31 December, 2006

Feliz Ano Novo

"A tua única obrigação durante toda a tua existência é seres verdadeiro para contigo próprio."

(Richard Bach)

28 December, 2006

Pensamento do Dia


"O perfume sempre perdura na mão que oferece a rosa."


(Halda Béjar)

22 December, 2006

A minha Deusa

CRISTINA LOPES AMARAL

Cada vez mais perto


Cada vez mais e mais perto

É a distância que quero chegar

Sentir o calor do teu rosto

E ver o brilho do teu olhar



Cada vez mais e mais perto

Junto do teu coração

Viver perigosamente

Essa nossa nova paixão



Cada vez mais e mais perto

Aqui ou em qualquer lugar

Estarei pensando em ti

Não deixarei de te amar



Cada vez mais e mais perto

Da minha Deusa eu quero estar

Poder tê-la nos meus braços

E eternamente me apaixonar...

Corrida dos Reis volta a animar São Mateus


"A décima sétima edição da Corrida dos Reis vai estar na estrada no próximo dia 21 de Janeiro.
Inserida no calendário Nacional de Estrada e Corta-Mato, a prova organizada pela Associação de Atletismo do Pico, vai contar com os nomes principais do atletismo nacional e vai voltar a apostar num vasto programa social.
À semelhança do que aconteceu no ano passado os atletas participantes na Corrida dos Reis vão chegar ao Pico num voo extraordinário da TAP agendado para o dia 20 de Janeiro."


In. Jornal Ilha Maior de 14 de Dezembro de 2006

17 December, 2006

Portugal também vai ter um dia 11


Nove anos depois, no dia 11 de Fevereiro de 2007, o referendo sobre a despenalização do aborto volta à sociedade portuguesa. Depois do dia 11 de Setembro nos Estados Unidos da América e do dia 11 de Março em Espanha, Portugal também vai ter direito ao seu dia 11. No fundo o tema é o mesmo: violência e morte.


"O direito à vida não deveria comportar discussões nem ser objecto de polémicas, pois representa o mais sagrado direito do homem: o direito de existir. Todos os demais direitos, direito à saúde, direito à propriedade, direito a ter e criar filhos, direito de se expressar etc., são decorrentes do direito que o homem tem de nascer."


(Prof. Humberto L. Vieira)

15 December, 2006

+ & -



Sinal +

+ A mim (risos) por ter aumentado a população habitacional da freguesia de São Mateus com o nascimento da minha menina – Cristina Lopes Amaral – no passado dia 3 do corrente mês às 14 horas e 43 minutos.

+ À Junta de Freguesia de São Mateus pelas obras realizadas, durante os derradeiros meses, em prol do desenvolvimento e do embelezamento da nossa povoação.


+ À Direcção da Casa do Povo de São Mateus pela organização do Dia das Montras. E, sobretudo, por ter ideado a nobre iniciativa de, pela primeira vez e com a coadjuvação de inúmeras crianças da Escola Primária de São Mateus e não só, compor presépios ao vivo.

+ Aos professores da Escola Primária de São Mateus, pela composição da excepcional peça de teatro com que as nossas crianças nos presentearam no passado dia 13 do corrente mês. E a todas as crianças que magnificamente galgaram o palco, e sem receios, actuaram admiravelmente.


+ Ao José António, Lisete e Cristina pela confecção do guarda-roupa e dos acessórios do teatro, dignos de um Óscar de Hollywood.

+ A todos aqueles que estiveram envolvidos na iluminação natalícia da freguesia.


Sinal –

- À falta de algumas fotografias e nomes de crianças, que também e tão bem actuaram no teatro da Escola, e que não constavam no sublime PowerPoint inaugural. Não é que estava eu, ainda debilitada pela cesariana de que fui alvo há poucos dias, com a minha máquina fotográfica analógica, artilhada com a lente de 300 (longo alcance), preparada para disparar assim que o retrato e o nome do meu menino figurasse no painel, e nada. Nada vezes nada. Posteriormente, houve alguém que teve o cuidado de me informar que só estavam mencionadas algumas crianças pois não havia tempo de apresentá-las todas. Compreendi, todavia, ainda assim creio que ou se mencionava o nome e correspondente foto de todos ou então de nenhum. E, para finalizar, interrogo-me e interrogo o estimado leitor: como é que foi efectuada essa triagem?

