28 November, 2007

Futebol Clube da Madalena "A" Venceu por 2 a 1


A Equipa "A" de Futsal Feminino Senior do Futebol Clube da Madalena venceu no passado dia 25, por 2 a 1, a Equipa "B" do Futebol Clube da Madalena. O Jogo foi disputado no Pavilhão da Escola Cardeal Costa Nunes, e está inserido no Torneio de Abertura de Futsal da Associação de Futebol da Horta. O próximo jogo está marcado para o dia 9 de Dezembro, às 10 horas, no mesmo local e entre as mesmas equipas.

10 Perguntas, 10 Respostas

Entrevista com Tânia Carina do Rós Monteiro - Guarda Redes da Equipa "A" do Futebol Clube da Madalena.


“O FUTSAL É UMA PAIXÃO”

A “nossa” Tânia Monteiro é conhecida, na arte do Futsal, pela sua impressionante regularidade e qualidade, mas principalmente pela forte personalidade que difunde dentro e fora do campo, provocando uma admiração profunda em todos aqueles que a rodeiam, desde colegas a adversárias.


saomateus2005 - Há quantos anos praticas Futsal, e como começaste?
TM: Jogo há 12 anos e comecei porque as minhas irmãs mais velhas também jogavam. Hoje para mim o Futsal é uma paixão.


saomateus2005 - Como é que surgiu esta paixão?
TM: Sempre fui um pouco “Maria-rapaz”, pois só brincava com os meus irmãos, provavelmente porque as minhas irmãs eram bastante mais velhas do que eu. Lógico que os rapazes só querem jogar futebol e eu para poder brincar com eles tinha de jogar também.


saomateus2005 - És a guarda-redes do Futebol Clube da Madalena “A”… qual é a sensação?
TM: A sensação é boa quando corre bem, mas quando corre mal, na maioria das vezes, o guarda-redes é sempre o elo mais fraco (risos). A responsabilidade é grande, mas vale a pena.


saomateus2005 - Como consegues compatibilizar os treinos e os jogos com a vida familiar? E com os estudos?
TM: Por vezes é complicado, pois também tenho marido e filho, mas quando se gosta, e a vontade é grande, arranjamos sempre tempo para tudo. Sempre estudei depois do meu filho adormecer, pois antes é impossível, por isso nesse aspecto é fácil conciliar.


saomateus2005 - Se tivesses que eleger o teu melhor momento desportivo qual seria? E o menos bom?
TM: O meu melhor momento desportivo foi quando ganhámos os torneios de São Jorge, Monte e Criação Velha, no Verão de 2007. O momento menos bom foi quando sofremos uma inesperada derrota contra o Madalena “B” na cidade da Horta.


saomateus2005 - Quais são os principais objectivos do Madalena “A” para esta época?
TM: Para além de ganharmos mais prática e mais companheirismo, o nosso maior objectivo é vencermos alguns jogos às equipas do Faial. O que vai ser difícil porque elas já praticam esta modalidade há muito tempo e treinam o ano inteiro.


saomateus2005 - Que conselho darias às jovens que agora se iniciam no Futsal?
TM: Que não abandonem a modalidade na primeira vez que encontrarem um obstáculo, pois o desporto é saudável para o corpo e para a mente.


saomateus2005 - Como analisas a evolução do Futsal Feminino no Pico?
TM: Penso que tem evoluído bem, pois antes era impensável para as mulheres praticarem futebol. Contudo, creio que é possível desenvolver esta modalidade ainda mais. Talvez esta nova Liga de Futsal Feminino, criada pela Associação de Futebol da Horta, faça despertar a atenção de outros clubes.


saomateus2005 - Qual é a grande diferença, na tua opinião, entre o Futsal feminino e o masculino?
TM: Em primeiro lugar existe o tal raciocínio que o futebol é um desporto exclusivamente masculino (só para homens de barba rija). Porém, acho que as mulheres deveriam tentar, ainda mais, combater este tipo de pensamento, quiçá, demonstrando o que valem dentro das quatro linhas. Se é que já não o fazem.


saomateus2005 - Queres deixar alguma mensagem para todos os acompanhantes da modalidade?
TM: Que apoiem as equipas de Futsal Feminino da nossa ilha. Que encorajem as vossas mulheres e as vossas filhas para a prática da modalidade. E, claro, que apareçam no Pavilhão da Escola Cardeal Costa Nunes, todos os domingos em que houver jogos, para nos apoiarem e para verem que também nós sabemos jogar. E o mais importante é que não jogamos por dinheiro, mas sim por amor à camisola que envergamos.

