"Pico é a mais bela, a mais extraordinária ilha dos Açores, duma beleza que só a ele lhe pertence, duma cor admirável e com um estranho poder de atração. É mais do que uma ilha, é uma estátua erguida até ao céu e amolgada pelo fogo."
"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota." (Madre Teresa de Calcuta)
06 January, 2012
Ilha do Pico - Açores
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21 November, 2011
Descansa em Paz Amigo
Durante 4 anos fomos colegas de turma no Centro de Formação Agrária “Matos Souto”, na freguesia da Piedade. Relembro, com saudade, os bons momentos que por lá passei ladeada de excelentes pessoas, como o Sérgio.
“- É uma experiência nova.”
Foi esta a célebre frase que ele usou, no primeiro dia de aulas, quando lhe perguntaram porque tinha optado por aquele curso. Ainda hoje, 17 anos depois, todos nós, seus colegas, falamos e tentamos imitar, com sotaque, rindo, a dita frase.
As pessoas que, de alguma forma, nos marcam, jamais morrem, até porque ficam para sempre nos nossos corações e pensamentos. E tu és uma dessas pessoas.
Até um dia, Amigo.
16 November, 2011
Destino
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Saudade
"Saudade é o inferno dos que perderam,
É o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
Aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
Passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido."
Pablo Neruda
"Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos."
Bob Marley
NOTA: Dedicado aquela que foi, para mim, durante os últimos 14 anos, uma grande MÃE.
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Pensamento do Dia

"Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no momento da derradeira separação."
Autor - Maupassant , Guy
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17 October, 2011
Assim faço e assim farei!

"Pensa primeiro nos outros. Assim, passarás pela terra com erros, sim – que são inevitáveis -, mas deixando um rasto de bem."
(Josemaria Escrivá)
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17 May, 2011
Festa do Espírito Santo na Escola da Criação Velha
O culto ao Divino Espírito Santo, nas suas diversas manifestações, é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo. A sua origem remonta às celebrações realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes e distribuição de esmolas aos pobres.
Essas celebrações aconteciam cinquenta dias após a Páscoa, comemorando o dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu do céu sobre os apóstolos de Cristo sob a forma de línguas de fogo, segundo conta o Novo Testamento. Desde os seus primórdios, os festejos do Divino, realizados na época das primeiras colheitas no calendário agrícola do hemisfério norte, são marcados pela esperança na chegada de uma nova era para o mundo dos homens, com igualdade, prosperidade e abundância para todos.
A devoção ao Divino encontrou um solo fértil para florescer nas colônias portuguesas, especialmente no arquipélago dos Açores. De lá, espalhou-se para outras áreas colonizadas por açorianos, como a Nova Inglaterra, nos Estados Unidos da América, e diversas partes do Brasil.
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11 May, 2011
Beatificação Beato Papa João Paulo II
No dia 13 de Maio de 2005, o seu sucessor Bento XVI fez uma excepção à regra do Código de Direito Canónico em relação à beatificação de João Paulo II, tal como este havia feito em relação à Madre Teresa de Calcutá. Abrindo mão dos cinco anos que são dados para o início do processo (que se dá a partir da morte daquele que vem a falecer em fama de santidade).
O seu processo de beatificação foi aberto em 28 de Junho do mesmo ano. No dia 19 de Dezembro de 2009, o Papa Bento XVI proclamou-o "Venerável", ao promulgar o decreto que reconhece as virtudes heróicas do Servo de Deus João Paulo II, um importante passo dentro do processo de beatificação que fica aguardando a existência de um milagre realizado pela intercessão do papa polonês.
No dia 14 de Janeiro de 2011 o Papa Bento XVI aprovou o decreto sobre um milagre atribuído ao Papa Wojtyla, permitindo a sua beatificação que aconteceu em Roma no dia 1 de Maio de 2011. Desde de Junho de 2005 até Abril de 2007 foram realizados o inquérito diocesano principal romano e em diversas dioceses, sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade e de milagres. Em vista da beatificação, a postulação da causa apresentou ao exame da Congregação para as Causas dos Santos a cura do mal de Parkinson da Irmã Marie Simon Pierre Normand, religiosa do Insitut des Petites Soers des Maternités Catholiques. Os peritos se manifestaram a favor da inexplicabilidade científica da cura e a Congregação para as Causas dos Santos emitiu uma sentença considerando milagrosa a cura da religiosa francesa, a seguir à intercessão de João Paulo II. A beatificação de João Paulo II, presidida pelo seu sucessor, é um facto sem precedentes: nenhum papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor.
