26 October, 2007

Pensamento do Dia


"Não há nada de nobre em sermos superiores ao próximo. A verdadeira nobreza consiste em sermos superiores ao que éramos antes."

(Autor desconhecido)

22 October, 2007

Que Deus a Perdoe. Se Conseguir.

A mulher acusada de matar a pontapé a filha de dois anos, em Monção, conhece quarta-feira a sentença do tribunal, que pode chegar aos 25 anos de prisão, mas que poderá também não exceder os cinco anos.

Se o colectivo de juízes imputar à arguida o crime de homicídio qualificado, a moldura penal a aplicar variará entre os 12 e os 25 anos mas se der como provado que se tratou de homicídio por negligência a pena poderá ficar-se pelos três anos (negligência simples) ou, no máximo, ascender a cinco anos (negligência grosseira).

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu 16 anos de prisão para a arguida, imputando-lhe o crime de homicídio por negligência, com dolo eventual.

O advogado de defesa, Mota Vieira, defendeu a tese de homicídio por negligência, «grosseira ou não», e sustentou que «uma pena para além dos cinco anos de prisão é mais do que exagerada» e, como tal, será objecto de recurso.

Segundo o magistrado do MP, a mãe, de 25 anos, não terá tido intenção de matar a filha mas «tinha consciência» de que ao desferir-lhe dois pontapés no abdómen, uma zona vital, lhe poderia causar «lesões irreversíveis» e, eventualmente, a morte.

Considerou como atenuantes para a arguida as carências do seu agregado familiar, a sua imaturidade, os quatro filhos que tinha a seu cargo e a «ausência» do marido, que saía de casa de manhã bem cedo e apenas regressava já de noite.

Ressalvou, no entanto, que, de acordo com o relatório social elaborado pelo Instituto de Reinserção Social de Viseu, os quatro filhos «não nasceram por acaso», antes foram «assumidos e queridos pelos pais».

«Se os assumiram, depois tinham de cuidar deles», referiu.

A ausência de antecedentes criminais e o facto de durante o julgamento ter manifestado «algum arrependimento» são outras atenuantes da mãe.

No entanto, o MP sublinhou que se está perante um crime «muito grave», tanto mais que na sua origem terá estado um motivo «fútil e frívolo», relacionado com o facto de a criança, Sara, ter entornado na roupa o leite que estava a beber pelo biberão.

Aludiu ainda à «frieza» da arguida e ao «distanciamento» que durante o julgamento manifestou em relação à filha, a quem sempre tratou por «pequena Sara».

O facto de ser mãe da vítima e de esta ser uma criança «frágil e perfeitamente indefesa» foram outros factores que levaram o MP a «qualificar» o crime de homicídio.

O advogado de defesa, Mota Vieira, disse que não foi provado que a mãe tivesse agredido a filha com dois pontapés, sublinhando que as duas lesões detectadas poderiam ter sido provocadas por um único golpe.

Acrescentou que não foi possível apurar qual teria sido o móbil do crime, o que, em sua opinião, seria «fundamental» para o julgamento do caso.

Sara morreu a 27 de Dezembro de 2006 em Mazedo, Monção, tendo a autópsia ao corpo da menina revelado lesões traumáticas significativas «a diversos níveis» que foram responsáveis pela morte.

Numa primeira fase, a mãe alegara que as lesões se ficaram a dever a duas quedas que a criança teria dado nas escadas do prédio onde vivia mas entretanto, durante o julgamento, assumiu que lhe deu um pontapé «de raspão», na zona abdominal, depois de ela ter entornado o leite do biberão.

Disse que ficou nervosa porque não tinha em casa gás para aquecer mais leite nem mais comida para dar à filha mas ressalvou que a intenção era acertar-lhe «no rabo», o que não aconteceu porque a criança se virou «de repente», acabando por ser atingida na zona do fígado, provocando-lhe uma lesão fatal.

Sara estava referenciada desde 2005 pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJR) de Viseu, distrito de onde os pais são naturais, mas apenas por negligência familiar, não havendo quaisquer indícios de maus-tratos.

Entretanto, os pais foram viver para Monção e a CPCJR «perdeu-lhe o rasto» até 4 de Dezembro, dia em que a educadora do infantário que ela começou a frequentar naquele concelho alertou para o facto de a menina aparecer na escola com hematomas no corpo e sempre «cheia de fome e mal agasalhada».