- Ao lixo abundantemente depositado, por criaturas de fraco espírito e pérfido sentido de limpeza, no sopé do cabeço das relvas. A continuar desta forma, mais dia, menos dia, temos uma lixeira a céu aberto em São Mateus (quiçá como aquela que havia há uns anos em São João) – É pá! Cum catano! Vai buscar!

14 December, 2006

Natal - Época de Amor

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine. E ainda que eu tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e tivesse toda a fé, até ao ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, não seria nada. E, ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse amor, nada me aproveitaria."
(Carta de S. Paulo aos Coríntios)

28 November, 2006

Sempre ALERTA para servir

No próximo dia 7 de Dezembro o Agrupamento 1219 de São Mateus perfaz 4 anos de existência. Sendo o mais novinho do Núcleo do Pico, este grupo, pertencente ao Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico Português), tem vindo a crescer aos poucos, sob a orientação do seu Chefe, Carlos Alberto da Silva.
Com o objectivo de formar bons cidadãos, pretendemos de alguma forma incutir nos nossos escuteiros o sentido da responsabilidade, o amor ao próximo e o amor a Deus e contribuir para a formação da sua personalidade, criatividade e saúde.
“Ajudar os jovens a desenvolver conhecimentos, competências práticas e atitudes que lhes permitem viver uma vida gratificante" são os lemas do escutismo que visa essencialmente a vida ao ar livre, incutindo neles o respeito pela natureza e tudo quanto nos rodeia.
Este agrupamento nasceu com 30 elementos distribuídos por duas secções, Lobitos e Exploradores, bem como 8 Dirigentes. Ao longo destes 4 anos, temos recebido alegremente muitos elementos e perdemos com tristeza alguns. Neste momento temos cerca de 50 efectivos e as quatro secções em pleno funcionamento.
Na nossa curta vivência temos participado em diversas actividades de núcleo e regionais. No verão de 2003, os nossos escuteiros integraram-se no ACARAL e ACANUC que se realizou em Santa Luzia. Em 2004 deslocamos a São Miguel cerca de 32 elementos que durante uma semana contactaram com a realidade local da Ilha Verde. Em 2005 o nosso agrupamento participou no XI JAMBOREE Açoriano que decorreu na Ilha Terceira. No Verão passado alguns dos nossos Caminheiros participaram no ROVER na Ilha das Flores. Para além destas grandes actividades, temos participado em diversas actividades de núcleo onde se reúnem escuteiros dos diversos agrupamentos da Ilha.
Para que a nossa presença nas actividades seja possível contamos com o apoio dos Pais, Câmara Municipal da Madalena, Junta de Freguesia de São Mateus, Paróquia de São Mateus, Direcção Regional da Juventude, Emprego e Formação Profissional através dos seus programas de PIAJ e MOBILIDADE, bem como pequenas actividades realizadas pelos próprios escuteiros como sorteios de cabazes e a Festa de Santo António junto ao campo de futebol.
É com grande reconhecimento que agradecemos o apoio manifestado por alguns elementos desta freguesia que, quando solicitados, mostram o seu interesse incondicional e nos prestam auxílio de uma ou outra forma, permitindo o nosso progresso e contribuindo para a formação pessoal e social dos nossos jovens escutas.
A todos os habitantes de São Mateus, uma boa “caçada”.
Sempre ALERTA para servir.

A Chefe Adjunta do 1219
Bernice Goulart



“De nada serve estar parado; não há alternativa: é o progresso ou a inércia. Avancemos com um sorriso no rosto.” (Baden Powell)

