05 April, 2011

Humor

Ver o Desemprego por um Canudo

O que é a Religião?



"De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião, eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, dos seus desejos egoístas e está preocupada com pensamentos, sentimentos e aspirações a que se apega em razão do seu valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção na superioridade do seu significado, quer se faça ou não alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino, pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e Espinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida quanto ao valor e eminência dos objectivos e metas suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente quanto ela própria.

Nesse sentido, a religião é o antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e completa consciência desses valores e metas e reforçar e ampliar incessantemente o seu efeito. Quando concebemos a religião e a ciência segundo estas definições, um conflito entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas determinar o que é, não o que deve ser, isso está fora do seu domínio, logo todos os tipos de juízos de valor continuam a ser necessários. A religião, por outro lado, lida somente com avaliações do pensamento e da acção humanos: não lhe é lícito falar de factos e das relações entre os factos. Segundo esta interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma apreensão equivocada da situação descrita."
 
Albert Einstein, in 'Ciência e Religião' (Out Of My Later Years)

A Principal Fonte da Nossa Ignorância...


"Quanto mais aprendemos sobre o mundo, quanto mais profundo o nosso conhecimento, mais específico, consistente e articulado será o nosso conhecimento do que ignoramos - o conhecimento da nossa ignorância. Essa, com efeito, é a principal fonte da nossa ignorância: o facto de que o nosso conhecimento só pode ser finito, mas a nossa ignorância deve necessariamente ser infinita. (...) Vale a pena lembrar que, embora haja uma vasta diferença entre nós no que diz respeito aos fragmentos que conhecemos, somos todos iguais no infinito da nossa ignorância."



Karl Popper, in 'As Origens do Conhecimento e da Ignorância'

Pensamento do Dia


"Na adversidade o homem encontra a sua salvação na esperança."

(Menandro)

11 January, 2011

Corrida dos Reis a 30 de Janeiro - São Mateus do Pico


A 21ª Corrida dos Reis, está marcada para o dia 30 de Janeiro de 2011, mais tarde do que é habitual, em virtude da realização das eleições presidenciais, que obrigaram a que a organização e a Federação Portuguesa de Atletismo marcassem essa data como sendo a oficial, integrada que está no calendário da CNEC – Comissão Nacional de Estrada e Corta-Mato.
Sendo considerada como uma das provas que melhor recebe os atletas, a Corrida dos Reis prepara-se para iniciar um novo ciclo da sua existência e que a tornaram num dos mais importantes e apetecíveis eventos desportivos da Região Autónoma dos Açores.
As inscrições estão abertas até ao último dia de Dezembro e estão limitadas aos lugares dos voos que a organização providencia todos os anos para a ligação com o Continente, sendo certo que a Ilha do Pico, uma das maravilhas naturais de Portugal, tudo fará para deixar uma marca inesquecível a uma prova que é mais que uma corrida. É uma festa.

Contactos
Comissão Organizadora da XXI Corrida dos Reis
Telefone: 292 622 880
Fax: 292 623 519

Ir para o Seminário!