No julgamento, a responsável da CPCJR de Monção admitiu que, «se calhar», estas denúncias, na altura, «não foram devidamente valorizadas».

O advogado de defesa foi particularmente cáustico em relação a estas comissões que sinalizaram a Sara tanto em Viseu como em Monção, acusando-as de nada terem feito para evitar a tragédia.

«Há muita treta das instituições públicas mas quando é para agir, zero», referiu, nas alegações finais.

Após a morte da Sara, a Segurança Social retirou aos pais a tutela dos seus outros três filhos, entregando-os a uma família de acolhimento.

In. Diário Digital / Lusa

23-10-2007 8:05:00
NOTA: Como é que é possível uma mãe assassinar brutalmente, ao pontapé, uma filha? Um bebé que carregou dentro de si durante, aproximadamente, nove meses.
Em verdade vos digo que jamais vou compreender estas mulheres. E digo mulheres, porque mães decerto não o são, já que uma mãe ama e protege o seu bebé com unhas e dentes. Uma mãe acorda várias vezes durante a noite só para se certificar que o seu bebé está respirando. Uma mãe alimenta, em primeiro lugar, o seu bebé, e só depois se alimenta. Uma mãe prefere passar frio e ter o seu bebé agasalhado. Uma mãe dá a sua própria vida pelo seu bebé se assim for necessário.
Eu sou mãe de dois lindos bebés. E como mãe vou amar e proteger os meus bebés, contra tudo e contra todos, durante o resto da minha vida.

Tenho dito!

16 October, 2007

Confia en mi amor


Duda la luz de los astros,

De ése el sol tiene calor,

Incluso duda la verdad,

Pero confía en mi amor.


William Shakespeare

May it be



Intérprete: Lisa Kelly (Celtic Woman)

E Por Vezes


E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos.

(David Mourão-Ferreira)

Lágrima


Cheia de penas
Cheia de penas me deito
E com mais penas me levanto
No meu peito
Já me ficou no meu peito
Este jeito
O jeito de te querer tanto

Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim um castigo
Não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo

Se considero
Que um dia hei-de morrer
No desespero
Que tenho de te não ver
Estendo o meu xaile
Estendo o meu xaile no chão
Estendo o meu xaile
E deixo-me adormecer

Se eu soubesse
Se eu soubesse que morrendo
Tu me havias
Tu me havias de chorar
Uma Lágrima
Por uma lágrima tua
Que alegria
Me deixaria matar.

(Amália Rodrigues)

15 October, 2007

Amei-vos uns aos outros

Caríssimos Irmãos, há dias na nossa vida em que a falta de um amigo é maior do que tantas outras coisas que julgamos importantes, ou àquelas que dedicamos tempo e energia, até porque existem amigos que são mais chegados do que um irmão. E, sem dúvida, a amizade é algo extraordinariamente importante na vida de qualquer um. Pois temos necessidade de alguém em quem podemos confiar os nossos segredos, compartilhar as tristezas, alegrias, sonhos, conversar meramente, sem pauta previamente estabelecida; alguém com quem não precisamos usar de formalidades ou artificialidades, pois nos aceita como somos e não espera que sejamos sobre-humanos; alguém que ajuda a carregar os fardos que acumulamos ao longo da nossa vida. Todavia, podemos observar que amizade verdadeira é algo a ser cultivado, porque não se encontra a todo o momento ou em qualquer lugar. É muito mais raro do que se deseja. Quem tem uma vida saudável, certamente é alguém que tem amigos. Quem não os tem, sofre. Em verdade vos digo que a arte de cultivar amizades tem muito que se lhe diga e não é para qualquer um, pois uma verdadeira amizade é construída no chão do amor que não espera retorno. Onde se ama por amar. A Amizade não é, ou pelo menos não deveria ser, um tipo de investimento no mercado financeiro que aguarda lucro a pequeno, médio ou longo prazo, nem tão pouco um mesquinho jogo de interesses.
Todos sabemos que fazer e manter amigos traduz, sem dúvida, saúde à alma e ao coração. Contudo, quantos de nós estamos dispostos, simplesmente a amar, mesmo correndo o risco de não sermos amados. Quantos de nós estamos dispostos a fazer o que Jesus fez, já que sabendo, à priori, da possibilidade de ser traído, não usou de estratagemas ou hipocrisias para autodefesa. Foi atraiçoado, negado e abandonado no momento mais crítico. Quando precisava de companhia na angústia da noite de vigília, os amigos não atenderam ao seu chamado para acompanhá-Lo em oração, visto que dormiam. Quando Judas, o traidor, vem para entregá-Lo aos soldados, com um beijo, Jesus o chama de amigo. Quando encontra Pedro, depois deste tê-Lo negado, ainda lhe dá um voto de confiança e restabelece a normalidade, tanto da comunhão quanto da tarefa privilegiada de continuidade da Sua obra.
Amigo confia, continua amigo e não muda de opinião consoante a direcção do vento ou da posição do Sol. Seguindo a vida de Jesus um pouco mais de perto, vemos que para alguém ser Seu amigo não precisava ser perfeito, mas que estivesse disposto a estar ao Seu lado. Pois, Ele não trazia nenhum tipo de ilusão a respeito da natureza humana. Por isso não se abalou quando nos momentos mais agudos de solidão e angústia se viu sozinho.
Creio, sinceramente, que quando o amigo falta, é como se nos faltasse o chão. Quando somos traídos, a ferida corrói de forma penosa e devastadora. Mas, quando dependemos de Deus e fazemos Dele a nossa força, somos sempre seres que atraem amizades, mas que não dependem da reciprocidade delas para a estabilidade plena. Actualmente, faço do Senhor a minha força e esperança. Agindo assim, torno-me como uma árvore plantada junto a um ribeiro de água, cuja folhagem não murcha e os frutos são dados na estação apropriada. Árvore assim avoca gente para sua sombra. Só quem tem ilusões a respeito do ser humano e o coloca no lugar de Deus é que sofre decepções e amarguras na vida. Eu, graças a Deus, não padeço desse mal.
E que assim seja!
“Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros.” (João 15:17)

