29 September, 2009

Autárquicas 2009


Caros concidadãos;
Na condição de candidato à presidência da Assembleia de Freguesia de São Mateus, queiram consentir umas breves palavras alusivas à minha candidatura.
Natural do Canadá, fruto da emigração dos anos sessenta, fixei residência na Freguesia de São Mateus do Pico aos dez anos, pelo regresso saudoso dos meus pais à terra que os vira partir. Lá ficaram os primeiros anos da minha vida. O meu desejo na altura, era crescer para poder voltar. Voltei... Mas depressa, ao fim de alguns meses, mergulhado no sentido de culpa de ter abandonado aqueles que tão bem me tinham acolhido, percebi que a “Ilha” era o meu destino.
Desde muito jovem, associei-me às actividades da nossa freguesia.
A minha participação no domínio da Escola, do Folclore, do Teatro, do Desporto, das Instituições Culturais, Recreativas e Religiosas, sempre disponível para colaborar, permitiu, e na maioria dos casos ainda permite, recolher um conjunto privilegiado de convivências e experiências imensamente gratificantes. Em todas as situações, trabalhei e trabalho lado a lado com muitas pessoas, de variadíssimas ideologias, e assim continuarei em prol da nossa freguesia.
Foi com muito orgulho, e em consciência, que aceitei assumir a liderança de uma equipa constituída para assumir UM COMPROMISSO DE ACÇÃO.
Sensibilizado para as necessidades da nossa população e conhecedor da potencialidade da Freguesia de São Mateus nas várias vertentes, em período de campanha eleitoral, estarei nas ruas. Ao lado daqueles que partilham o mesmo sentido de responsabilidade estou disponível para, em conjunto com todos aqueles que queiram associar-se a este projecto, complementar o nosso compromisso.
Caros concidadãos.
No dia 11 de Outubro próximo, em sufrágio, os eleitores de São Mateus pronunciar-se-ão sobre o futuro da nossa Freguesia. “EU” e os restantes elementos da minha equipa, estamos disponíveis para trabalhar com empenho e dedicação em prol do desenvolvimento de São Mateus.
É um compromisso que assumo perante todos.
Bem hajam.

O Candidato a Presidente da Assembleia de Freguesia de São Mateus
Mário Silva

22 September, 2009

Baleias ao largo da Ilha do Pico

Ilha do Pico - Açores

Foto: Paulo Fontes

07 August, 2009

07 July, 2009

Rita Redshoes "Dream On Girl" na Festa de Santa Maria Madalena



Rita Redshoes, nome artístico de Rita Pereira, é uma cantora portuguesa, ex-vocalista dos Atomic Bees e que actualmente canta com David Fonseca. Ficou neste último trabalho especialmente conhecida por dar a voz na canção "Hold Still". Em 2008 lançou o seu primeiro álbum a solo como Rita Redshoes, de nome "Golden Era".

Festa Nossa Senhora Mãe da Igreja no Campo Raso


No próximo Domingo, 12 de Julho, realizar-se-á no lugar do Campo Raso, freguesia da Candelária, a festa em honra a Nossa Senhora Mãe da Igreja.
Venha juntar-se a nós, até porque o programa festivo é vasto e a comida é boa.

Tenho dito!

Festa de Nossa Senhora do Carmo em Santo Amaro do Pico

Nos dias 16, 17, 18 e 19 de Julho Santo Amaro estará em Festa, em honra de Nossa Senhora do Carmo.

29 June, 2009

Luto por um Amigo


Hoje faleceu inesperadamente e infelizmente um grande Amigo e Senhor, conhecido por todos com o Luís da Bel’Arte.
Este blog estará de luto durante os próximos três dias.
À sua família as minhas mais sinceras condolências.

“As pessoas de quem gostamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.”