Acerca da ida de rapazitos para o Seminário, com frequência ouvem-se expressões de teor negativo: são crianças tolas, não sabem o que fazem, metem-lhes coisa na cabeça, vão enganados… Estas expressões já não se aplicam propriamente aos da actualidade, pois já vão noutras idades.
Mas, mesmo referindo-se aos mais antigos, elas estão muito longe do processo real dos acontecimentos. Vamos explicar-nos - Para tal situemo-nos no princípio do séc. XX. Antes dessa época era possível que algumas decisões fossem influenciadas pelo facto de os sacerdotes serem funcionários públicos antes da República. Mas mesmo assim, houve tantos e tantos homens de elevadíssimo nível sacerdotal. Ainda conheci alguns.
E dos que estavam no Seminário ao instalar-se da República, muitos continuaram e avançaram em circunstâncias economicamente negativas. A República cortou as condições anteriores, e os sacerdotes ficaram no vazio! Mas continuaram a servir… Penso que foram heróicos…
Vamos portanto aos princípios do séc. XX, e distinguimos duas épocas. A primeira vai até os anos 60. A segunda vem de lá até agora.
A primeira, a que vou chamar antiga, foi a minha época. E vou começar por mim mesmo.
Porque é que entrei para o Seminário? O meu itinerário começou quando eu tinha 5 anos. Sim, 5 anos…
Alguém dirá: é isso mesmo, nem criança era ainda… Inconsciência…
Mas, vamos devagar… Há um itinerário. O meu pároco era muito de minha casa. Lembro-me de pensar que os padres não iam para o inferno! Pois foi essa a razão por que pensei que queria ser padre. Eram ideias análogas aos demais que querem ser condutores de camiões, professores, carpinteiros… Depois vem a vida real…
Durante a minha 2ª classe aquela motivação já não existia. Mas continuei com o mesmo projecto, não sei porquê. Penso que tenho tendência a manter-me numa situação. As pequenas dos seus 15, 16 anos diziam-me: Oh Francisco (o meu nome próprio é Francisco…) tu queres casar comigo?
Por minha própria ideia eu respondia: eu vou é casar vocês…. E continuava nela calmamente.
Quando terminei a 4ª classe, fui apresentado ao Bispo D. Guilherme que me perguntou: por que é que queres ser padre? Eu nunca pensara no assunto, e respondi-lhe automaticamente: para salvar almas!
Parece que ele ficou impressionado, pois daí a uns 20 anos, alguém falou-me na­quela resposta.
Só fui para o Seminário em 1938, tendo feito 14 anos poucos dias antes. Quando regressava para as primeiras férias, na Horta, o célebre Mons. Pereira da Silva disse-me:
-Tu então estás no Seminário? E queres ser padre?
-Sim…
-E sabes no que te metes?
-Não sei, mas hei-de aprender…
Esta resposta também deve ter “corrido” porque falaram-me nela uns 30 anos depois. Tudo respondido de imediato….
Chegado aos meus 18 anos, comecei a pensar em ir para a Marinha Mercante. Gostava, e gosto muito do mar. Não era por não querer ser sacerdote.
Fiquei no Seminário até concluir os estudos necessários para entrar na Escola Náutica. Quando eles terminaram, não me apeteceu sair, e fiquei mais um ano. Sentia-me bem.
O que é certo é que, durante esse ano, comecei a pensar que tinha mais que fazer como sacerdote do que como comandante dum barco. E continuei até hoje.
E os outros? Um dos meus grandes amigos, que foi um grande sacerdote, resolveu ir para o Seminário porque uns seminaristas lhe disseram que lá se jogava futebol. Conheci outro grande sacerdote que foi simplesmente para estudar. Depois queria ir para a Marinha de Guerra. Mas ligou-se à “vocação”.
E mais? Uns porque era “moda”, outros porque lhes sugeriram, outros porque, simplesmente, queriam ser padres…
Claro que, chegados os 16,17 anos, os pensamentos mudavam e punha-se a questão. Alguns desistiam, outros continuavam já em atitudes diferentes, o Seminário era um ambiente de aprendizagem, descoberta, reflexão, dúvida, decisões…
E recentemente? As situações são muito diferentes. Já não se vai para o Seminário para estudar. Estuda-se em qualquer parte.
Uns vão porque descobriram o sentido do sacerdócio, da vida, da Igreja, do serviço espiritual. Outros porque amigos, seminaristas ou sacerdotes, os entusiasmaram; outros como resultado de reuniões, cursos, retiros… Enfim, motivações mais profundas.
Naturalmente terão muito caminho para andar, muita vida a amadurecer. Alguns voltarão para trás, mas a maior parte amadurecerá…, e caminharão para o sacerdócio.
O nosso tempo estranha isso, em especial por causa da obsessão sexual. Mas tudo foi muito estranho para os sacerdotes dos primeiros séculos, a começar pelos apóstolos. Depois foram os tempos de perseguição. Depois, tantas e tantas situações difíceis. Mas é sempre verdade o que Ele diz: Eu estarei convosco até ao fim dos tempos – não vos deixarei órfãos.