14 October, 2007

Quem pode dizer...



NOTA: Há quem diz que podemos conhecer uma determinada pessoa pelos seus gostos musicais e cinematográficos. Pois bem, na categoria musical a minha escolha é “Only Time”, e na categoria cinematográfica a minha escolha é “Sweet November”.

13 October, 2007

06 October, 2007

Milho





"O milho pertence ao grupo das angiospermas, ou seja produz as sementes no fruto. A planta do milho chega a uma altura de 2,5 metros, embora haja variedades bem mais baixas. O caule tem aparência de bambu, e as juntas estão geralmente a 50 centímetros de distância umas das outras.
A fixação da
raiz é relativamente fraca. A espiga é cilíndrica, e costuma nascer na metade da altura da planta.
Os grãos são do tamanho de
ervilhas, e estão dispostos em fileiras regulares presas no sabugo, que formam a espiga. Eles têm dimensões, peso e textura variáveis. Cada espiga contém de duzentos a quatrocentos grãos.
Dependendo da espécie, os grãos têm cores variadas, podendo ser amarelos,
brancos, vermelhos, azuis ou marrons. O núcleo da semente tem um pericarpo que é utilizado como revestimento."

In. Wikipédia

02 October, 2007

A Esperança...


"A esperança adquire-se. Chega-se à esperança através da verdade, pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Para encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora."


(Georges Bernanos)

01 October, 2007

Ser alegre não é fácil...


"A alegria adquire-se. É uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um acto de vontade."

(Gaston Courtois)

É urgente motivar os jovens para o folclore...

Foto: Rádio Pico

Grupo Folclórico e Etnográfico Ilha Morena comemorou o seu vigésimo terceiro aniversário.

