16 March, 2006

E tu, jamais conseguirias o quê…?


Depois que Eva foi formada da costela de Adão, foi literalmente "levada para junto do homem" (Génesis 2:22).
Observar o mundo e perceber as suas regras é deveras interessante.
Diariamente ouvimos falar em casamenteiros. Quem são eles e o que fazem?
São homens e mulheres que arranjam casamentos entre pessoas que mal se conhecem. A figura do intermediário entre as duas partes assume uma importância determinante. Intitula-se de casamenteiro (ou, mais habitualmente, de casamenteira) aquele a quem se recorre para que escolha, investigue, informe e, finalmente, aconselhe e ajude na negociação do casamento.
Em alguns países, os casamenteiros têm uma grandiosa reputação entre a população, mas vou iniciar esta missiva pelo "Santo", como era chamado em Pádua. Santo António é doutor da Igreja e padroeiro de Portugal. Foi um dos missionários itinerantes mais populares do século XIII e a sua reputação chegou ao Brasil aquando da colonização portuguesa, por influência dos frades franciscanos. Santo António foi santificado um ano após sua morte, assente na sua crescente popularidade
Em verdade vos digo que a santidade é o que nos torna semelhantes ao Pai; os primeiros seguidores de Cristo eram conhecidos como santos, mais tarde essa denominação restringiu-se. Qual é o mito do santo mais popular da Igreja Católica em todo o Ocidente? O principal reza que outrora existiu em Pádua um tirano de nome Ezzelino, que decretou que as pessoas deveriam levar um dote idêntico para o casamento. Assim, o rico sempre casaria com o rico e o pobre com o pobre. Casava-se mais com a "carteira" do que com o coração. Os habitantes da cidade revoltaram-se e Santo António defrontou o autocrata em praça pública. E, tal foi a robustez da sua desonra, que Ezzelino foi coagido a revogar o excêntrico édito. Após esse astronómico triunfo sobre o dito tirano, Santo António foi carregado em triunfo e, desde então, é aclamado como o "Santo casamenteiro".
A figura de Santo António é, fundamentalmente, um apelo ao enamoramento das criaturas, à arte do encontro através de um comportamento mais humano e menos egoísta. Esse é o culto que deve ser abnegado ao Santo, esse foi seu modo de viver.
Meus amigos, quais são os casamentos que garantem a expressão "e foram felizes para sempre"?
O casamento exige amor, paixão, amizade, dedicação, imaginação, carácter, dignidade e, sobretudo, fidelidade. Este tipo de relação individualizada tem, igualmente, que ser desempenhada no inconsciente colectivo. O Casamento não é garantia de felicidade, nem sempre corre bem, e acredito que primitivamente se camuflava com mais perfeição todas as imperfeições que dele provinham. Se os homens se encantavam por outras e as mulheres encontravam consolo em braços alheios, a hipocrisia cuidava da união. Não podemos nem devemos culpar o “Cupido” por um mau casamento, e temos que interiorizar na nossa consciência e o nosso coração que o divórcio e que os casos bem-sucedidos de segundas núpcias existem.
Outrora, o matrimónio era visto como uma aliança estratégica entre duas famílias, um consórcio de patrimónios e uma fusão entre parceiros social e culturalmente semelhantes. Durante os séculos XVII e XIX, o amor romântico passou a ser visto como um elemento essencial para o casamento.
Contemporaneamente, a maioria das pessoas contrai matrimónio por amor e não por interesse, contudo isso não significa que o casal esteja isento de problemas conjugais. Todos os temos, todavia, o mais importante é saber ultrapassá-los, nunca desrespeitando a pessoa que escolhemos, estando sempre ao seu lado e sendo-lhe eternamente fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e até que a morte nos separe.
Tenho, obrigatoriamente, de vos confessar que acredito piamente no casamento entre duas pessoas que se amam e que desejam, acima de tudo, partilhar as suas vidas mutuamente, porém, jamais seria capaz de perdoar uma traição. Jamais conseguiria viver um casamento de “fachada”, sem amor e em que a violência física e emocional fosse “o pão-nosso de cada dia”. E tu, jamais conseguirias o quê…?

E que assim seja!

“O casamento é um edifício que deve ser reconstruído todos os dias.”
(André Maurois)

4 comments:

Anonymous said...

olha para a tua familia antes de falares dos outros

Sandra Lopes Amaral said...

Digníssimo Senhor ou Senhora do comentário supracitado, em verdade lhe digo que as famílias adoptam várias formas e sofrem diversas transformações, não existindo por isso, um conceito único de família, nem um consenso universal em torno da sua definição. Independentemente de culturas e de famílias variadas, é nela que as pessoas, e em especial as crianças, recebem o afecto e o apoio físico e financeiro para sobreviverem.
É facilmente reconhecido por todos nós o papel fundamental que a família desempenha na sociedade; a família é a instituição nuclear da sociedade. É na família que aprendemos os valores que nos hão-de guiar ao longo da nossa vida. É na família que valores como a igualdade, a tolerância e a responsabilidade são mais naturalmente adquiridos. É ainda na família que se aprendem os ideais como reciprocidade, cooperação e solidariedade, tão necessários à formação individual e à coesão social.
Cabe à família ensinar, transmitir valores, fazer a ponte entre as várias gerações e estruturar o verdadeiro desenvolvimento humano.
Após estas breves linhas sobre o que é uma família, devo-lhe dizer que creio, sinceramente, que o digníssimo senhor ou senhora não tem família. Estou convicta que, se tivesse, esta lhe tinha transmitido valores tais como: bravura (para assinar o seu nome no comentário que expôs), nobreza (para comentar somente sobre o que escrevo ou sobre mim e, jamais, sobre a vida de pessoas alheias) e respeito (segundo a palavra de Deus, todos nós somos irmãos, logo sendo eu sua irmã significa que somos da mesma família. Que credibilidade tem alguém que não honra a sua própria família?).
E que assim seja!

Anonymous said...

O BARRETE SERVIU A ALGUEM. EXELENTE RESPOSTA.

ABC said...

Olá a todos. Eu só queria demonstrar que no meu caso que tenho uma família acima do nível, posso mesmo até dizer de sonho, também já recebi comentários estúpidos como esses e que não têm nenhum fundamneto. Quero com isto dizer que são comentários fundamentados na inveja e na criatividade alargadissima das pessoas (alargada de mais). Apenas desligo disso tudo. Acho que se todos fossem um pouco como eu não ligariam tanto aos outros e mais a si próprios. Às vezes, e por escreverem em anónimo, dizem coisas para magoar. Só desejo que antes de morrer possa voltar a conhecer a freguesia de São Mateus como a conheci à largos anos onde eramos sem dúvida alguma a freguesia mais unida que jamais conheci. Por hora vejo o oposto e isso entristece-me.
Obrigado Sandra por dares a cara (deve ser dificil conteres-te por vezes) pois estás numa posição muito difícil, mas muito bem tomada.