, até porque esta é, similarmente, um exemplo claro de que o tempo dedicado a ensinar a Palavra de Deus fez com que amor e a fé se metamorfoseassem numa fonte inesgotável nos nossos corações e nas nossas vidas.

E que assim seja!

São Mateus homenageou a Irmã Nívéria

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Vinho e Imagem por Paulo Machado

NOTA: Clicar em cima da imagem para aumentar o tamanho.


Observações: Devo mencionar que concordo, inteiramente, com o que o Paulo escreveu na passada edição do Jornal Ilha Maior.

Sou, como é sabido nas redondezas, admiradora de um “bom” vinho de cheiro.

Aprendi a saborear esse tipo de vinho com o meu avô João. Contam-me que, quando era catraia, vazava, dentro do meu copo, todas as gotas que restavam nos outros para dar um pingo maior. Presentemente quando me dizem que sou como o João do Albino, é o melhor e mais digno elogio com que me podem presentear, até porque é a verdade. De facto o avô João era, dito por todos, um dos mais laboriosos homens que São Mateus já conheceu.

Felizmente bebo diariamente, um ou dois, copos desse “bom” vinho que é manufacturado pelo meu sogro, na sua modesta adega. E, devo confessar que, peço a Deus, todos os dias, que a sua produção jamais extinga.

Tenho dito!