O Grupo Folclórico e Etnográfico Ilha Morena da casa do povo de São Mateus fundado a 20 de Setembro de 1984 e constituído por cerca de 40 elementos comemorou os seus 23 anos de existência.
Laura Isabel, presidente do grupo folclórico, informou, no grande jornal da Rádio Pico, que o grupo carece neste momento de homens bailadores e de tocadores. O grupo muitas vezes é “criticado pela forma positiva e negativa, não pela qualidade mas por serem diferentes” afirmou. O Ilha Morena tem como objectivos “exemplificar os quatro momentos fundamentais da vida de um povo, a terra, o mar, a romaria e a folga”, despertando assim a atenção das pessoas.
Por outro lado declarou que anteriormente o grupo Ilha Morena pensou em “comprar um espaço rural etnográfico para mostrar o que tem, mas acabou por não ser concretizado”. No entanto desafia agora a casa do povo e outras instituições da freguesia a explorarem esta iniciativa. Justificou dizendo que “cada vez mais os turistas estão a procurar estes aspectos culturais”.
Segundo Laura Isabel a maioria dos bailes que o grupo actua são recolhas de cancioneiros e de populares. Acrescentou que embora vários grupos da ilha actuem o mesmo número existe diferenças quer na letra quer na música, essas diferenças associam-se ao “ver numa freguesia e levar para outra”.
A presidente do grupo folclórico teme agora o futuro do Ilha Morena porque “em 1984 havia força de vontade e garra. Hoje em dia essas características faltam e são fundamentais”. “É urgente motivar os jovens para o folclore porque se há escolas de música também devia existir escolas de folclore” opinou Laura Isabel.
Laura Isabel disse que os mais recentes trabalhos do grupo, o CD e o DVD, foram difíceis de realizar, o DVD demonstra uma viagem no tempo. Como se chega a Madalena e a viagem da Madalena até São Mateus. Existe também uma voz off que descreve o passado da ilha e do grupo.
Como mensagem final, a presidente acredita que o Grupo Folclórico Ilha Morena da casa do povo de São Mateus “tem pernas para andar, mas necessita de reciclagem”.

Boavista pescou três pontos em Rabo de Peixe

Foto: Rádio Pico

Boavista consegue os seus primeiros três pontos na Série Açores

Boavista conseguiu rectificar os últimos desaires consecutivos com uma vitória fora de portas frente ao Rabo de Peixe.
Num jogo com pouca história as defesas a levaram a melhor sobre os ataques. A equipa visitante entrou a tentar surpreender a turma da casa, aproveitando o vento a seu favor para procurar lançar os seus atacantes com bolas nas costas da defensiva local. Por sua vez, o Rabo de Peixe procurava chegar ao ataque com perigo, mas esbarravam sempre na bem escalonada defensiva dos homens do Pico que chegaram ao golo depois de uma boa triangulação do seu meio-campo, o esférico surgiu à frente de António Macedo que rematou e Rui Manuel na tentativa de desviar a bola, esta ressaltou na sua perna e passou por cima de Bruno Andrade, fazendo assim o único golo do jogo.
Ficha técnica
Árbitro: Luís Estrela (AF Lisboa).
Auxiliares: Cláudio Maroto e Hugo Proença.
Rabo de Peixe: Bruno Andrade; Paulinho, Gonçalves, Rui Manuel e José Manuel; Raposeiro (Luís Flor, 70), Ia Ia e Jorge Cabral (Nelson Vieira, 45); Lelé, Aurínio (Vitinha, 45) e Mauro.
Treinador: Jaime Vieira.
Boavista: Igor; Manuel Vitorino, Parreira, Nuno Alves e Rui Oliveira; Marco Jorge, Narciso e Hélder Botelho (Márcio Lima, 73); Lourenço (Paulo Pereira, 55), Ivo Rosa e António Macedo (José Cardoso, 90).
Treinador: José António Jorge
Ao intervalo: 0-1.
Marcador: Rui Manuel (31 pb).
Disciplina: cartão amarelo para Hélder Botelho (6), Ia Ia (21), António Macedo (88) e Paulo Parreira (90+4).

28 September, 2007

EU...


Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,

Sou a irmã do Sonho, e desta sorte

Sou a crucificada... a dolorida...


Sombra de névoa ténue e esvaecida,

E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!...


Sou aquela que passa e ninguém vê...

Sou a que chamam triste sem o ser...

Sou a que chora sem saber porquê...


Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo p'ra me ver,

E que nunca na vida me encontrou!


Florbela Espanca, In. Livro de Mágoas

27 September, 2007

Chicotada Psicológica no Boavista

Após um início de época atribulado para a equipa de São Mateus, estreante na III Divisão Série Açores, eis que surge a chicotada psicológica no clube.
Fernando Teixeira deixou o cargo amigavelmente após reunião com Manuel Furtado, presidente do Boavista, que explica que esta rescisão de contrato aconteceu em virtude de “melhores possibilidades de qualificação e de arranjar uma cara nova que motivasse os jogadores de uma forma diferente”.
Vítor Moía, de 47 anos e com um vasto currículo (ex: Oriental, Atlético, Mafra), assina o contrato, com duração de uma época, na terça-feira assistindo este domingo, em São Miguel, ao jogo entre o Rabo de Peixe e o Boavista.
Segundo Manuel Furtado “a equipa precisa ainda de um médio ala esquerdo mas o novo técnico é que dirá”.
Fonte: Rádio Pico

Na Ponta do Pico


23 September, 2007

Montanha do Pico


Esta é, de facto, a mais bela montanha do mundo.