O Meu País Inventado


Está um dia bastante arrefecido, contudo, é natural pois estamos em pleno Inverno, apesar de não parecer, já que ultimamente o Sol nos tem inebriado com os seus amplos raios de transparente luminosidade.
Nestes dias de frio excessivo, sair de casa torna-se num feito atroz e numa opção deveras ousada. Pelo menos para aquelas afortunadas mulheres que, como eu, se defrontam com o término da gestação.
Sendo assim, e como sou uma pessoa de moderado, ou nulo, espírito de aventura, reservo os meus dias à lida da casa e aos livros (camaradas de longa data).
Presentemente encontro-me a descortinar “O Meu País Inventado” da brilhante escritora chilena Isabel Allende (a minha escritora preferida). No meio de incontáveis vocábulos e de inúmeras linhas, de escrita peculiar e modelar, perco-me nas minhas mais penetrantes e enérgicas imaginações.
Não seria bom se todos nós pudéssemos habitar num país inventado? Num país em que as leis e os hábitos fossem engendrados por nós, em vez de coordenarmos os nossos comportamentos conforme as leis que os outros nos impingem.
Francamente julgo que seria extraordinário.
Fantasio em um dia, quiçá não daqui a muitos anos, viver num país em que não haja qualquer espécime de distinção: social, educacional, sexual, racial, …
Venerados e perpétuos leitores podemos, fortuitamente, dizer que vivemos num país democraticamente emancipado, porém, essa tese não é de todo real, até porque actualmente não é politicamente correcto opinarmos sobre sortidos temas do nosso dia-a-dia.
Será que somos efectivamente livres para edificarmos o que queremos e bem entendemos?
Creio que não, ainda que tenhamos liberdade de pensamento – essa ninguém nos pode tirar – jamais teremos liberdade de expressão (verbal) e de acção (corporal).
Em verdade vos digo que poderia comprovar subjectivamente o que acima rabisquei, sem eufemismos, metáforas ou hipérboles, todavia, não o vou fazer porque sei que todos os meus estimados semelhantes se deparam, quotidianamente, com essa fictícia realidade efectiva a que alguns chamam de liberdade.

E que assim seja!

22 November, 2006

No Crescer dos Dias


"Falavam de milhafres e gaivotas
E de cracas e portos sem abrigo...
Mas eu findei-me por finadas rotas
E no espelho das horas só comigo.

Milhafre embalsamado não sei quando,
Gaivotas nem sequer no mar sepultas,
Cracas esvaziadas gotejando
Fel no porto das minhas mãos adultas.

Onde estais? De que fostes? Quem vos disse
Substância de algum modo acreditável?
Eu fiz viagem por fatal crendice.
Eu navego na imagem inviável."

José Martins Garcia, In. No Crescer dos Dias

21 November, 2006

São Mateus 2005 - 1º Aniversário

Iniciei este Blog no dia 21 de Novembro de 2005. A experiência dura há um ano, com altos e baixos como em tudo na vida. Todavia, tem sido muito agradável compartilhar convosco uma parte de mim que julgava esquecida há muito.

Neste percurso encontrei e fiz amigos, uns mais amigos que outros, mas a todos respeito e de todos guardo as melhores lembranças.

Muito tenho aprendido e muito tenho ainda para aprender.

A todos aqueles que visitam este meu espaço, dedicado à freguesia de São Mateus, ( ao longo deste ano foram cerca de 10 726 visitantes) o meu agradecimento pela gentileza dispensada.

Vou continuar a dedicar especial atenção à povoação de São Mateus, aos seus problemas e eventos. É uma tentativa de melhor dar a conhecer a todos este pedaço de Portugal tão esquecido e abandonado.

Bem, agora vou festejar o 1º Aniversário do " Blog São Mateus 2005" erguendo uma taça à saúde de todas as pessoas que compartilham comigo este espaço.

Muito Obrigado e Bem Hajam !

18 November, 2006

Prendas de Natal!


O Joãozinho resolve pedir uma bicicleta à mãe.
A mãe decide que esta é uma boa oportunidade para que ele tomasse consciência das suas atitudes e disse-lhe:
- Joãozinho ainda não é Natal. E não temos dinheiro para te dar tudo o que queres. O melhor é escreveres uma carta ao Jesus e rezares muito para ele te dar uma bicicleta.
O Joãozinho começa a escrever a carta:
"Querido Jesus: Tenho sido um menino bem comportado este ano e quero uma bicicleta nova. Sinceramente, Joãozinho."
Mas ele sabia que fazia muitas asneiras e que não merecia nada.
Passeava cabisbaixo pela rua quando passou por uma igreja. Joãozinho entrou, ajoelhou-se e meditou no que fazer. Finalmente, resolve sair. Olha para as estátuas...
Pega numa santa pequenina e sai a correr.
Chega a casa, esconde a Santa debaixo da cama, e começa a escrever a carta:
"Jesus:Tenho a tua mãe. Se quiseres vê-la, dá-me uma bicicleta! Ass: Tu sabes quem."

17 November, 2006

Manuel Pereira Furtado no Confessionário


Entrevista a Manuel Furtado, Presidente do Clube Boavista de São Mateus


Blog São Mateus – Sabe-se que é um adepto incondicional do Boavista. Quando nasceu esta ideia de avançar para a direcção do Clube?
Manuel Furtado:
Como é do conhecimento geral fiz parte dos Corpos Sociais do Clube Boavista de São Mateus na década de 80. Quando terminei o mandato pensei que tinha dado o meu contributo, e como tal não pensava voltar. Recentemente fui insistentemente convidado para me candidatar, dada a inexistência de pessoas motivadas para assumir a liderança do Clube. Após um mês de reflexão, conversas, troca de impressões e análises, acabei por aceitar.