Seis anos após o seu falecimento, no dia 1° de Maio de 2011 às 10h37 (horário de Roma), a sua beatificação foi proclamada pelo Papa Bento XVI. Ele, acolhendo o pedido do vigário de Roma, Agostino Vallini, leu a fórmula latina que incluiu o papa polaco entre os beatos. O seu processo de beatificação foi o mais rápido dos últimos 700 anos, sendo o processo de canonização mais rápido até hoje o de Santo António de Lisboa que foi canonizado apenas 11 meses após sua morte. A celebração do seu dia será em 22 de Outubro, aniversário da sua eleição ao pontificado.
A cerimónia foi acompanhada na Praça de São Pedro por mais de um milhão de pessoas, vindas de todos os continentes, com aplausos e cantos religiosos. Bento XVI celebrou a cerimónia - com paramentos que pertenceram a seu antecessor - acompanhado por cardeais presentes em Roma, como Stanisław Dziwisz e por Mieczysław Mokrzycki, ex-primeiro e segundo secretário particular de João Paulo II.
Bento XVI recebeu uma relíquia contendo o sangue de João Paulo, que lhe foi entregue por Marie Simon Pierre Normand. O milagre com que foi tocada a religiosa foi um dos factores decisivos para a beatificação de João Paulo II. Bento XVI também declarou que o processo de beatificação foi acelerado devido à grande veneração popular por Woijtila.
10 May, 2011
Portugal - Flor de Lis - Todas as ruas do AMOR
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05 April, 2011
Porto Apagou a Luz de Jesus
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Ver o Desemprego por um Canudo
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O que é a Religião?
"De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião, eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, dos seus desejos egoístas e está preocupada com pensamentos, sentimentos e aspirações a que se apega em razão do seu valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção na superioridade do seu significado, quer se faça ou não alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino, pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e Espinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida quanto ao valor e eminência dos objectivos e metas suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente quanto ela própria.
Nesse sentido, a religião é o antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e completa consciência desses valores e metas e reforçar e ampliar incessantemente o seu efeito. Quando concebemos a religião e a ciência segundo estas definições, um conflito entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas determinar o que é, não o que deve ser, isso está fora do seu domínio, logo todos os tipos de juízos de valor continuam a ser necessários. A religião, por outro lado, lida somente com avaliações do pensamento e da acção humanos: não lhe é lícito falar de factos e das relações entre os factos. Segundo esta interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma apreensão equivocada da situação descrita."
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A Principal Fonte da Nossa Ignorância...
"Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais profundo o nosso conhecimento, mais específico, consistente e articulado será o nosso conhecimento do que ignoramos - o conhecimento da nossa ignorância. Essa, com efeito, é a principal fonte da nossa ignorância: o facto de que o nosso conhecimento só pode ser finito, mas a nossa ignorância deve necessariamente ser infinita. (...) Vale a pena lembrar que, embora haja uma vasta diferença entre nós no que diz respeito aos fragmentos que conhecemos, somos todos iguais no infinito da nossa ignorância."
Karl Popper, in 'As Origens do Conhecimento e da Ignorância'
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31 January, 2011
Corrida dos Reis 2011 - 1ª Parte
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11 January, 2011
Corrida dos Reis a 30 de Janeiro - São Mateus do Pico
A 21ª Corrida dos Reis, está marcada para o dia 30 de Janeiro de 2011, mais tarde do que é habitual, em virtude da realização das eleições presidenciais, que obrigaram a que a organização e a Federação Portuguesa de Atletismo marcassem essa data como sendo a oficial, integrada que está no calendário da CNEC – Comissão Nacional de Estrada e Corta-Mato.
Sendo considerada como uma das provas que melhor recebe os atletas, a Corrida dos Reis prepara-se para iniciar um novo ciclo da sua existência e que a tornaram num dos mais importantes e apetecíveis eventos desportivos da Região Autónoma dos Açores.
As inscrições estão abertas até ao último dia de Dezembro e estão limitadas aos lugares dos voos que a organização providencia todos os anos para a ligação com o Continente, sendo certo que a Ilha do Pico, uma das maravilhas naturais de Portugal, tudo fará para deixar uma marca inesquecível a uma prova que é mais que uma corrida. É uma festa.