Amigos são...


Amigos são flores...


Amigos são poemas...


Como flores, devem ser cultivadas com carinho e dedicação, para que as tempestades da vida não esfacelem as suas pétalas e para que possamos ter o seu perfume em todas as estações.


Como poemas, devem ser sentidos nas fibras mais subtis da alma, com respeito e gratidão, para que sejam a melodia risonha a embalar as nossas horas em todos os períodos do ano.

22 September, 2007

Síndroma do Coitadinho (Doença Comum nos Seres Humanos)

Caríssimos amigos, já ouviram falar do “Síndroma do Coitadinho”? Pois é... segundo sei, por experiência própria, existe imensa gente nesta situação de misericórdia, pessimismo e revolta. O mais lamentável é que o “coitadinho”, na sua posição de vítima do mundo, acaba por se tornar vítima de si mesmo e da sua inquietação.
Há criaturas que não conseguem conviver com as suas próprias limitações e com as suas incapacidades. São cobradoras em excesso, e tendem a culpar tudo e todos pelos seus insucessos, arranjando desculpas esfarrapadas e justificativas para não assumirem a rédea das suas próprias vidas. Fazem questão de se auto rebaixar diante das outras pessoas – “Não faço nada direito”, “Só dou trabalho”, “A minha vida está um balbúrdia”, “Ninguém me entende”, “Não tenho sorte nenhuma” – numa forma inconsciente, ou talvez não, de culpar os outros pela sua desmesurada desgraça.
A "vítima" é aquela pessoa que, através de chantagens emotivas e subtis, coloca todos aqueles que estão à sua volta, quiçá até os próprios pais, compadecidos pela sua enorme dor. E, neste processo, naturalmente, a sua vida vai ficando cada vez pior e mais caótica. Como não descortina o seu próprio potencial e vive revoltado, o “coitadinho” desenvolve uma inveja tremenda aos que são bem sucedidos, distanciando-se cada vez mais das suas realizações. Ele sente-se incapaz de aceitar mudar e reagir – “Eu nasci assim, vou morrer assim” – a não ser que lhe comprem um carrinho.
O mais triste é que o “coitadinho”, com o seu derrotismo, suga todas as energias e o capital, claro, de quem lhe dá atenção e, em pouco tempo, já não há mais nada para os outros.
Em verdade vos digo que é deprimente, inexequível e nada saudável conviver com quem não se valoriza e não assume as suas cabeçadas, as suas escolhas e os seus caminhos.
A única forma da “vítima” sair do fundo desse abismo de emoções doentias é se perdoar pelas suas limitações e escolher aprender com as suas mágoas e crises, colocando-se no comando da sua própria existência. Creio, sinceramente, que é necessário que os “coitadinhos” deste mundo encontrem um sentido para viver, uma auto motivação para mudarem e um incentivo, vindo de dentro, para serem felizes e proporcionarem aos outros uma presença suave, divertida e bem-humorada.
Como diz o escritor Kau Mascarenhas: "Há e sempre haverá uma forma mais doce de viver. O sofrimento, no momento em que é percebido como sofrimento, já está no ponto derradeiro da sua função e precisa ser substituído por uma outra semente. Agradeça às lágrimas do passado e diga-lhes adeus. O momento agora é de focalizar os sorrisos do futuro. Há e sempre haverá uma forma mais doce de viver."

E que assim seja!
NOTA: Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

19 September, 2007

Boavista de São Mateus volta a falhar

"Marítimo da Graciosa conseguiu somar os três pontos frente a um Boavista que continua sem vencer na série Açores.