Autor: Caetano Tomáz

Nota: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, todavia, se este provérbio não se concretizar, daqui a uns anos terei, com muito orgulho, um filho padre.

E esta, eih? 

05 January, 2011

Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!

"Aviva a tua fé. – Cristo não é uma figura que passou. Não é uma recordação que se perde na História. Vive! “Jesus Christus heri et hodie: ipse et in saecula!” diz São Paulo. Jesus Cristo ontem e hoje e sempre!"


(Josemaria Escrivá)

A Violência...

"A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano."

(João Paulo II)

04 January, 2011

Candelária homenageou a Irmã Nivéria




Fotos: Direitos Reservados

A freguesia da Candelária e a sua população laureou a Irmã Nivéria durante a festa de Natal da Catequese, realizada no transacto dia 2 de Janeiro.

Nas palavras proclamadas pelo orador José Matos, o contributo da Irmã Nivéria para com a freguesia da Candelária e seus jovens foi de uma extrema grandeza e relevo.

No ano transcorrido tive o contentamento e a honra de ser sua colega, como catequista da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias, e testemunhei a dedicação com que a “nossa” Irmã regala os seus meninos e meninas. Em verdade vos digo que apesar dos seus, na altura, 81 anos, o seu entusiasmo e dinamismo era, e ainda é, excepcional.

Bento XVI na sua encíclica Deus Caritas Est, de 25 de Dezembro de 2005, "sobre o amor cristão", cita Madre Teresa, outra Grande Senhora, como exemplo de pessoa de oração e ao mesmo tempo de fé operativa:

“A piedade não afrouxa a luta contra a pobreza ou mesmo contra a miséria do próximo. A beata Teresa de Calcutá é um exemplo evidentíssimo do facto que o tempo dedicado a Deus na oração não só não lesa a eficácia nem a onerosidade do amor ao próximo, mas é realmente a sua fonte inexaurível. Na sua carta para a Quaresma de 1996, essa beata escrevia aos seus colaboradores leigos: “Nós precisamos desta união íntima com Deus na nossa vida quotidiana. E como poderemos obtê-la? Através da oração.”

Faço minhas as palavras de Bento XVI em relação à Irmã Nivéria, até porque esta é, similarmente, um exemplo claro de que o tempo dedicado a ensinar a Palavra de Deus fez com que amor e a fé se metamorfoseassem numa fonte inesgotável nos nossos corações e nas nossas vidas.

E que assim seja!

São Mateus homenageou a Irmã Nívéria

Nota: Clicar na imagem para aumentar de tamanho.

Vinho e Imagem por Paulo Machado

NOTA: Clicar em cima da imagem para aumentar o tamanho.


Observações: Devo mencionar que concordo, inteiramente, com o que o Paulo escreveu na passada edição do Jornal Ilha Maior.

Sou, como é sabido nas redondezas, admiradora de um “bom” vinho de cheiro.

Aprendi a saborear esse tipo de vinho com o meu avô João. Contam-me que, quando era catraia, vazava, dentro do meu copo, todas as gotas que restavam nos outros para dar um pingo maior. Presentemente quando me dizem que sou como o João do Albino, é o melhor e mais digno elogio com que me podem presentear, até porque é a verdade. De facto o avô João era, dito por todos, um dos mais laboriosos homens que São Mateus já conheceu.

Felizmente bebo diariamente, um ou dois, copos desse “bom” vinho que é manufacturado pelo meu sogro, na sua modesta adega. E, devo confessar que, peço a Deus, todos os dias, que a sua produção jamais extinga.

Tenho dito!