Contactos
Comissão Organizadora da XXI Corrida dos Reis
Telefone: 292 622 880
Fax: 292 623 519
E-Mail: assatlpico@mail.telepac.pt
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Ir para o Seminário!
Acerca da ida de rapazitos para o Seminário, com frequência ouvem-se expressões de teor negativo: são crianças tolas, não sabem o que fazem, metem-lhes coisa na cabeça, vão enganados… Estas expressões já não se aplicam propriamente aos da actualidade, pois já vão noutras idades.
Mas, mesmo referindo-se aos mais antigos, elas estão muito longe do processo real dos acontecimentos. Vamos explicar-nos - Para tal situemo-nos no princípio do séc. XX. Antes dessa época era possível que algumas decisões fossem influenciadas pelo facto de os sacerdotes serem funcionários públicos antes da República. Mas mesmo assim, houve tantos e tantos homens de elevadíssimo nível sacerdotal. Ainda conheci alguns.
E dos que estavam no Seminário ao instalar-se da República, muitos continuaram e avançaram em circunstâncias economicamente negativas. A República cortou as condições anteriores, e os sacerdotes ficaram no vazio! Mas continuaram a servir… Penso que foram heróicos…
Vamos portanto aos princípios do séc. XX, e distinguimos duas épocas. A primeira vai até os anos 60. A segunda vem de lá até agora.
A primeira, a que vou chamar antiga, foi a minha época. E vou começar por mim mesmo.
Porque é que entrei para o Seminário? O meu itinerário começou quando eu tinha 5 anos. Sim, 5 anos…
Alguém dirá: é isso mesmo, nem criança era ainda… Inconsciência…
Mas, vamos devagar… Há um itinerário. O meu pároco era muito de minha casa. Lembro-me de pensar que os padres não iam para o inferno! Pois foi essa a razão por que pensei que queria ser padre. Eram ideias análogas aos demais que querem ser condutores de camiões, professores, carpinteiros… Depois vem a vida real…
Durante a minha 2ª classe aquela motivação já não existia. Mas continuei com o mesmo projecto, não sei porquê. Penso que tenho tendência a manter-me numa situação. As pequenas dos seus 15, 16 anos diziam-me: Oh Francisco (o meu nome próprio é Francisco…) tu queres casar comigo?
Por minha própria ideia eu respondia: eu vou é casar vocês…. E continuava nela calmamente.
Quando terminei a 4ª classe, fui apresentado ao Bispo D. Guilherme que me perguntou: por que é que queres ser padre? Eu nunca pensara no assunto, e respondi-lhe automaticamente: para salvar almas!
Parece que ele ficou impressionado, pois daí a uns 20 anos, alguém falou-me naquela resposta.
Só fui para o Seminário em 1938, tendo feito 14 anos poucos dias antes. Quando regressava para as primeiras férias, na Horta, o célebre Mons. Pereira da Silva disse-me:
-Tu então estás no Seminário? E queres ser padre?
-Sim…
-E sabes no que te metes?
-Não sei, mas hei-de aprender…
Esta resposta também deve ter “corrido” porque falaram-me nela uns 30 anos depois. Tudo respondido de imediato….
Chegado aos meus 18 anos, comecei a pensar em ir para a Marinha Mercante. Gostava, e gosto muito do mar. Não era por não querer ser sacerdote.
Fiquei no Seminário até concluir os estudos necessários para entrar na Escola Náutica. Quando eles terminaram, não me apeteceu sair, e fiquei mais um ano. Sentia-me bem.
O que é certo é que, durante esse ano, comecei a pensar que tinha mais que fazer como sacerdote do que como comandante dum barco. E continuei até hoje.
E os outros? Um dos meus grandes amigos, que foi um grande sacerdote, resolveu ir para o Seminário porque uns seminaristas lhe disseram que lá se jogava futebol. Conheci outro grande sacerdote que foi simplesmente para estudar. Depois queria ir para a Marinha de Guerra. Mas ligou-se à “vocação”.
E mais? Uns porque era “moda”, outros porque lhes sugeriram, outros porque, simplesmente, queriam ser padres…
Claro que, chegados os 16,17 anos, os pensamentos mudavam e punha-se a questão. Alguns desistiam, outros continuavam já em atitudes diferentes, o Seminário era um ambiente de aprendizagem, descoberta, reflexão, dúvida, decisões…
E recentemente? As situações são muito diferentes. Já não se vai para o Seminário para estudar. Estuda-se em qualquer parte.