O Marítimo infligiu a segunda derrota consecutiva ao Boavista de São Mateus depois de vencer, em casa, a formação do Pico por 2-1. Num jogo nem sempre bem disputado, a luta em campo foi uma constante ao contrário dos movimentos ofensivos que não davam em nada.
O primeiro golo foi alcançado aos 21 minutos através de Osvaldo, os picarotos empataram aos 68 minutos por Narciso, em consequência de uma grande penalidade. Aos 78 minutos José Santos encontrou o caminho certo para recolocar a equipa do Maritimo em vantagem."
JORNADA II
Capelense 2-1 Rabo Peixe
Fayal 2-2 Santiago
Juv. Lajense 0-5 Praiense
U. Micaelense 3-0 Angrense
Marítimo Graciosa 2-1 Boavista São Mateus

18 September, 2007

A Leitura é um Prazer

Estimados amigos quem me conhece sabe, à priori, que sou uma mulher de gostos simples. Nunca ambiciono o impossível, quando o possível está aqui mesmo, na palma da minha mão, nunca sonho com aquilo que não tenho, sonho sim, e imensas vezes, com aquilo que tenho. Sou, acima de tudo, apaixonada por pessoas e por objectos que me fazem sorrir todos os dias, mesmo quando não tenho motivos, nem vontade para o fazer.
Uma das minhas grandes paixões sempre foi os livros. Não faço ideia como é que isso aconteceu. Paixão, ninguém explica. Só que a paixão pelos livros, ao contrário das outras, é incurável. Não muda. Dura a vida inteira.
Em verdade vos digo que, actualmente, faço questão em semear esse vírus da paixão pelos livros. Procuro contagiar o maior número de pessoas, especialmente as crianças e os adolescentes. Digo sempre que uma boa leitura muda a forma de todas as criaturas encararem a vida. A leitura abre horizontes inesperados. Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas, e o Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, são um mundo sem fim. Dá até vontade de ser um personagem. Sempre presenteei os meus filhos e os meus grandes amigos – aqueles do peito – com livros. Hoje, e infelizmente, a leitura é encarada por inúmeros jovens como algo aborrecido, até porque não dá para “abanar o capacete”. E o pior é que não existe receita para tirar das suas cabeças este pensamento, deveras, infeliz. Todavia, para mim um dos princípios básicos da leitura é o prazer.

Assim sendo, e como há uns dias a minha amiga Teresa incentivou-me a participar num desafio intitulado “Os 10 dos Livros da Minha Vida”, cá vão eles.

1. A Casa dos Espíritos “Isabel Allende”
2. O Confessor “Daniel Silva”
3. A Filha da Minha Melhor Amiga “Dorothy Koomson”
4. O Último Papa “Luís Miguel Rocha”
5. Vai Onde te Leva o Coração “Susanna Tamaro”
6. O Evangelho Segundo Jesus Cristo “José Saramago”
7. Jornada de África “Manuel Alegre”
8. Em Nome de Deus “ David Yallop”
9. Os Heróis e o Medo “Magalhães Pinto”
10.Paula “Isabel Allende”


NOTA: Tenho, li, adorei e recomendo.

13 September, 2007

Vivemos no Paraíso


"A beleza é uma carta de recomendação a curto prazo."

Autor: Lenclos, Ninon

12 September, 2007

Abelha



"Abelha é a denominação comum de vários insectos pertencentes à ordem Hymenoptera, da superfamília Apoidea, aparentados das vespas e formigas. O representante mais conhecido é a Apis mellifera, oriunda do Velho Mundo, criada em larga escala para a produção de mel."


In. Wikipédia

11 September, 2007

Boavista pela primeira vez na Série Açores


A equipa do Boavista de São Mateus estreou-se, esta tarde, na III Divisão Nacional, Série Açores, recebendo no seu reduto a equipa do União Micaelense.

Antes do apito inicial a equipa da casa recebeu o troféu de Campeão do campeonato de futebol da Associação da Horta e partiu para a sua estreia na Série Açores moralizada, controlando os primeiros 15 minutos de jogo.

Os axadrezados atacavam mas foi a equipa de São Miguel quem abriu o activo aos 17 minutos com um bom livre de Paulo Sérgio a achar Tiago sozinho que com um golpe de cabeça não desperdiçou.

Passados poucos minutos e com a equipa do Boavista a tentar reagir, Nuno Alves faz falta dentro da área sobre Minhoca e Paulo Sérgio, da marca de penalidade, não perdoou ampliando a vantagem para duas bolas a zero. Até ao intervalo pouco mais houve a registar.

No segundo tempo, Fernando Teixeira lançou em campo António Fernando e Tiago o que veio melhorar o jogo da equipa da casa e aos 10 minutos Ivo Rosa isolou-se e reduziu a vantagem para dois a um, fazendo com que a equipa volta-se a acreditar num bom resultado nesta primeira jornada.