21 December, 2010

Mensagem de Natal

O Natal Cristão: Escola do Essencial



O Natal faz parte do património da fé cristã a que a Igreja tem por missão dar visibilidade ao longo da história. Trata-se duma celebração que nasceu no contexto dessa fé. Logo, só no interior desta poderá ser correctamente interpretada. A fé cristã é o universo de linguagem dentro do qual se capta o verdadeiro sentido do Natal. Este ‘universo de linguagem’ não é apenas algo a que se adere mentalmente. É, antes de mais, uma coisa que se vive. Por sua vez, o ‘sentido do Natal’ não depende do que cada um pensa que ele deveria ser ou gostaria que ele fosse. O Natal é que nos diz o que ele próprio é. Celebra o nascimento de Jesus, que constitui a entrada definitiva de Deus na história humana, para apontar a todos o caminho da verdadeira felicidade.
Só vivendo a fé cristã é que se percebe o significado do Natal. Mas a celebração deste tem que decorrer no seio da nossa sociedade plural. Ela fica, pois, exposta diante de quem não entende o seu significado objectivo, não lhe dá qualquer valor, ou rejeita pura e simplesmente. Acresce o facto de o Natal ser uma data que consta do calendário do conjunto da sociedade. Isto leva a que, a par do Natal cristão, exista o Natal cultural. Este último não tem conteúdo definido a priori. Mais parece o preenchimento dum espaço que a Igreja não pode controlar e com o qual a sociedade nem sempre sabe lidar. Faz-se do Natal uma grande sessão de despesas. Constroem-se fantasias à sua volta. Multiplica-se o seu significado consoante o que cada um quer. Tudo isto faz parte da chamada ‘magia do Natal’. Alguns talvez desejem até retirar-lhe o que tem de expressão pública.

Viver o Natal cristão no seio desta sociedade plural requer aprendizagem. Levantam-se questões que se tornam frentes de trabalho. Existe, em primeiro lugar, a discussão do que deve ser o pluralismo na nossa sociedade. Reconhece-se à tradição cristã o direito de o integrar ou pretende-se dar lugar a tudo menos a ela? Aceita-se que esse pluralismo surge num espaço de passado marcadamente cristão ou quer-se partir para o futuro fazendo tábua rasa do que está para trás? Este debate deve levar a perceber que, onde se risca a memória, dificilmente se consegue identidade. Deve ajudar a ver que, apagando o passado donde se vem, fica-se vulnerável à experimentação ideológica, tendencialmente tirânica, como é o caso do laicismo. A inclusão do Natal no nosso calendário civil deve-se ao passado cristão da sociedade a que pertencemos. Mas a tradição cristã tem mostrado até que respeita os outros no seio do convívio democrático. O Natal cristão não se impõe; quer existir e fazer viver.

Surge, em segundo lugar, a reflexão sobre o conteúdo do Natal cultural. Sabendo que ele não existiria sem o Natal cristão, compreende-se que este lhe aponte o que é proveitoso, sem fazer violência ao conjunto da sociedade. O Natal é, em virtude da sua origem, um elemento da simbólica cristã. Contudo, pode extrair-se dele o ‘humano fundamental’, que, de si, deve interessar a todos. Da cena do presépio, colhem-se os valores da humildade, do desprendimento, da dádiva; aprende-se a atender ao essencial da vida. Quando Deus surge no meio de nós da maneira que lá vemos, ele diz-nos o que é ser verdadeiramente humano. Está aqui a riqueza que o Natal cristão oferece à sociedade.
Pede-se aos cristãos, em terceiro lugar, um reforço identitário colectivo. É preciso cultivar o clima da fé cristã, para que ele robusteça as vivências individuais da mesma. Cada um deve fomentá-lo juntamente com outros, para que todos possam beneficiar depois dele. A fé cristã ganha consistência colectiva através de acontecimentos que lhe dão visibilidade e a fazem comunicar vida. É o caso daqueles que dão corpo ao Natal cristão. Veja-se a exposição dos estandartes do Menino Jesus nas janelas e varandas de muitas casas. Tais acontecimentos contribuem para um clima de fé cristã mais robusto, capaz de alimentar os que a praticam e de ser sinal para o mundo. O reforço identitário colectivo, que de tudo isto resulta, não pretende fomentar espírito de gueto. Está aberto às interpelações que lhe chegam do exterior, desi-gnadamente às grandes necessidades humanas. Esse reforço identitário procura ser também evangelizador; fala para fora. É bom que não enverede logo por um debate racional; talvez desgaste e não dê frutos. Convém que toque aquela área das pessoas que precede os argumentos, pois é nela que a mensagem do Natal pode fazer alguém nascer de novo.