20 May, 2009

Foto do Dia

Foto: Sandra Amaral (Direitos Reservados)

Pensamentos

"Amar significa amar o que é difícil de ser amado, de contrário não seria virtude alguma; perdoar significa perdoar o imperdoável, de contrário não seria virtude alguma; fé significa crer no inacreditável, de contrário não seria virtude alguma. E esperar significa esperar quando já não há esperança, de contrário não seria virtude alguma."

(Gilbert Keith Chesterton)

27 April, 2009

São Nuno de Santa Maria

São Nuno de Santa Maria (Continuação)

São Nuno de Santa Maria

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim, sendo filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser pouco depois cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade de seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos, dois do sexo masculino, que morrem em tenra idade, e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual mais tarde viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança.

Quando o rei D. Fernando I morreu a 22 de Outubro de 1383 sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, o qual o nomeou Condestável, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português repetidas vezes à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito.

Os dotes militares de Nuno eram no entanto acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir às suas próprias custas numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Carmo de Lisboa e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha.

Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando finalmente se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabo por se desfazer totalmente daqueles em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado. Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria — a sua terna Padroeira que sempre venerou—, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus.

Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria, o domingo de Páscoa, 1 de Abril de 1431, passando imediatamente a ser reputado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a chamar “Santo Condestável”.

Mas, embora a fama de santidade de Nuno se mantenha constante, chegando mesmo a aumentar, ao longo dos tempos, o percurso do processo de canonização será bem mais acidentado. Promovido desde logo pelos soberanos portugueses e prosseguido pela Ordem do Carmo, depara com numerosos obstáculos, de natureza exterior. Foi somente em 1894 que o Pe. Anastasio Ronci, então postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de Dezembro de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV.

As suas relíquias foram trasladadas numerosas vezes do sepulcro original para a Igreja do Carmo, até que, em 1961, por ocasião do sexto centenário do nascimento do Beato Nuno, se organizou uma peregrinação do precioso relicário de prata que as continha; mas pouco tempo depois é roubado, nunca mais tendo sido encontradas as relíquias que contivera, tendo sido depostos, em vez delas, alguns ossos que tinham sido conservados noutro lugar. A descoberta em 1966 do lugar do túmulo primitivo contendo alguns fragmentos de ossos compatíveis com as relíquias conhecidas reacendeu o desejo de ver o Beato Nuno proclamado em breve Santo da Igreja.

O Postulador Geral da Ordem, P. Felipe M. Amenós y Bonet, conseguiu que fosse reaberta a causa, que entretanto era corroborada graças a um possível milagre ocorrido em 2000. Tendo sido levadas a cabo as respectivas investigações, o Santo Padre, Papa Bento XVI, dispõe a 3 de Julho de 2008 a promulgação do decreto sobre o milagre em ordem à canonização e durante o Consistório de 21 de Fevereiro de 2009 determina que o Beato Nuno seja inscrito no álbum dos Santos no dia 26 de Abril de 2009.

24 April, 2009

A Verdadeira Dignidade


"A verdadeira dignidade do homem e a sua excelência reside nos seus costumes, isto é, na sua virtude; a virtude é o patrimônio comum dos mortais, ao alcance de todos, dos pequenos e dos grandes, dos pobres e dos ricos; só a virtude e os méritos, seja qual for a pessoa em quem se encontrem, obterão a recompensa da eterna felicidade."


Papa Leão XIII
Rerum Novarum

Canonização do Beato Nuno de Santa Maria


"De Norte a Sul do país, a canonização de D. Nuno Álvares Pereira será celebrada de diversas formas. Uma vigília no sábado (25 de Abril) e uma missa de Acção de Graças, a 10 de Maio, são as celebrações previstas na diocese de Lisboa para assinalar a canonização do Beato Nuno de Santa Maria.

D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, estará em Roma, presidindo na noite de sábado a uma vigília de oração na Igreja de Santo António dos Portugueses, enquanto em Lisboa D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar, dirige idêntica celebração na Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

O Cardeal Patriarca conclui as celebrações da canonização com uma missa de Acção de Graças no dia 10 de Maio na Igreja do Santo Condestável, em Lisboa, onde desde 1951 repousam os restos mortais do mais recente santo português.