O Boavista tentou alcançar algo mais mas o União Micaelense mostrou-se sempre muito firme defensivamente e experiente conseguindo sempre manter o resultado até ao fim da partida.


Ficha de Jogo

Árbitro: Marco Cruz
Auxiliar: Nelson Rocha
Auxiliar: Fernando Ferreira
A.F: Porto

Boavista: Igor; Vitorino; Parreira(cap); Nuno Alves; Rui Oliveira; José Artur; Ivo Rosa; Mauro; Narciso, Márcio Lima; Hélder Botelho

Suplente: Tibério; José Madeira; António Fernando; Paulo Pereira; Lourenço; Tiago; Marco

Substituições: José Artur por António Fernando(45m); Mauro por Tiago(45m); Vitorino por Marco(65m)

Tr. Fernando Teixeira

União Micaelense: Pedro Martins; Rui Costa; João Mota; Rui Melo; Miguel Alves; Miguel; Ruizinho; Tiago Silva; Rui Carvalho; Minhoca; Paulo Sérgio(cap)

Suplentes: Igor; Paulo Guedes; Samuel; Peixinho; Hélder Botelho

Substituições: Miguel Alves por Samuel(45m); Miguel por Hélder Botelho(75m); Minhoca por Peixinho(80m)

Tr. Miguel Ferreira


Resultado final: 1 x 2


1ªJornada

Santiago 2 x 2 Capelense

Praiense 3 x 1 Fayal Sport

Angrense 1 x 0 Lajense

Boavista 1 x 2 União Micaelense

Rabo de Peixe 1 x 0 Marítimo

Montanha do Pico - Açores - Portugal



Tu és uma Montanha
Existir não é mais do que crescer e ir perdendo vestes...
Nuvens, sonhos, o mar... tudo se desvanece
Mas a montanha, essa permanece eterna.
Tu és uma montanha
Que nem a mais dura das tempestades destruirá.
O teu silêncio continuará a falar-me... cada vez mais.
Contigo aprendi
Lições de humildade...
Histórias de amor imenso...
Nos teus filhos ficará a força germinante
Da terra dessa montanha que tu és...
Neles reflectirás a tua luz
E a semente do muito que te deste e que amaste.
Para eles te fortaleceste.
Em mim...
Fica reforçado tudo o que me ensinaste!
És um bem que aos poucos me assistiu.
Um marco que me contempla...
Não me desabrigues, apesar da noite.
No teu coração ri e sofri.
Contigo levas o que não recebi de ti.
Não me recusaste, Pico...
Só não desejaste, ver-me perder-te,
Entre memórias tristes.
De ti só quero tudo isto que ficou...

02 September, 2007

Senhor dá-me...


"Senhor dá-me serenidade para aceitar tudo aquilo que não pode e não deve ser mudado. Dá-me força para mudar tudo o que pode e deve ser mudado. Mas, acima de tudo, dá-me sabedoria para distinguir uma coisa da outra."


(Autor Desconhecido)

Perfeito - Pôr do Sol na Ilha do Pico


"Tudo é como é, e é perfeito. Se não é perfeito aos nossos olhos, é perfeito aos olhos de Deus."

(Autor Desconhecido)

01 September, 2007

Árvore, cujo pomo, belo e brando


"Árvore, cujo pomo, belo e brando,
natureza de leite e sangue pinta,
onde a pureza, de vergonha tinta,
está virgíneas faces imitando;

nunca da ira e do vento, que arrancando
os troncos vão, o teu injúria sinta;
nem por malícia de ar te seja extinta
a cor, que está teu fruito debuxando.

Que pois me emprestas doce e idóneo abrigo
a meu contentamento, e favoreces
com teu suave cheiro minha glória,
se não te celebrar como mereces,
cantando-te, sequer farei contigo
doce, nos casos tristes, a memória."

(Luís Vaz de Camões)

A vida perfeita

"Não é crescendo à toa,
Como as árvores, que alguém se aperfeiçoa;
Não como o roble, em pé trezentos anos,
E ser madeiro enfim, calvo, seco sem ramos.
Esse lírio de um dia,
Em Maio, tem mais valia,
Mesmo que à noite caia já sem cor:
Foi a planta da luz, era o sol a flor.

Em justas proporções a beleza se ajeita,
E só num ritmo breve é que a vida é perfeita."

(Ben Jonson)