21 November, 2007

Voltem Sempre!


Em Novembro de 2005, decidi colocar em prática um gosto antigo pela escrita e, assim sendo, resolvi criar este Blog.
Não entendia bem como funcionava nem, jamais, me passou pela cabeça que iria ter tantos leitores assíduos. Investiguei no Google, velho companheiro que me salva sempre do abismo e da ignorância, e encontrei alguns artigos explicando, passo-a-passo, como devia proceder.
A primeira tarefa era escolher o sistema que hospedaria o meu blog. Depois de algumas tentativas, escolhi o Blogspot, provavelmente porque conclui ser o mais fácil de compreender.
Escolhi um template básico, e a questão seguinte era: o que escrever?
Confesso que os meus primeiros textos saíram-me directamente do coração. Queria ser diferente, queria enaltecer a minha povoação, queria homenagear algumas pessoas que lá vivem e outras que, infelizmente, já partiram deste mundo, por vezes cruel com os justos. Basicamente, aquilo que mais queria era relatar acontecimentos rotineiros, publicar textos carregados de sentimentalismo, mostrar ao mundo, através de fotografias, que vivemos no paraíso, elaborar entrevistas com os indivíduos que estão encarregados pelo bom funcionamento de algumas instituições da nossa freguesia, …
Com o passar do tempo, este blog ganhou identidade, e os textos, por vezes escritos num tom carregado de eufemismo, sarcasmo e ironia, que marca o meu estilo, conquistaram alguns admiradores, e também alguns antagonistas.
Devo também, e obrigatoriamente, salientar que criei esses antagonistas devido a alguns comentários impróprios e maldosos que, infelizmente, publiquei. Pois é, confesso a Deus e a vós irmãos que pequei. E fi-lo porque sempre acreditei que, num país livre, a liberdade de expressão é fundamental e essencial. Todavia, nunca me passou pela cabeça que houvesse pessoas que tirassem proveito deste meu pensamento magnânimo. Mas que as houve, lá isso houve. Porém, abri os olhos e cheguei à conclusão imediata que já era demais, já era altura de colocar um travão nesses malfadados comentários e, quiçá, pedir sinceras desculpas a todas as pessoas visadas, cuja vida pessoal foi, de facto, avassalada e profanada. É certo que algumas aceitaram de bom ânimo as minhas desculpas e outras não. Porém, aquelas que não as aceitaram tem toda a minha consideração, pois também sou da opinião que depois do mal estar feito o arrependimento sabe a pouco, conquanto tenho a esperança que o tempo apague esse desmesurado tropeção e, como somos todos filhos de Deus, está na nossa natureza perdoar as graves ofensas dos demais.
Actualmente, passados dois anos, este Blog continua de pedra e cal. E assim irá continuar durante muitos mais anos, porventura, durante o resto da minha vida
Hoje faz dois anos que eu, despretensiosamente, edifiquei este “saomateus2005”. E mesmo sofrendo, por vezes, de crises acentuadas de falta de inspiração, a verdade é que me apaixonei por isto aqui. Escrever sempre foi uma das minhas paixões, e é extraordinário redigir um texto que será lido e, com sorte, até comentado por alguém consciente dos seus actos, palavras, acções e omissões.
Além disso, foi graças à vida na blogosfera que conheci outros tantos universos, tantos viajantes do nosso planeta que narram os seus dramas e as suas vitórias. Pessoas que nem conheço, mas que acompanho de longe e para quem desejo tudo de bom. E também pessoas que tive a oportunidade de conhecer no mundo físico e por quem nutro uma substancial admiração e um inexplicável carinho.
Prezados leitores, agradeço-vos a todos pela presença! Voltem sempre!