Blog São Mateus – Foi fácil tomar essa decisão?
Manuel Furtado:
Foi difícil, e embora não me considere em situação de conflito interno, creio que, dada a minha vida profissional e a escassez de tempo para me dedicar, como pretendia, ao Clube, ainda não sei se terei optado pela melhor opção, dada a situação que vive o Boavista.

Blog São Mateus – Que projectos idealiza para o Boavista?
Manuel Furtado:
Fundamentalmente devolver o Boavista ao bom ambiente que possuiu e dignificá-lo, quer localmente quer além fronteiras, especialmente tendo em atenção a ilha do Pico. Os projectos de estabilização, engrandecimento do Clube e revitalização, passam por um conjunto de vontades, onde a envolvência de todos seja notória. O Clube não é propriedade dos seus dirigentes. Pertence à freguesia, porventura à ilha do Pico e integra-se num contexto regional.

Blog São Mateus – O início de época da equipa está dentro das suas expectativas?
Manuel Furtado:
No escalão sénior sim. O grupo de trabalho é excelente, e apesar das vicissitudes que sofreu e que são sempre geradoras de conflitos e atritos, a camaradagem, a amizade e a perfeita ligação com o Treinador e responsáveis, tem garantido que o ambiente de balneário seja o melhor possível, conduzindo a que os resultados tenham surgido.
Quanto aos escalões de Formação não poderemos dizer o mesmo, mas onde ressalta apenas como ponto negativo a falta de massa humana. É uma idade onde a juventude é facilmente seduzida por nomes sonantes de outros clubes e o Boavista tem sentido muita dificuldade no recrutamento de jogadores. No entanto o xadrez vai-se compondo, e espero que a curto prazo tudo esteja bem.

Blog São Mateus – Quais são os motivos pelos quais o Boavista não realiza os seus jogos no seu campo?
Manuel Furtado:
Como é conhecido, a colocação do sintético em São Mateus foi adjudicada em meados de 2005 à Firma Cruz Leal, que até agora não iniciou as obras. Não tem sido fácil encontrar uma resposta transparente para esta situação, que quanto a nós está já à margem da lei, face ao tempo que decorreu desde o concurso, e enquanto não houver solução, não será possível voltar a utilizar o campo.
Pretendemos no entanto, que rapidamente seja assumida a resposta correcta, pois caso não surja, com os inconvenientes que isso causa, vamos ter de voltar a usar o pelado de São Mateus.

Blog São Mateus – Contudo, a implantação de um relvado sintético no nosso estádio foi uma das principais promessas eleitorais, dos autarcas da Câmara Municipal da Madalena, que há muito deveria ter sido iniciada.
Manuel Furtado:
Creio que a resposta foi dada na pergunta anterior. Para nós, entendemos ser a dificuldade no financiamento da obra, pois outra situação não surge como realista no actual contexto, mas naturalmente que o adiar do início da obra, pode ser portadora de outras razões que nunca tenham sido devidamente clarificadas como seria nosso desejo.
É necessário não esquecer, que as campanhas eleitorais, terminam na ante véspera das eleições, e a partir de então nem tudo o que foi dito tem a consistência com o que inicialmente foi assumido.

Blog São Mateus – Outrora o Boavista foi um clube virado para várias modalidades (Hóquei, Corridas em Patins, …). Haverá alguma hipótese do nosso clube voltar a ter essas modalidades?
Manuel Furtado:
Ainda mantemos o Atletismo, havendo uma equipa que representa o Boavista permanentemente a nível País, e se encontra sedeada fora do Pico. As restantes modalidades, só podem voltar a revitalizar-se, caso o Clube crie uma dinâmica e uma estabilidade que a isso possibilite.

Blog São Mateus – O que se perspectiva agora como o seu maior desafio?
Manuel Furtado:
Estabilizar o Clube financeiramente, dignificar as instalações, através dos compromissos assumidos, proceder a alterações estatuárias que possibilitem o acesso à gestão do Clube por mais pessoas motivadas, e mantendo a actual estrutura humana, bem como os Grupos de Trabalho, que muito me honram, deixar que o sonho e a esperança nos conduzam com serenidade aos patamares a que o Boavista tem direito e possibilidade de acesso.