Domingos Terra,
Professor da Faculdade de Teologia

16 December, 2010

Festa de Nossa Senhora da Conceição - São Mateus do Pico





No passado dia 8 de Dezembro vivi com as comunidades paroquiais que me estão confiadas a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria.

Em ambas as comunidades as crianças do 1º ano da catequese celebraram nesse dia a Festa da Ave Maria. Presentes com os seus pais, partilharam com toda a comunidade a alegria da descoberta de que a Mãe de Jesus também é nossa Mãe.

Na Matriz da Madalena as condições atmosféricas não permitiram realizar a procissão. No entanto na Matriz-Santuário em São Mateus esta foi possível realizar-se desde da igreja até ao porto, onde os marítimos daquela freguesia renderam a sua homenagem à Mãe do céu, sua Padroeira.
Partilho algumas fotos deste solenidade na Paróquia de São Mateus, gentilmente cedidas pelo António Carlos Pimentel.

Ronda das Nove lança CD de originais

O grupo musical picoense Ronda das Nove lançou domingo o seu novo álbum intitulado “Arrear do barco”.
O CD foi “um projecto pensado há 4 anos e é composto com oito poemas referentes à nossa terra, daí estar sempre presente o mar, a baleia, a montanha, usos e costumes” tal como explica Luís Carlos, um dos vocalistas da banda.
Quanto a objectivos, pretendem continuar com a recolha de músicas das 9 ilhas açorianas, daí o nome Ronda das Nove.
Depois da boa aceitação por parte das comunidades, Luís Carlos espera que o álbum tenha a mesma receptividade na região, pois “é um CD único e exclusivamente feito na ilha montanha” e nos recentes estúdios da banda.

Fonte: Emanuel Pereira / Rádio Pico


14 December, 2010

Pensamento do Dia

"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar."

Proximidade do Natal



Conforme as normas litúrgicas, damos passos na preparação para o Natal. Vão sendo acesas velas representando Cristo, que nasce como luz do mundo, abrindo possibilidade para que todas as pessoas consigam enxergar a vida com mais significado e valor.

O Natal é a festa da transformação dos corações e das atitudes de vida. É momento de alegria, de confirmar a esperança em um mundo melhor, que acontece na confiança e na ação do Menino Jesus. É Nele que se desenvolve a profundidade do ser humano.

O nascimento acontece num lugar deserto, sem casa e sem condições humanas para tal realidade. Isto significa que o deserto é um lugar de encontro conosco mesmo, de espiritualidade mais profunda, despida de todo tipo de exaltação.

A busca do absoluto acontece e amadurece no silêncio e na solidão. O deserto é lugar de escuta, de observação, de confronto e de tomada de decisão a partir de dentro de nós mesmos. É o encontro com Deus.

O mundo é cheio de ruído, de barulho, impedindo nossa capacidade de escuta e de entendimento. Celebramos o Natal com festas, mas como resultado de um caminho de preparação interior próprio do Advento.

O clima é de espera, aguardando o tempo de Deus, como o agricultor que espera a chuva e o germinar da semente para produzir frutos. Isto deixa a sensação de esperança, de louvor e muito ânimo, sabendo que Deus não falha em seu agir.

Na proximidade do Natal percorremos um caminho de preparação. É hora de acertar a estrada, de superar as barreiras, tirar as lombadas, encher os vales, dando espaço na vida para o nascimento do esperado.

Não podemos nos satisfazer com angústias, dificuldades e medo. Convivemos com os sinais de Deus nos acontecimentos da nova cultura. Mesmo no reino da injustiça e da violência, há possibilidade de vida alegre e feliz.