E que assim seja por muitos mais anos!

NOTA: Quero partilhar este dia com todos vós, mas sobretudo e em especial com três pessoas que muito admiro pela sua coragem. Agradeço-lhes pelo voto de confiança, pela amizade, pela força que me proporcionaram quando pensei em desistir e por muitas mais coisas que não vale a pena mencionar porque elas já o sabem.
E os vencedores são: o meu estimado Tio Zulmiro Sarmento e os meus reverenciados amigos José Carlos Garcia e José Augusto Soares.
Que Deus vos pague em felicidade e sabedoria pelas palavras de incentivo, que tive o tremendo orgulho de vos ouvir proferir, em relação à minha pessoa e a este meu modesto espaço.

20 November, 2007

Tendo em conta as últimas exibições de Portugal, só mesmo rezando


"As previsões para o horário do jogo Portugal-Finlândia (amanhã, às 19.45 horas) não são animadoras: aguaceiros e temperatura não superior a 12 graus. Mas as condições climatéricas adversas não serão impeditivas de enchente nas bancadas do Estádio do Dragão."




NOTA: Com a previsão da queda de tanta água, espero que Portugal se mantenha de pé.

19 November, 2007

O Puzzle da Vida


Queremos ter certezas e vivemos sempre na incerteza. Procuramos verdades absolutas e percebemos que tudo na vida é, imperiosamente, relativo. É doloroso constatar a nossa ignorância fundamental.
Viver é ir aprendendo a decidir da forma mais tranquila possível, no meio de mil possibilidades, que na sua grande maioria não se realizarão. É ir escolhendo e renunciando, avaliando e, ao mesmo tempo, reconhecendo que nunca temos a certeza das decisões que tomamos, porque não temos a experiência do que aconteceria com as outras escolhas que deixamos de lado.
Viver é procurar, constantemente, o sentido que se edifica dia a dia, nas pequenas decisões. Sentido que se vai revelando em alguns momentos marcantes, ou quando conseguimos enxergar mais alto, quando obtemos uma perspectiva mais abrangente. Esses momentos fortes ajudam a que tentemos ampliar os significados recônditos do quotidiano, quando tudo parece tão fútil e repetitivo.
Podemos aprender a desvendar, a compreender e a aceitar os caminhos que já percorremos.
Aprender a compreender e a aceitar as escolhas actuais, a permanente dúvida de estarmos acertando nas decisões, a incerteza do que deixamos de lado, do que poderíamos ter sido, ter feito, ter tentado.
Aprender a aceitar que viver é uma permanente prática de escolhas, de ganhos, de renúncias, de acertos e de erros, com os quais vamos construindo o puzzle das nossas vidas, o nosso caminho.
Aprendemos a viver quando navegamos na incerteza e, ao mesmo tempo, confiamos na nossa bússola, procuramos aprimorá-la e não nos castigamos por erros de pilotagem, mas, ao contrário, aprendemos com eles. Se equilibramos a incerteza e a confiança encontraremos o melhor trilho.
Em verdade vos digo que viver significa estar de olhos bem abertos, aceitar as escolhas que outrora tomámos, enfrentar decisões contraditórias, sentir que estamos realizados e em paz. É constatar que, mesmo em situações precárias, avançamos na compreensão de nós mesmos, de tudo o que nos rodeia e nos sentimos mais confiantes e mais vivos do que nunca.
Eu estou vivendo… E tu?

Primeira Vitória na Liga Europeia


Candelária goleou os alemães do Cronenberg.

As competições europeias voltaram na noite de hoje ao pavilhão da escola Cardeal Costa Nunes, frente a frente estiveram as equipas do Candelária e do Cronenberg em jogo respeitante á 2ªjornada da Liga Europeia.
Depois de ter sofrido uma derrota pesada em Igualada na 1ªjornada da competição, os picarotos redimiram-se em casa batendo os alemães do Cronenberg por cinco bolas a zero. A equipa forasteira não teve argumentos para surpreender os pupilos de Pedro Nunes que foram superiores durante toda a partida.
Os verde e brancos estiveram muito bem defensivamente e no ataque o perigo era constante mostrando a sua eficácia por cinco vezes.