Blog São Mateus – Que mensagem quer deixar aos sócios e adeptos boavisteiros?
Manuel Furtado:
Que sintam o Clube presente como elemento da própria família. Sem eles, nada é possível. Será com a dádiva de todos, a sua partilha no tempo e no diálogo, especialmente participando nas decisões, com o seu esforço, empenhamento e sacrifício de uma presença contínua, que o Boavista deixará de ser um símbolo onde apenas o nome e as lições do passado marcam presença. Há que visionar o futuro dando ao Boavista o que desejaríamos que o futuro trouxesse para nós próprios: A certeza duma existência digna e repleta de reconhecimento pelos nossos adversários.

14 November, 2006

Quando a Realidade ultrapassa a Ficção!


Todos os dias, a formiga chegava cedo ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.

O gerente Leão estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E contratou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, para supervisionar a formiga.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefónicas.

O Leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.

Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a queixar-se de toda aquela agitação de papéis e reuniões!

O Leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, laborava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar uma carpete avermelhada no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias, e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia ficava mais enfadada.

A cigarra, então, convenceu o gerente Leão, que era preciso fazer um estudo do ambiente vivido dentro do escritório.

Mas, o Leão, ao rever as cifras, deu-se conta de que o departamento no qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, para que fizesse um diagnóstico da situação.

A coruja permaneceu três meses nos escritórios e, finalmente, emitiu um volumoso relatório que concluía: "há muita gente neste escritório".

E adivinhem quem o Leão mandou despedir?

A formiga, claro, porque ela andava excessivamente desmotivada e aborrecida.

08 November, 2006

Ser Português é ...

  • Levar arroz de frango para a praia.
  • Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro.
  • Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
  • Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
  • Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.
  • Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de saldo.
  • Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
  • Por os máximos para avisar os outros condutores da polícia adiante.
  • Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
  • Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé Ninguém.
  • Passar o domingo no "shopping".
  • Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
  • Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
  • Gravar os "donos da bola".
  • Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras na TV.
  • Já ter "ido à bruxa".
  • Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca por os pés na igreja.
  • Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer.
  • Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
  • Viver mal, e dizer que o governo que temos é bom.
  • Graças a Deus, não ser espanhol.
  • Não ser racista, mas abrir uma excepção com os pretos e ciganos.
  • Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos.
  • Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
  • Viver em casa dos pais até aos 30.
  • Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar sem quaisquer preocupações.
  • Ter bigode e ser baixinho.
  • Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
  • Ter três telemóveis.
  • Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
  • Deixar a telenovela a gravar.
  • Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
  • Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
  • Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
  • Super-bock, tremoços e caracóis é marisco.
  • Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5 segundos.
  • Graças a Deus, não ser brasileiro.
  • Algarve em Agosto.
  • Ir passear de carro ao domingo para a avenida principal.
  • Não conseguir fazer uma torrada na torradeira.
  • Dizer "portanto" no inicio de cada frase "prontos" no fim.

05 November, 2006

Generosidade


"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."


(Madre Teresa de Calcutá)

03 November, 2006

E que assim seja!