Uns vão porque descobriram o sentido do sacerdócio, da vida, da Igreja, do serviço espiritual. Outros porque amigos, seminaristas ou sacerdotes, os entusiasmaram; outros como resultado de reuniões, cursos, retiros… Enfim, motivações mais profundas.
Naturalmente terão muito caminho para andar, muita vida a amadurecer. Alguns voltarão para trás, mas a maior parte amadurecerá…, e caminharão para o sacerdócio.
O nosso tempo estranha isso, em especial por causa da obsessão sexual. Mas tudo foi muito estranho para os sacerdotes dos primeiros séculos, a começar pelos apóstolos. Depois foram os tempos de perseguição. Depois, tantas e tantas situações difíceis. Mas é sempre verdade o que Ele diz: Eu estarei convosco até ao fim dos tempos – não vos deixarei órfãos.
Autor: Caetano Tomáz
Nota: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, todavia, se este provérbio não se concretizar, daqui a uns anos terei, com muito orgulho, um filho padre.
E esta, eih?
05 January, 2011
Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!
"Aviva a tua fé. – Cristo não é uma figura que passou. Não é uma recordação que se perde na História. Vive! “Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!” diz São Paulo. Jesus Cristo ontem e hoje e sempre!"
(Josemaria Escrivá)
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A Violência...
(João Paulo II)
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04 January, 2011
Candelária homenageou a Irmã Nivéria
Fotos: Direitos Reservados
A freguesia da Candelária e a sua população laureou a Irmã Nivéria durante a festa de Natal da Catequese, realizada no transacto dia 2 de Janeiro.
Nas palavras proclamadas pelo orador José Matos, o contributo da Irmã Nivéria para com a freguesia da Candelária e seus jovens foi de uma extrema grandeza e relevo.
No ano transcorrido tive o contentamento e a honra de ser sua colega, como catequista da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias, e testemunhei a dedicação com que a “nossa” Irmã regala os seus meninos e meninas. Em verdade vos digo que apesar dos seus, na altura, 81 anos, o seu entusiasmo e dinamismo era, e ainda é, excepcional.
Bento XVI na sua encíclica Deus Caritas Est, de 25 de Dezembro de 2005, "sobre o amor cristão", cita Madre Teresa, outra Grande Senhora, como exemplo de pessoa de oração e ao mesmo tempo de fé operativa:
“A piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo. A beata Teresa de Calcutá é um exemplo evidentíssimo do facto que o tempo dedicado a Deus na oração não só não lesa a eficácia nem a onerosidade do amor ao próximo, mas é realmente a sua fonte inexaurível. Na sua carta para a Quaresma de 1996, essa beata escrevia aos seus colaboradores leigos: “Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração.”
Faço minhas as palavras de Bento XVI em relação à Irmã Nivéria, até porque esta é, similarmente, um exemplo claro de que o tempo dedicado a ensinar a Palavra de Deus fez com que amor e a fé se metamorfoseassem numa fonte inesgotável nos nossos corações e nas nossas vidas.
E que assim seja!
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São Mateus homenageou a Irmã Nívéria
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Vinho e Imagem por Paulo Machado
NOTA: Clicar em cima da imagem para aumentar o tamanho.
Observações: Devo mencionar que concordo, inteiramente, com o que o Paulo escreveu na passada edição do Jornal Ilha Maior.
Sou, como é sabido nas redondezas, admiradora de um “bom” vinho de cheiro.
Aprendi a saborear esse tipo de vinho com o meu avô João. Contam-me que, quando era catraia, vazava, dentro do meu copo, todas as gotas que restavam nos outros para dar um pingo maior. Presentemente quando me dizem que sou como o João do Albino, é o melhor e mais digno elogio com que me podem presentear, até porque é a verdade. De facto o avô João era, dito por todos, um dos mais laboriosos homens que São Mateus já conheceu.
Felizmente bebo diariamente, um ou dois, copos desse “bom” vinho que é manufacturado pelo meu sogro, na sua modesta adega. E, devo confessar que, peço a Deus, todos os dias, que a sua produção jamais extinga.
Tenho dito!