Os apelos para uma vida materialista são grandes. Corremos o risco de perder o caminho da fidelidade aos princípios e valores cristãos. O Natal nos dá firmeza e decisão por aquilo que nos leva ao caminho da vida.

Dom Paulo Mendes Peixoto, Bispo de S. José do Rio Preto-SP


In. http://pnsfpg.blogspot.com/

Portugal vai ter nova Beata - Madre Maria Clara do Menino Jesus

O Papa reconheceu o milagre atribuído a Madre Maria Clara do Menino Jesus, que viveu no século XIX e fundou congregação religiosa dedicada aos mais pobres.
Um milagre atribuído à intercessão da religiosa portuguesa Irmã Maria Clara do Menino Jesus (1843-1899), conhecida por Mãe Clara, natural de Lisboa, abre caminho definitivo à sua beatificação.

Bento XVI aprovou hoje, 10 de Dezembro, a publicação do Decreto de aprovação do milagre, anuncia a sala de imprensa da Santa Sé, completando assim o último passo antes da marcação da cerimónia.
O caso da fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC) refere-se, segundo o instituto religioso, à “cura repentina de pioderma gangrenoso” (doença cutânea ulcerativa) de que a espanhola Georgina Troncoso Monteagudo sofria há 34 anos.

No dia 7 de Dezembro, os cardeais e bispos da Congregação para a Causa dos Santos tinham reconhecido o milagre, emitindo parecer positivo sobre a cura.

A celebração de beatificação poderá ocorrer em meados do próximo ano, na Diocese de Lisboa.
Libânia do Carmo Galvão Meixa de Moura Telles e Albuquerque nasceu na Amadora, em Lisboa, a 15 de Junho de 1843.
Recebe o hábito de Capuchinha, em 1869, tomando o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus. É enviada a Calais, França, a 10 de Fevereiro de 1870, para fazer o Noviciado, na intenção de fundar, depois, em Portugal, uma nova Congregação.
Funda a primeira Comunidade, em S. Patrício - Lisboa, no dia 3 de Maio de 1871 e, cinco anos depois, a 27 de Março de 1876, a Congregação é aprovada pela Santa Sé.

Ao longo da sua vida abre grande número de casas para recolher pobres e necessitados, em Portugal, e envia Irmãs para as Missões: Angola, Goa e Guiné-Bissau.
Morreu em Lisboa, no dia 1 de Dezembro de 1899.
A 6 de Dezembro de 2008, o Papa autorizara a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heróicas” da Irmã Maria Clara do Menino Jesus.
“Mulher de coração sensível e sem fronteiras, notabilizou-se por uma vida inteiramente dedicada ao acolhimento e cuidado dos mais necessitados, que considerava «a sua gente»”, refere um comunicado da CONFHIC.

O site oficial da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição é http://www.confhic.com/.

In. agência ecclesia

Foto do Baptismo

Maria Silvana trabalha com câmara tradicional e teve que enviar o filme para ser revelado numa loja em Córdova. Quando ela recebeu as fotos, notou com surpresa que a água derramada da cabeça de Valentino era um terço perfeito.
A foto do baptismo de Valentino fez nascer a fé no povo de Córdova, que vai até a humilde casa de Erica e Valentino para tocá-lo.

A verdade é que este sinal de fé mobilizou esta cidade em Córdova, cujos vizinhos vão à loja de Maria Silvana comprar a foto como se fosse um santinho.
Uma foto incrível tornou-se uma mensagem de fé na Espanha. Ela foi tirada no baptismo de Valentino Mora, filho de Erica, uma mãe solteira de 21 anos, que pediu à fotógrafa que tirasse de graça a foto de seu filho.
A foto do baptismo de Valentino Mora está varrendo a internet, porque na hora em que o padre derrama a água benta sobre a sua cabeça, a água escorre no formato de um terço (veja a foto acima).