Árbitro: Joaquim Lopez Varela (Espanha)

Candelária: Paulo Matos, Cândido Oliveira, Pedro Afonso, Bruno Matos, Tiago Resende
Jogaram ainda: Ricardo Santos, Mauro Fernandez, Eduardo Brás, João Matos
Tr.Pedro Nunes
Golos: Bruno Matos(3), Mauro Fernandez(1), Eduardo Brás(1)

Cronenberg: Marc Berenbeck, Marcello Borcianni, Marc Wochnik, Jan Velte, Thomas Haupt
Jogaram ainda: Marc Bernardowitz
Tr.Sven Steup


Ao intervalo: 2 x 0

Resultado Final: 5 x 0


2007-11-17 / 22:47:11
Fonte: Rádio Pico

11 November, 2007

Boavista de São Mateus derrotou o Fayal Sport

Futebol Clube da Madalena "A" Venceu por 4 a 1


A Equipa "A" de Futsal Feminino Senior do Futebol Clube da Madalena venceu, hoje, por 4 a 1 a Equipa "B" do Futebol Clube da Madalena. O Jogo foi disputado no Pavilhão da Escola Cardeal Costa Nunes, e está inserido no Torneio de Abertura de Futsal da Associação de Futebol da Horta. O próximo jogo está marcado para o dia 25 de Novembro, às 10 horas, no mesmo local e entre as mesmas equipas.
Constituição da Equipa "A" do Futebol Clube da Madalena
(Fotografia) - Em cima da esquerda para a direita.
1. Rui (Delegado)
2. Sónia
3. Gina
4. Lisandra
5. Sandra
6. Lurdes
7. Luís (Treinador)
(Fotografia) - Em baixo da esquerda para a direita
1. Fátima
2. Vânia
3. Tânia
4. Ana
5. Sara

07 November, 2007

A concha


A minha casa é concha. Como os bichos

Segreguei-a de mim com paciência:

Fechada de marés, a sonhos e a lixos,

O horto e os muros só areia e ausência.


Minha casa sou eu e os meus caprichos.

O orgulho carregado de inocência

Se às vezes dá uma varanda, vence-a

O sal que os santos esboroou nos nichos.


E telhadosa de vidro, e escadarias

Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!

Lareira aberta pelo vento, as salas frias.


A minha casa... Mas é outra a história:

Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,

Sentado numa pedra de memória.


(Vitorino Nemésio)

06 November, 2007

Mãe infusa


Ainda estão por dizer
as púdicas confidências
do tempo em que era possível
ouvir as hortênsias.

No quintal de incontinente
o maracujá enlanguescia
e pedra a pedra se reconstruía
a casa infinitamente.

Teu rosto ainda não vagueava
na noite fria do retrato.
Em que desmemoriada candeia
derramaste oh mãe o azeite intacto?

Dispunhas as jóias do inverno
para a festa cálida do verão.
Por certo alguma levaste
passando-a ao fisco da morte
para que uma pérola te assinalasse
no caso que o vento espalhasse
o pólen da tua mão.

Eis-te todavia sem ossos
mas mais do que nunca infusa
em teu ovular desvelo
e eu carnalmente intrusa
pressinto que para tocar-te
enfermo de longos cabelos.

(Natália Correia)

05 November, 2007

O Indicador de Desemprego

Queixa das almas jovens censuradas


Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
E um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma duma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade.

Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos o prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência.

Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato.
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro.

Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras dos avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa história sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra para o medo.

Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Sonos vazios, despovoados
De personagens do assombro.

Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco.
Dão-nos um pente e um espelho
Para pentearmos um macaco.

Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura.

Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante.

Dão-nos um nome e um jornal,
Um avião e um violino.
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino.

Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte.
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida. Nem é a morte.


(Natália Correia)

O Palácio da Ventura


Sonho que sou um cavaleiro andante.

Por desertos, por sóis, por noite escura,

Paladino do amor, busca anelante

O palácio encantado da Ventura!


Mas já desmaio, exausto e vacilante,

Quebrada a espada já, rota a armadura...

E eis que súbito o avisto, fulgurante

Na sua pompa e aérea formusura!