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21 December, 2010
Mensagem de Natal
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O Natal Cristão: Escola do Essencial
O Natal faz parte do património da fé cristã a que a Igreja tem por missão dar visibilidade ao longo da história. Trata-se duma celebração que nasceu no contexto dessa fé. Logo, só no interior desta poderá ser correctamente interpretada. A fé cristã é o universo de linguagem dentro do qual se capta o verdadeiro sentido do Natal. Este ‘universo de linguagem’ não é apenas algo a que se adere mentalmente. É, antes de mais, uma coisa que se vive. Por sua vez, o ‘sentido do Natal’ não depende do que cada um pensa que ele deveria ser ou gostaria que ele fosse. O Natal é que nos diz o que ele próprio é. Celebra o nascimento de Jesus, que constitui a entrada definitiva de Deus na história humana, para apontar a todos o caminho da verdadeira felicidade.
Só vivendo a fé cristã é que se percebe o significado do Natal. Mas a celebração deste tem que decorrer no seio da nossa sociedade plural. Ela fica, pois, exposta diante de quem não entende o seu significado objectivo, não lhe dá qualquer valor, ou rejeita pura e simplesmente. Acresce o facto de o Natal ser uma data que consta do calendário do conjunto da sociedade. Isto leva a que, a par do Natal cristão, exista o Natal cultural. Este último não tem conteúdo definido a priori. Mais parece o preenchimento dum espaço que a Igreja não pode controlar e com o qual a sociedade nem sempre sabe lidar. Faz-se do Natal uma grande sessão de despesas. Constroem-se fantasias à sua volta. Multiplica-se o seu significado consoante o que cada um quer. Tudo isto faz parte da chamada ‘magia do Natal’. Alguns talvez desejem até retirar-lhe o que tem de expressão pública.
Viver o Natal cristão no seio desta sociedade plural requer aprendizagem. Levantam-se questões que se tornam frentes de trabalho. Existe, em primeiro lugar, a discussão do que deve ser o pluralismo na nossa sociedade. Reconhece-se à tradição cristã o direito de o integrar ou pretende-se dar lugar a tudo menos a ela? Aceita-se que esse pluralismo surge num espaço de passado marcadamente cristão ou quer-se partir para o futuro fazendo tábua rasa do que está para trás? Este debate deve levar a perceber que, onde se risca a memória, dificilmente se consegue identidade. Deve ajudar a ver que, apagando o passado donde se vem, fica-se vulnerável à experimentação ideológica, tendencialmente tirânica, como é o caso do laicismo. A inclusão do Natal no nosso calendário civil deve-se ao passado cristão da sociedade a que pertencemos. Mas a tradição cristã tem mostrado até que respeita os outros no seio do convívio democrático. O Natal cristão não se impõe; quer existir e fazer viver.
Surge, em segundo lugar, a reflexão sobre o conteúdo do Natal cultural. Sabendo que ele não existiria sem o Natal cristão, compreende-se que este lhe aponte o que é proveitoso, sem fazer violência ao conjunto da sociedade. O Natal é, em virtude da sua origem, um elemento da simbólica cristã. Contudo, pode extrair-se dele o ‘humano fundamental’, que, de si, deve interessar a todos. Da cena do presépio, colhem-se os valores da humildade, do desprendimento, da dádiva; aprende-se a atender ao essencial da vida. Quando Deus surge no meio de nós da maneira que lá vemos, ele diz-nos o que é ser verdadeiramente humano. Está aqui a riqueza que o Natal cristão oferece à sociedade.
Pede-se aos cristãos, em terceiro lugar, um reforço identitário colectivo. É preciso cultivar o clima da fé cristã, para que ele robusteça as vivências individuais da mesma. Cada um deve fomentá-lo juntamente com outros, para que todos possam beneficiar depois dele. A fé cristã ganha consistência colectiva através de acontecimentos que lhe dão visibilidade e a fazem comunicar vida. É o caso daqueles que dão corpo ao Natal cristão. Veja-se a exposição dos estandartes do Menino Jesus nas janelas e varandas de muitas casas. Tais acontecimentos contribuem para um clima de fé cristã mais robusto, capaz de alimentar os que a praticam e de ser sinal para o mundo. O reforço identitário colectivo, que de tudo isto resulta, não pretende fomentar espírito de gueto. Está aberto às interpelações que lhe chegam do exterior, desi-gnadamente às grandes necessidades humanas. Esse reforço identitário procura ser também evangelizador; fala para fora. É bom que não enverede logo por um debate racional; talvez desgaste e não dê frutos. Convém que toque aquela área das pessoas que precede os argumentos, pois é nela que a mensagem do Natal pode fazer alguém nascer de novo.
