27 August, 2007

E que seja feita a Vossa Vontade!


Coloquei, há precisamente cinco dias, um inquérito para saber a vossa opinião sobre a continuidade deste Blog, já que é um assunto bastante discutido na nossa comunidade.
Durante esses cinco dias exerceram o seu direito ao voto trinta e um (31) indivíduos. Sem nenhum voto contra o Sim foi o grande vencedor.
Agradeço o voto de confiança.

E que seja feita a Vossa vontade!

Ilha do Pico - Terra & Mar

26 August, 2007

Ilhéus - O murmúrio de uma leve brisa






“A Beleza só poderá mudar o mundo, se os homens conseguirem voltar a vê-la, mas, para a verem, terão de percorrer o longo caminho que transforma o coração de pedra em coração de carne, o caminho que elimina a opacidade do olhar, tornando-o vivo e constantemente aberto ao espanto. Esse caminho que permite que os ouvidos se ponham à escuta, rejeitem o ruído e acolham o silêncio. Acolher e esperar. Esperar com paciência que o silêncio fale com “o murmúrio de uma leve brisa”. (Primeiro Livro dos Reis, 19, 12.)”

Susanna Tamaro, In. Cada Palavra é uma Semente

24 August, 2007

E é assim que se faz o Vinho nas nossas Adegas


Amoras



"A amoreira-silvestre é composta por longos caules curvos, com espinhos curtos, levemente encurvados e aguçados. Quando os caules tocam no chão ganham frequentemente raízes laterais, dando origem a um novo pé de silva (reprodução assexuada), tornando-se uma espécie invasora persistente, colonizando vastas áreas por longos períodos. Tolera facilmente solos pobres, sendo uma das primeiras plantas a colonizar baldios e terrenos de construção abandonados. As suas folhas são palmadas, em trifólio (o limbo está dividido em três, ainda que se encontrem também divididas em cinco). As flores brancas ou rosadas, florescem de Maio a Agosto (no hemisfério norte), dando, após a frutificação, as amoras de uma cor vermelha e, depois, negra."


In. Wikipédia

22 August, 2007

A Oitava Maravilha do Mundo...




… E nem fez parte da longa lista que proclamou as 7 das Maravilhas de Portugal.

Perdoai-lhes Senhor que eles não sabem o que fazem!

19 August, 2007

Uva





"A uva (Vitis sp.) é o fruto da videira, da família das Vitaceae. É utilizada frequentemente para produzir sumo, doce (geleia), vinho e passas, podendo também ser consumida crua."

In. Wikipédia

18 August, 2007

11 August, 2007

Pico entre as 20 melhores

"Segundo a Revista Norte Americana Islands na sua edição de Agosto, a ilha do Pico está entre as 20 melhores ilhas para se viver. Na edição de hoje do Jornal do Pico, como não podia nem devia deixar de ser é dado especial destaque à notícia. A lista das 20 ilhas é a seguinte:Penang (Malasia); Utila (Honduras); Aruba (Caraíbas); St.Kitts (Antilhas); Taveuni (Fiji); Union Island (St. Vicent e Grenadines); Norfolk island (Austrália); Isla Colon (Panamá); Gozo (Malta); Carriacou (Grenadines); Dominica (Caraíbas); Pico (Açores); Éfaté (Vanuatu); Nova Zelandia, Long island (Bahamas); Big Island (Hawai); Cedar Key (Florida, EUA); Grand Cayman; Negros Oriental (Filipinas); Vieques (Porto Rico)."

" (...) O clima é considerado ameno e nebuloso e é destacada a honestidade e amabilidade das pessoas da ilha. A paisagem da Vinha património mundial da UNESCO não é esquecida mas o grande destaque vai para a montanha. "É uma ilha que dispõe dos ares mais puros do planeta" (...) o Pico é considerado uma ilha com preços acessíveis. Desde as pequenas casas de pedra. (...) o destaque dado pela "Islands" à ilha do Pico pode considerar-se bastante importante para esta parcela de arquipélago, senão mesmo um marco histórico em termos de promoção turística."