Esta história começou na Paróquia de Nossa Senhora de Assunção em Cordova, Espanha, onde o baptismo do bebé de 1 mês aconteceu. Na hora em que Valentino foi à pia baptismal para o sacramento do baptismo, Erica pediu à fotógrafa Maria Silvana Salles, contratada por outros pais que estavam batizando seus bebés, que tirasse a foto de seu filho como um favor, já que a jovem mãe não tinha como pagar por ela. A fotógrafa, tocada pelo pedido de Erica, concordou em tirar a foto de Valentino.

In. http://www.portonovo.blogs.sapo.pt/

19 November, 2010

Museu de São Roque - Lisboa

O Museu de São Roque está instalado no espaço da antiga Casa Professa da Companhia de Jesus em Lisboa, edifício contíguo à Igreja de São Roque.
Abriu ao público em 1905, com a designação de Museu do Tesouro da Capela de São João Baptista, em evocação da importante colecção de arte italiana que está na origem da sua criação.
Na década de trinta o âmbito do museu foi alargado, passando este a exibir uma maior diversidade de peças, surgindo com a designação de Museu de Arte Sacra de São Roque.
Nos anos sessenta ganhou um novo sentido ao ser-lhe, explicitamente, associada a Igreja de São Roque, introduzindo-se, deste modo, o conceito de Museu de Monumento.
Já nos anos noventa procurou-se reforçar esta ligação através da criação de novos núcleos expositivos. Mais recentemente, o museu viu a sua área aumentar, o que permitiu diversificar o acervo em exposição e criar novas estruturas de apoio. Tendo em vista reforçar a ligação museu/igreja, procedeu-se à recuperação de elementos arquitectónicos da antiga Casa Professa de São Roque como o claustro e zonas de passagem entre os dois espaços.

NOTA: Infelizmente, e devido ao facto de não me ter sido permitido usar o flash da máquina, algumas fotografias não ficaram totalmente nítidas.

17 November, 2010

Igreja de São Roque - Lisboa






Fotos: Direitos Reservados

A legendária Igreja de São Roque situa-se em pleno Bairro Alto, no Largo Trindade Coelho, também conhecido por Largo da Santa Casa, em pleno centro histórico da cosmopolita Lisboa.
A Igreja começou a ser construída em 1506, junto a um cemitério onde eram enterrados os que morriam de peste, situado já fora das muralhas da cidade, e dedicada a São Roque, protector da peste.

Aqui se institui a Irmandade de São Roque, com estatutos próprios, e em 1553 instala-se a Companhia de Jesus que edifica sobre a construção anterior a estrutura visível hoje em dia, mantendo a Capela de São Roque no interior.

Em 1768, a Companhia de Jesus é expulsa do território Português, ficando a Igreja de São Roque e os respectivos bens então entregues à Misericórdia de Lisboa, estando hoje em dia expostos no Museu de Arte Sacra de São Roque, ao lado da Igreja.
A Igreja, de acordo com a tipologia jesuíta apresenta uma fachada sóbria e austera, e um amplo e rico espaço interior, Maneirista, composto por oito capelas, agrupadas quatro a quatro, profusamente decorada a talha dourada e mármore, dada a protecção do magnânime Rei D. João V.
O plano da Igreja é da autoria do conceituado Arquitecto Filipe Terzi, constituindo o tecto da Igreja o único exemplar em Lisboa que resta dos famosos grandes tectos pintados do período Maneirista, atribuído aos pintores Francisco Venegas e Amaro do Vale.

NOTA: Tive, durante a minha última estadia em Lisboa, o prazer de visitar e assistir a uma missa nesta Igreja de São Roque. Devo confessar que adorei.

Humor


Quando o Papa Paulo VI veio a Portugal , vivíamos em "ditadura", sendo o 1º ministro Salazar.

O Papa perguntou-lhe qual o motivo de ter tantos ministros, obtendo a seguinte resposta:

- Santidade, Jesus tinha 12 apóstolos, eu tenho 12 ministros.

Em 2010, quando o Papa Bento XVI visitou Portugal perguntou ao 1º ministro para quê 40 ministros e secretários de estado, Sócrates, certamente, respondeu:

- Bem, Santidade... Ali Baba tinha 40 ladrões!