Com grandes golpes bato à porta e brado:

Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...

Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!


Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...

Mas dentro encontro só, cheio de dor,

Silêncio e escuridão -- e nada mais!


(Antero de Quental)

26 October, 2007

Não ter Tempo


"Deus pede estrita conta do meu tempo,
e eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta, falta o tempo,
o tempo me foi dado, e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
Oh, vós que tendes tempo, sem ter conta!
Não gastei vosso tempo em passatempo,
cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.
Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
quando o tempo chegar, de prestar conta,
chorarão, como eu, o não ter tempo."

(Frei António das Chagas, Meados do século XVII)

Pensamento do Dia


"Não há nada de nobre em sermos superiores ao próximo. A verdadeira nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes."

(Autor desconhecido)

22 October, 2007

Que Deus a Perdoe. Se Conseguir.

A mulher acusada de matar a pontapé a filha de dois anos, em Monção, conhece quarta-feira a sentença do tribunal, que pode chegar aos 25 anos de prisão, mas que poderá também não exceder os cinco anos.

Se o colectivo de juízes imputar à arguida o crime de homicídio qualificado, a moldura penal a aplicar variará entre os 12 e os 25 anos mas se der como provado que se tratou de homicídio por negligência a pena poderá ficar-se pelos três anos (negligência simples) ou, no máximo, ascender a cinco anos (negligência grosseira).

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu 16 anos de prisão para a arguida, imputando-lhe o crime de homicídio por negligência, com dolo eventual.

O advogado de defesa, Mota Vieira, defendeu a tese de homicídio por negligência, «grosseira ou não», e sustentou que «uma pena para além dos cinco anos de prisão é mais do que exagerada» e, como tal, será objecto de recurso.

Segundo o magistrado do MP, a mãe, de 25 anos, não terá tido intenção de matar a filha mas «tinha consciência» de que ao desferir-lhe dois pontapés no abdómen, uma zona vital, lhe poderia causar «lesões irreversíveis» e, eventualmente, a morte.

Considerou como atenuantes para a arguida as carências do seu agregado familiar, a sua imaturidade, os quatro filhos que tinha a seu cargo e a «ausência» do marido, que saía de casa de manhã bem cedo e apenas regressava já de noite.

Ressalvou, no entanto, que, de acordo com o relatório social elaborado pelo Instituto de Reinserção Social de Viseu, os quatro filhos «não nasceram por acaso», antes foram «assumidos e queridos pelos pais».

«Se os assumiram, depois tinham de cuidar deles», referiu.

A ausência de antecedentes criminais e o facto de durante o julgamento ter manifestado «algum arrependimento» são outras atenuantes da mãe.

No entanto, o MP sublinhou que se está perante um crime «muito grave», tanto mais que na sua origem terá estado um motivo «fútil e frívolo», relacionado com o facto de a criança, Sara, ter entornado na roupa o leite que estava a beber pelo biberão.

Aludiu ainda à «frieza» da arguida e ao «distanciamento» que durante o julgamento manifestou em relação à filha, a quem sempre tratou por «pequena Sara».

O facto de ser mãe da vítima e de esta ser uma criança «frágil e perfeitamente indefesa» foram outros factores que levaram o MP a «qualificar» o crime de homicídio.

O advogado de defesa, Mota Vieira, disse que não foi provado que a mãe tivesse agredido a filha com dois pontapés, sublinhando que as duas lesões detectadas poderiam ter sido provocadas por um único golpe.

Acrescentou que não foi possível apurar qual teria sido o móbil do crime, o que, em sua opinião, seria «fundamental» para o julgamento do caso.

Sara morreu a 27 de Dezembro de 2006 em Mazedo, Monção, tendo a autópsia ao corpo da menina revelado lesões traumáticas significativas «a diversos níveis» que foram responsáveis pela morte.

Numa primeira fase, a mãe alegara que as lesões se ficaram a dever a duas quedas que a criança teria dado nas escadas do prédio onde vivia mas entretanto, durante o julgamento, assumiu que lhe deu um pontapé «de raspão», na zona abdominal, depois de ela ter entornado o leite do biberão.