Domingos Terra,
Professor da Faculdade de Teologia
16 December, 2010
Festa de Nossa Senhora da Conceição - São Mateus do Pico
No passado dia 8 de Dezembro vivi com as comunidades paroquiais que me estão confiadas a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria.
Em ambas as comunidades as crianças do 1º ano da catequese celebraram nesse dia a Festa da Ave Maria. Presentes com os seus pais, partilharam com toda a comunidade a alegria da descoberta de que a Mãe de Jesus também é nossa Mãe.
Na Matriz da Madalena as condições atmosféricas não permitiram realizar a procissão. No entanto na Matriz-Santuário em São Mateus esta foi possível realizar-se desde da igreja até ao porto, onde os marítimos daquela freguesia renderam a sua homenagem à Mãe do céu, sua Padroeira.
Partilho algumas fotos deste solenidade na Paróquia de São Mateus, gentilmente cedidas pelo António Carlos Pimentel.
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Ronda das Nove lança CD de originais
O grupo musical picoense Ronda das Nove lançou domingo o seu novo álbum intitulado “Arrear do barco”.
O CD foi “um projecto pensado há 4 anos e é composto com oito poemas referentes à nossa terra, daí estar sempre presente o mar, a baleia, a montanha, usos e costumes” tal como explica Luís Carlos, um dos vocalistas da banda.
O CD foi “um projecto pensado há 4 anos e é composto com oito poemas referentes à nossa terra, daí estar sempre presente o mar, a baleia, a montanha, usos e costumes” tal como explica Luís Carlos, um dos vocalistas da banda.
Quanto a objectivos, pretendem continuar com a recolha de músicas das 9 ilhas açorianas, daí o nome Ronda das Nove.
Depois da boa aceitação por parte das comunidades, Luís Carlos espera que o álbum tenha a mesma receptividade na região, pois “é um CD único e exclusivamente feito na ilha montanha” e nos recentes estúdios da banda.
Fonte: Emanuel Pereira / Rádio Pico
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14 December, 2010
Pensamento do Dia
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Proximidade do Natal
Conforme as normas litúrgicas, damos passos na preparação para o Natal. Vão sendo acesas velas representando Cristo, que nasce como luz do mundo, abrindo possibilidade para que todas as pessoas consigam enxergar a vida com mais significado e valor.
O Natal é a festa da transformação dos corações e das atitudes de vida. É momento de alegria, de confirmar a esperança em um mundo melhor, que acontece na confiança e na ação do Menino Jesus. É Nele que se desenvolve a profundidade do ser humano.
O nascimento acontece num lugar deserto, sem casa e sem condições humanas para tal realidade. Isto significa que o deserto é um lugar de encontro conosco mesmo, de espiritualidade mais profunda, despida de todo tipo de exaltação.
A busca do absoluto acontece e amadurece no silêncio e na solidão. O deserto é lugar de escuta, de observação, de confronto e de tomada de decisão a partir de dentro de nós mesmos. É o encontro com Deus.
O mundo é cheio de ruído, de barulho, impedindo nossa capacidade de escuta e de entendimento. Celebramos o Natal com festas, mas como resultado de um caminho de preparação interior próprio do Advento.
O clima é de espera, aguardando o tempo de Deus, como o agricultor que espera a chuva e o germinar da semente para produzir frutos. Isto deixa a sensação de esperança, de louvor e muito ânimo, sabendo que Deus não falha em seu agir.
Na proximidade do Natal percorremos um caminho de preparação. É hora de acertar a estrada, de superar as barreiras, tirar as lombadas, encher os vales, dando espaço na vida para o nascimento do esperado.
Não podemos nos satisfazer com angústias, dificuldades e medo. Convivemos com os sinais de Deus nos acontecimentos da nova cultura. Mesmo no reino da injustiça e da violência, há possibilidade de vida alegre e feliz.
Os apelos para uma vida materialista são grandes. Corremos o risco de perder o caminho da fidelidade aos princípios e valores cristãos. O Natal nos dá firmeza e decisão por aquilo que nos leva ao caminho da vida.
Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de S. José do Rio Preto-SP
In. http://pnsfpg.blogspot.com/
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