Excerto do artigo do jornalista Milton Dias, na edição de hoje do Jornal do Pico.



In. http://www.ardemares.blogspot.com/

02 August, 2007

Pico - Açores - Portugal


Foto: Sandra Lopes Amaral

Pensamento do Dia


"Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca."


(Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')

29 July, 2007

Este blog está de luto...

Ontem, dia 29 de Julho, precisamente no dia do meu aniversário, faleceu a minha tia Balbina. Por esse motivo este Blog está de luto, e permanecerá de luto durante os próximos três dias, em respeito à sua memória.

Que Deus a tenha junto a Si.

27 July, 2007

Festival Rock Sem Limite II

Local: Antigo Campo de Futebol dos Bombeiros da Madalena (Junto à Pista de Patinagem da Madalena).

Dia e Hora: 3 de Agosto às 22 horas & 4 de Agosto às 22 horas.

Organização: Produções Sem Limite

Apoios: Câmara Municipal da Madalena; Casa do Povo de São Mateus; Rádio Pico; Rádio Montanha; Jornal Ilha Maior.

Ilha do Pico - Açores



In. www.youtube.com

19 July, 2007

Deixai vir a mim as criancinhas...

Caríssimos amigos, todos nós sabemos, por experiência própria, que a época do Verão é fértil em várias festas. São momentos de júbilo que quebram a monotonia e dão altivez à vida. Nas festas saboreia-se, de forma vigorosa, a generosidade e a beleza da vida e do mundo.
As festas criam, igualmente, lugar para o encontro e para a camaradagem desprendida e livre das pessoas, fora das relações convencionais, aceleradas e competitivas de cada dia.
As portas abrem-se para as visitas que chegam, existe tempo e disposição para uma hospitalidade sincera, oferecem-se atenções redobradas aos outros, reencontram-se amizades antigas, vence-se o anonimato e o isolamento. As festas têm uma idoneidade agregadora e reunificadora da família e da comunidade. Muitos são os filhos da terra que foram viver para outros lugares, e que nesses dias se empenham em estar presentes, em gozar a alacridade do convívio e a força gregária das mesmas tradições que, outrora, deixaram. Assim, as festas tornam o sentido comunitário mais vivo e mais forte. Este é, ainda, um fruto da fé que a comunidade cristã deve levar à vida social – a convivialidade humana.
As festas asseguram a identidade de uma comunidade. As pessoas acham-se com as suas origens, recordam memórias comuns, dão-se de forma simples e simpática com os visitantes e diligenciam em mostrar aos que vêm de fora a sua melhor imagem. O nosso povo apresenta, no dia da festa, as ruas enfeitadas, procura irradiar e levar bem longe a boa nova da sua alegria pela música e pelos sinos. Num tempo de egoísmo, de desconfiança recíproca e de anonimato, devemos admirar e fomentar estes valores humanos das festas, que são também valores cristãos.
Uma dessas tão afamadas festas é aquela que é considerada a segunda maior festa dos Açores: a festa do Senhor Bom Jesus Milagroso, na nossa povoação de São Mateus.
Ainda sou do tempo em que esta era uma festa que ajuntava um aglomerado de pessoas durante três ou quatro dias, aproximadamente. Todavia, actualmente isso não acontece. E porquê? Talvez, e na minha opinião, porque as pessoas querem muito mais do que aquilo que a nossa festa tem para nos dar. Querem um programa festivo que além da componente religiosa tenha também uma componente cultural.
Caríssimos irmãos, a nossa freguesia de São Mateus é uma das poucas freguesias do nosso concelho, e quiçá da nossa ilha, que tem inúmeros grupos culturais de gigantesca qualidade. Sendo assim, não consigo perceber porque motivo esses grupos não podem actuar durante as nossas festas. Por qual é o motivo que o nosso Padre não se senta numa mesa redonda, como nos tempos do Rei Artur, com os representantes desses nossos Grupos e lhes propõe actuações durante os dias de festividade.
Tenho a certeza absoluta que o nosso grupo de Teatro “Gota de Mel”, o nosso Grupo Folclórico e Etnográfico “Ilha Morena”, a nossa Filarmónica “Lira de São Mateus”, o nosso Conjunto Musical “Sem Limite” ou até mesmo o nosso Grupo Folclórico “Crianças da Escola Primária de São Mateus”estariam disponíveis para animar todos aqueles que visitassem a nossa terra, e creio sinceramente que seriam muitos mais do que os que a vão visitar com a actual inexistência de um programa cultural.
Em verdade vos digo que a festa do Senhor Bom Jesus Milagroso deveria ser organizada por uma Comissão (aglomerado de pessoas responsáveis), previamente elegida, para elaborar um programa cultural que dignificasse a nossa festa e, sobretudo, a nossa terra. Até porque não creio que o nosso Padre tenha a capacidade ou a amabilidade de o fazer.
Amigos, vamos ser realistas, acima de tudo. Hoje em dia, são cada vez mais as pessoas que se estão a afastar da nossa Igreja. E porque será? Porque será que se contam pelos dedos das mãos e dos pés aqueles que frequentam a missa dominical na nossa Igreja? Porque será que se contam pelos dedos de uma só mão aqueles que a frequentam com menos de trinta anos? Porque será que as crianças não podem fazer um bocadinho de barulho dentro da nossa Igreja? Será que somos nós que estamos equivocados?
Acho que não. E para provar a minha anterior afirmação, em relação a uma das minhas questões, vou citar uma das mais belas frases de Jesus “ deixai vir a mim as criancinhas, pois a elas pertence o Reino dos Céus”.