Disse que ficou nervosa porque não tinha em casa gás para aquecer mais leite nem mais comida para dar à filha mas ressalvou que a intenção era acertar-lhe «no rabo», o que não aconteceu porque a criança se virou «de repente», acabando por ser atingida na zona do fígado, provocando-lhe uma lesão fatal.

Sara estava referenciada desde 2005 pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJR) de Viseu, distrito de onde os pais são naturais, mas apenas por negligência familiar, não havendo quaisquer indícios de maus-tratos.

Entretanto, os pais foram viver para Monção e a CPCJR «perdeu-lhe o rasto» até 4 de Dezembro, dia em que a educadora do infantário que ela começou a frequentar naquele concelho alertou para o facto de a menina aparecer na escola com hematomas no corpo e sempre «cheia de fome e mal agasalhada».

No julgamento, a responsável da CPCJR de Monção admitiu que, «se calhar», estas denúncias, na altura, «não foram devidamente valorizadas».

O advogado de defesa foi particularmente cáustico em relação a estas comissões que sinalizaram a Sara tanto em Viseu como em Monção, acusando-as de nada terem feito para evitar a tragédia.

«Há muita treta das instituições públicas mas quando é para agir, zero», referiu, nas alegações finais.

Após a morte da Sara, a Segurança Social retirou aos pais a tutela dos seus outros três filhos, entregando-os a uma família de acolhimento.

In. Diário Digital / Lusa

23-10-2007 8:05:00
NOTA: Como é que é possível uma mãe assassinar brutalmente, ao pontapé, uma filha? Um bebé que carregou dentro de si durante, aproximadamente, nove meses.
Em verdade vos digo que jamais vou compreender estas mulheres. E digo mulheres, porque mães decerto não o são, já que uma mãe ama e protege o seu bebé com unhas e dentes. Uma mãe acorda várias vezes durante a noite só para se certificar que o seu bebé está respirando. Uma mãe alimenta, em primeiro lugar, o seu bebé, e só depois se alimenta. Uma mãe prefere passar frio e ter o seu bebé agasalhado. Uma mãe dá a sua própria vida pelo seu bebé se assim for necessário.
Eu sou mãe de dois lindos bebés. E como mãe vou amar e proteger os meus bebés, contra tudo e contra todos, durante o resto da minha vida.

Tenho dito!

16 October, 2007

Confia en mi amor


Duda la luz de los astros,

De ése el sol tiene calor,

Incluso duda la verdad,

Pero confía en mi amor.


William Shakespeare

May it be



Intérprete: Lisa Kelly (Celtic Woman)

E Por Vezes


E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos.

(David Mourão-Ferreira)

Lágrima


Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de te querer tanto

Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim um castigo
Não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo

Se considero
Que um dia hei-de morrer
No desespero
Que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chão
Estendo o meu xaile
E deixo-me adormecer

Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Uma Lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegria
Me deixaria matar.

(Amália Rodrigues)