Na localidade de Ourém, onde Guilhermina de Jesus sofreu a queimadura na córnea, cuja cura viria a ser atribuída à intercessão do beato Nuno, será assinalada a canonização no próximo domingo com uma missa às 11:00 na Colegiada, em plena zona histórica, seguindo-se o descerramento de uma lápide junto à estátua de D. Nuno Álvares Pereira.

Por sua vez, em S. Jorge, concelho de Porto de Mós, onde em 1385 o Condestável liderou as forças portuguesas que derrotaram os castelhanos, a canonização vai ser seguida em ecrã gigante que a Fundação Batalha de Aljubarrota vai instalar junto à capela ali existente.

O mesmo vai acontecer na vila alentejana do Crato, no concelho de Portalegre, que vai assinalar a canonização do Beato Nuno Álvares Pereira com um vasto conjunto de iniciativas de âmbito festivo, reflexivo e religioso. O primeiro acto, promovido por várias entidades daquele concelho, ocorrerá no domingo, 26 de Abril, com a transmissão em directo da cerimónia de canonização no interior do Mosteiro de Santa Maria, em Flor da Rosa. O mosteiro, monumento nacional, está intimamente ligado a Nuno Álvares Pereira, uma vez que foi mandado construir pelo seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, que aí se encontra sepultado.

De acordo com a organização, até ao mês de Abril de 2010, vão ser programadas várias actividades culturais, como concertos, exposições e conferências, para assinalar este acontecimento.

Por sua vez, o município local vai criar uma condecoração oficial, incluir o nome do novo santo na toponímia do concelho e construir um monumento evocativo à canonização. Estão também previstas, ao longo do ano, várias iniciativas de carácter militar para homenagear o novo santo.

A organização espera ainda efectuar a inclusão da liturgia do Beato Nuno Álvares Pereira nas paróquias daquele concelho, com especial destaque nas freguesias de Flor da Rosa e Crato. Também o Mosteiro das Carmelitas Descalças do Crato será mobilizado e envolvido nesta iniciativa de cariz religioso.

Por todo o país, entretanto, é esperado que o tema seja abordado na generalidade das paróquias durante as cerimónias religiosas de domingo.

É o que vai acontecer na ilha do Pico, nos Açores, onde a Ouvidoria local, se vai associar à canonização de Nuno Álvares Pereira com uma celebração solene na Igreja da Candelária, a única paróquia da Diocese de Angra do Heroísmo que tem um templo dedicado ao beato português. O templo situa-se no lugar da Mirateca e a eucaristia será presidida por D. Arquimínio Rodrigues da Costa, Bispo Emérito de Macau, e concelebrada pelo clero da ilha do Pico. No final, realiza-se uma procissão com a imagem de S. Nuno, desde aquela igreja até à sua Ermida, na Mirateca."

Agência Ecclesia

Apóstola dos Apóstolos


"Os Evangelhos informam-nos que as mulheres, diversamente dos Doze, não abandonaram Jesus na hora da Paixão. Entre elas destaca-se, em particular, Madalena, que presenciou a Paixão, mas que para além disso foi também a primeira testemunha do Ressuscitado e quem O anunciou. É precisamente para Maria de Magdala que S. Tomás de Aquino reserva a singular qualificação de «apóstola dos apóstolos», dedicando-lhe este bonito comentário: «Como uma mulher tinha anunciado ao primeiro homem palavras de morte, assim uma mulher foi a primeira a anunciar aos apóstolos palavras de vida»."


Papa Bento XVI

Atitude no Sofrimento


"Ó homem, não está em tua mão sofrer ou não sofrer, mas sim se no sofrimento tua vontade se degrada ou se dignifica."


Santo Agostinho