E que assim seja!

14 July, 2007

Reflexões - "The End"


Em verdade vos digo que não estou preparada para a morte de ninguém. Nem para a dos meus familiares, nem para a dos meus amigos, nem para a minha – que, confesso, me provocaria um enorme transtorno. Até porque já tenho coisas planeadas para Dezembro.

Que tenha dado por isso, nunca morri, e as coisas nas quais tenho falta de experiência sempre me amedrontaram. Todavia, a morte, para mim, não é novidade.
Já passei pela amargosa dor de perda. Perda de pessoas de quem gostava e por quem tinha uma absoluta admiração.
Há bocadinho percebi que um dia, todos nós – seres humanos – vamos morrer. Ninguém fica para semente. Alguns de nós vamos chegar a velhos, meio malucos e a cheirar a chichi. Na melhor das hipóteses. Na pior, morremos já amanhã debaixo de um camião de doze rodados, ou com uma dessas enfermidades esquisitas, sem tratamento, que por aí andam. É a consciência aguda deste nosso vasto leque de opções que, hoje e agora, faz de mim uma humorista – ou uma realista.

Não sei porquê, ou até talvez saiba, mas finjo não saber, hoje deu-me para isto. Até porque a morte pode ser mais humana que a vida. É, pelo menos, mais tranquilizadora, porque a vida é bem mais difícil de compreender. Como e quando é que começou a vida? E antes desse princípio, o que é que havia? E as minhas chaves do carro, onde estão? Questões cuja resposta o ser humano não tem capacidade para compreender. Que abstracção é esse nada que havia antes do início do universo? E as minhas chaves estavam dentro do carro, mas como é que eu tranquei o carro e deixei as chaves lá dentro?

Já a morte, não deixa dúvidas. É um fim. “The end”, como no final dos filmes, quando o pessoal se levanta e sai da sala com aquela sensação de contentamento, de história fechada, de ponto final. Além de que é só nossa. É o acto mais individual da nossa vida. No nascimento, há ali muita gente ao barulho. A mãe e, quando calha, o pai. Mas a morte é pessoal. Sabemos que aquilo é um assunto que a ceifeira tem para resolver só connosco. Estamos completamente sozinhos. O que, no meu caso, será particularmente desagradável: como se não bastasse o resto, e com a sorte que tenho, ainda morro em má companhia.

E que assim seja!