15 October, 2007

Amei-vos uns aos outros

Caríssimos Irmãos, há dias na nossa vida em que a falta de um amigo é maior do que tantas outras coisas que julgamos importantes, ou àquelas que dedicamos tempo e energia, até porque existem amigos que são mais chegados do que um irmão. E, sem dúvida, a amizade é algo extraordinariamente importante na vida de qualquer um. Pois temos necessidade de alguém em quem podemos confiar os nossos segredos, compartilhar as tristezas, alegrias, sonhos, conversar meramente, sem pauta previamente estabelecida; alguém com quem não precisamos usar de formalidades ou artificialidades, pois nos aceita como somos e não espera que sejamos sobre-humanos; alguém que ajuda a carregar os fardos que acumulamos ao longo da nossa vida. Todavia, podemos observar que amizade verdadeira é algo a ser cultivado, porque não se encontra a todo o momento ou em qualquer lugar. É muito mais raro do que se deseja. Quem tem uma vida saudável, certamente é alguém que tem amigos. Quem não os tem, sofre. Em verdade vos digo que a arte de cultivar amizades tem muito que se lhe diga e não é para qualquer um, pois uma verdadeira amizade é construída no chão do amor que não espera retorno. Onde se ama por amar. A Amizade não é, ou pelo menos não deveria ser, um tipo de investimento no mercado financeiro que aguarda lucro a pequeno, médio ou longo prazo, nem tão pouco um mesquinho jogo de interesses.
Todos sabemos que fazer e manter amigos traduz, sem dúvida, saúde à alma e ao coração. Contudo, quantos de nós estamos dispostos, simplesmente a amar, mesmo correndo o risco de não sermos amados. Quantos de nós estamos dispostos a fazer o que Jesus fez, já que sabendo, à priori, da possibilidade de ser traído, não usou de estratagemas ou hipocrisias para autodefesa. Foi atraiçoado, negado e abandonado no momento mais crítico. Quando precisava de companhia na angústia da noite de vigília, os amigos não atenderam ao seu chamado para acompanhá-Lo em oração, visto que dormiam. Quando Judas, o traidor, vem para entregá-Lo aos soldados, com um beijo, Jesus o chama de amigo. Quando encontra Pedro, depois deste tê-Lo negado, ainda lhe dá um voto de confiança e restabelece a normalidade, tanto da comunhão quanto da tarefa privilegiada de continuidade da Sua obra.
Amigo confia, continua amigo e não muda de opinião consoante a direcção do vento ou da posição do Sol. Seguindo a vida de Jesus um pouco mais de perto, vemos que para alguém ser Seu amigo não precisava ser perfeito, mas que estivesse disposto a estar ao Seu lado. Pois, Ele não trazia nenhum tipo de ilusão a respeito da natureza humana. Por isso não se abalou quando nos momentos mais agudos de solidão e angústia se viu sozinho.
Creio, sinceramente, que quando o amigo falta, é como se nos faltasse o chão. Quando somos traídos, a ferida corrói de forma penosa e devastadora. Mas, quando dependemos de Deus e fazemos Dele a nossa força, somos sempre seres que atraem amizades, mas que não dependem da reciprocidade delas para a estabilidade plena. Actualmente, faço do Senhor a minha força e esperança. Agindo assim, torno-me como uma árvore plantada junto a um ribeiro de água, cuja folhagem não murcha e os frutos são dados na estação apropriada. Árvore assim avoca gente para sua sombra. Só quem tem ilusões a respeito do ser humano e o coloca no lugar de Deus é que sofre decepções e amarguras na vida. Eu, graças a Deus, não padeço desse mal.
E que assim seja!
“Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros.” (João 15:17)

14 October, 2007

Quem pode dizer...



NOTA: Há quem diz que podemos conhecer uma determinada pessoa pelos seus gostos musicais e cinematográficos. Pois bem, na categoria musical a minha escolha é “Only Time”, e na categoria cinematográfica a minha escolha é “Sweet November”.

13 October, 2007

06 October, 2007

Milho





"O milho pertence ao grupo das angiospermas, ou seja produz as sementes no fruto. A planta do milho chega a uma altura de 2,5 metros, embora haja variedades bem mais baixas. O caule tem aparência de bambu, e as juntas estão geralmente a 50 centímetros de distância umas das outras.
A fixação da
raiz é relativamente fraca. A espiga é cilíndrica, e costuma nascer na metade da altura da planta.
Os grãos são do tamanho de
ervilhas, e estão dispostos em fileiras regulares presas no sabugo, que formam a espiga. Eles têm dimensões, peso e textura variáveis. Cada espiga contém de duzentos a quatrocentos grãos.
Dependendo da espécie, os grãos têm cores variadas, podendo ser amarelos,
brancos, vermelhos, azuis ou marrons. O núcleo da semente tem um pericarpo que é utilizado como revestimento."

In. Wikipédia

02 October, 2007

A Esperança...


"A esperança adquire-se. Chega-se à esperança através da verdade, pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora."


(Georges Bernanos)

01 October, 2007

Ser alegre não é fácil...


"A alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um acto de vontade."

(Gaston Courtois)

É urgente motivar os jovens para o folclore...

Foto: Rádio Pico

Grupo Folclórico e Etnográfico Ilha Morena comemorou o seu vigésimo terceiro aniversário.

O Grupo Folclórico e Etnográfico Ilha Morena da casa do povo de São Mateus fundado a 20 de Setembro de 1984 e constituído por cerca de 40 elementos comemorou os seus 23 anos de existência.
Laura Isabel, presidente do grupo folclórico, informou, no grande jornal da Rádio Pico, que o grupo carece neste momento de homens bailadores e de tocadores. O grupo muitas vezes é “criticado pela forma positiva e negativa, não pela qualidade mas por serem diferentes” afirmou. O Ilha Morena tem como objectivos “exemplificar os quatro momentos fundamentais da vida de um povo, a terra, o mar, a romaria e a folga”, despertando assim a atenção das pessoas.
Por outro lado declarou que anteriormente o grupo Ilha Morena pensou em “comprar um espaço rural etnográfico para mostrar o que tem, mas acabou por não ser concretizado”. No entanto desafia agora a casa do povo e outras instituições da freguesia a explorarem esta iniciativa. Justificou dizendo que “cada vez mais os turistas estão a procurar estes aspectos culturais”.
Segundo Laura Isabel a maioria dos bailes que o grupo actua são recolhas de cancioneiros e de populares. Acrescentou que embora vários grupos da ilha actuem o mesmo número existe diferenças quer na letra quer na música, essas diferenças associam-se ao “ver numa freguesia e levar para outra”.
A presidente do grupo folclórico teme agora o futuro do Ilha Morena porque “em 1984 havia força de vontade e garra. Hoje em dia essas características faltam e são fundamentais”. “É urgente motivar os jovens para o folclore porque se há escolas de música também devia existir escolas de folclore” opinou Laura Isabel.
Laura Isabel disse que os mais recentes trabalhos do grupo, o CD e o DVD, foram difíceis de realizar, o DVD demonstra uma viagem no tempo. Como se chega a Madalena e a viagem da Madalena até São Mateus. Existe também uma voz off que descreve o passado da ilha e do grupo.
Como mensagem final, a presidente acredita que o Grupo Folclórico Ilha Morena da casa do povo de São Mateus “tem pernas para andar, mas necessita de reciclagem”.

Boavista pescou três pontos em Rabo de Peixe

Foto: Rádio Pico

Boavista consegue os seus primeiros três pontos na Série Açores

Boavista conseguiu rectificar os últimos desaires consecutivos com uma vitória fora de portas frente ao Rabo de Peixe.
Num jogo com pouca história as defesas a levaram a melhor sobre os ataques. A equipa visitante entrou a tentar surpreender a turma da casa, aproveitando o vento a seu favor para procurar lançar os seus atacantes com bolas nas costas da defensiva local. Por sua vez, o Rabo de Peixe procurava chegar ao ataque com perigo, mas esbarravam sempre na bem escalonada defensiva dos homens do Pico que chegaram ao golo depois de uma boa triangulação do seu meio-campo, o esférico surgiu à frente de António Macedo que rematou e Rui Manuel na tentativa de desviar a bola, esta ressaltou na sua perna e passou por cima de Bruno Andrade, fazendo assim o único golo do jogo.
Ficha técnica
Árbitro: Luís Estrela (AF Lisboa).
Auxiliares: Cláudio Maroto e Hugo Proença.
Rabo de Peixe: Bruno Andrade; Paulinho, Gonçalves, Rui Manuel e José Manuel; Raposeiro (Luís Flor, 70), Ia Ia e Jorge Cabral (Nelson Vieira, 45); Lelé, Aurínio (Vitinha, 45) e Mauro.
Treinador: Jaime Vieira.
Boavista: Igor; Manuel Vitorino, Parreira, Nuno Alves e Rui Oliveira; Marco Jorge, Narciso e Hélder Botelho (Márcio Lima, 73); Lourenço (Paulo Pereira, 55), Ivo Rosa e António Macedo (José Cardoso, 90).
Treinador: José António Jorge
Ao intervalo: 0-1.
Marcador: Rui Manuel (31 pb).
Disciplina: cartão amarelo para Hélder Botelho (6), Ia Ia (21), António Macedo (88) e Paulo Parreira (90+4).