27 June, 2007

Grupo Folclórico da Escola Primária de São Mateus


Não tenho palavras para descrever a alegria que senti no dia da apresentação do Grupo Folclórico da Escola Primária de São Mateus. Posso e devo, somente, dizer-vos que a actuação destas crianças foi excepcional.
Os meus Parabéns às excelentes crianças que, tão bem, dançaram. E, como não podia deixar de ser, aos grandes Professores e Ensaiadores que lhes ensinaram uma das nossas mais belas tradições.
Sei que sou suspeita ao dizer que a nossa Escola é a melhor das melhores, todavia, é essa a minha crença.
Brevemente apresentarei mais vídeos dessa sublime festa.
NOTA: Quero, desde já, agradecer ao Senhor Mário Silva, pela cedência do vídeo, e ao Senhor Manuel Luz, pelo auxílio na passagem do vídeo de cassete para CD.

26 June, 2007

Novos Baleeiros




Os Açores são um dos melhores locais do nosso planeta para os mamíferos marinhos.
Mais de 20 espécies estão identificadas! Esta riqueza faz das nove ilhas dos Açores um genuíno aquário natural, situado no meio do Atlântico, entre a Europa e a América.
Os cachalotes descobrem aqui inigualáveis condições: um santuário!
Libertas da pressão dos baleeiros, fruindo de águas translúcidas e de abundante alimento, as baleias permanecem, todo o ano, ao redor das ilhas. Este é um fundamento para explicar a ligação e a amizade que existe entre todos os açorianos e os cachalotes. Eles fazem parte da nossa herança natural, histórica e cultural. Esta ligação é tão antiga como a população, porém, fortaleceu-se a partir do aparecimento das baleeiras norte-americanas, há cerca de 200 anos.
Os açorianos aprenderam a ser baleeiros e exploraram a caça à baleia até 1987, data da morte do último cachalote.
Actualmente, as baleias continuam presentes nas nossas vidas, mas de uma forma mais excelsa e dignificante. Trata-se de uma herança, orgulhosamente, regenerada e, sobretudo, protegida.
Em verdade vos digo que os barcos continuam a sair ao sinal de “baleia à vista, baleia à vista”. Seguem em direcção aos cetáceos, guiados pelos “vigias”, indivíduos com traquejo feito ao longo dos anos que, auxiliados por eficazes binóculos, procuram incansavelmente um “bufo” sobre as águas.
A bordo o entusiasmo apodera-se da tripulação, a emoção multiplica e um só desejo é agora Rei e Senhor: o tão esperado encontro com os cachalotes e golfinhos.
O sentimento é idêntico ao do passado. Deixa todos perplexos entre o temor e o contentamento da descoberta. Era também assim a reacção dos baleeiros. Partiam para a “caça à baleia” como se fosse sempre a primeira vez, como se fosse uma verdadeira aventura.
Hoje somos nós a embarcar. Hoje nós somos os NOVOS BALEEIROS.

Tenho dito!

25 June, 2007

Proposta do Castelete


Almoço
"E que tal um almoço dos “bloguistas” do Pico?
Já somos alguns…e penso que seria interessante.
Eu sei que também aqui há divisões… (confesso que pensei bastante antes de escrever estas linhas), mas seria uma excelente oportunidade de esquecer questiúnculas que a nada conduzem. Temos um objectivo comum: defender e enaltecer a Ilha.
É sempre tempo de ultrapassar o que não importa, o supérfluo, e embora a net seja um local propício a troca de ideias, nada há como o contacto pessoal para que nos possamos conhecer melhor. Pode parecer “lírico”, mas estou convicto que não é.
Defendo que este almoço deve ser completamente aberto aos “anónimos” que diariamente comentam os “posts” e que entendam deixar de o ser. Também eles terão ensejo de “dar a cara” livre e definitivamente.
Proponho que o almoço se faça nas Lajes, mas tenham paciência, em Agosto, está bem?
Integro desde já a lista de inscrições, e fico a aguardar as vossas.
Vamos fazer deste almoço um excelente convívio!"



NOTA: Todos aqueles que quiserem participar neste almoço devem enviar um e-mail com o nome e respectivo contacto para: sla29@sapo.pt