É vero que nós, criaturas de Deus, nos temos estupidificado.
Tornaram-se cada vez mais insólitos os comportamentos humanos ditados pela compreensão e pela querença; pela parte sentimental – a mais soberba – do nosso ser.
Procuramos atulhar a pança, procuramos o entretenimento, o conforto, o bem-estar, aquilo que é fácil. Não nos importam os sábios, os pensadores, os idealistas, os santos.
Não queremos ouvir falar em galgar montanhas – interiores ou exteriores a nós –, de audácia, de coragem, de angústia, de sofrimento.
Aventuras... só as que não tiverem sequelas, as que não comportarem um verdadeiro risco – o que impede que sejam efectivamente aventuras...
Somos, cada vez mais, um bocado de carne indolente estendida à “sombra da bananeira”.
Olho, na rua, para um bando de pessoas, e cada vez tenho mais a impressão de que somos um povo apático, um povo sem individualidades – um rebanho.
E, no entanto, esse rebanho segue um curso; acata indicações exactas, admitidas por todos. Mesmo as coisas mais disparatas e antagónicas à nossa essência, ao nosso bem, à nossa felicidade, são pacificamente aceites por todos.
E, deste modo, já temos desculpa para tratar as pessoas, principalmente os mais velhos (idosos), como se fossem objectos gastos: deitá-los para o lixo por já não terem utilidade, por serem um estorvo nas nossas vidas, quiçá por já terem ultrapassado o prazo de validade que deveria ser vitalício, todavia, não é.
Pois é caros amigos, já temos desculpa para tratar os idosos como se fossem ratos, como se fossem coisas. Já temos, à priori, a absolvição divina pelo seu despejo na Santa Casa da Misericórdia.
Não o dizemos desta maneira, contudo, é essa a realidade.
Arquitectamos mil razões, planeamos argumentos, pintamos vocábulos envelhecidos com outras cores,..., porém, não há forma de modificar a verdade das coisas. Nem tão-pouco perante nós mesmos, porque sabemos muito bem que não passamos de aldrabões e trafulhas, ainda que usemos palavras aveludadas.
Houve, no entanto, algo de que não nos lembrámos ao longo deste desgovernado caminho: é que ao “coisificarmos” outros seres humanos, nos “coisificamos” a nós próprios. Se virmos os outros como coisas, se deixarmos que essa mentalidade solidifique, nada impedirá que os outros tenham, igualmente, semelhante atitude em relação a nós.
Sendo assim, bem podemos ir para a rua gritar pelos nossos direitos... ninguém, jamais, nos ouvirá!
Se não tivermos utilidade para os outros, quem se preocupará com aquilo que somos ou com aquilo que fazemos?
Basta ouvirmos um noticiário, de um qualquer canal, para tomarmos conhecimento de que há cada vez mais criaturas na rua, em enormes ajuntamentos, a apregoar pelos seus direitos. Mas tenho a convicção de que a singular forma de conseguirmos que nos olhem como pessoas, consiste em olharmos como pessoas aqueles que já começaram a ser tratados como coisas; em ampararmos aqueles que ninguém quer à sua volta.
Em verdade vos digo que essa é a única solução. Respeitar a vida humana, independentemente de como ela se encontra materializada. O tema não concede prerrogativas. Se aceitarmos cotar os mais débeis dos humanos de acordo com normas de proveito e interesse, um dia alguém nos fará o mesmo.

E que assim seja!

30 October, 2006

Paulo Machado no Confessionário


Seis meses após a entrevista que o Senhor Paulo Machado concedeu ao Jornal Ilha Maior, decidi, incentivada por alguns leitores deste meu modesto Blog, voltar a entrevistar o “nosso” Presidente.

Sandra Lopes Amaral: Já tem conhecimento do veredicto final da Auditoria que solicitaram aquando da vossa tomada de posse?
Paulo Machado:
Não. Apenas sabemos que já foi emitido o relatório final, do qual não temos conhecimento algum e que o desenrolar do processo está nas “mãos” do Sr. Secretário da tutela. Sinceramente isso não me interessa nada agora, porque o que queríamos já conseguimos, que era simplesmente detectar os erros cometidos e por outro lado não pactuar indirectamente com situações passadas.

SLA:Actualmente qual é o montante em divida à Segurança Social? E quando pensa ter a situação resolvida?
PM:
Até ao momento já conseguimos liquidar 12.000,00 € e estabelecemos um acordo com a Segurança Social para pagar cerca de 19.000,00 € em prestações que tiveram início em Agosto deste ano e terminam em Agosto de 2009.
Neste momento faltam pagar cerca de 18.000,00 €.
O acordo conseguido foi fundamental porque assim podemos receber dinheiro da Câmara Municipal e do Governo Regional através de Protocolos. De outra forma era impossível. Quem deve à Segurança Social não pode estabelecer protocolos com ninguém.

SLA: Qual a sua opinião em relação à gestão que foi executada pelos ex-autarcas durante os anos em que encabeçaram a JFSM.
PM:
Neste momento a minha opinião é o que menos importa, Aliás, sobre isso a população já deu o seu veredicto há cerca de um ano atrás. Por outro lado, na nossa terra as pessoas têm uma tendência exagerada e errada de confundir Pessoas com os Cargos que ocupam. Neste momento tudo o que se diga será conotado com as Pessoas e não com os Cargos que desempenharam o que para mim é absolutamente incorrecto e pouco ético.

SLA: Tem tido apoios para resolver a situação de endividamento que envolve a JFSM?
PM:
Não. Até ao momento temos liquidado as dívidas utilizando as verbas previstas em Orçamento para execução de Obras e para Apoio às Instituições da freguesia.
Os dinheiros que a Junta recebe através de Protocolos com outras entidades não podem ser “desviados” só podendo ser usados para os fins a que se destinam. Todas as despesas devem ser comprovadas através de facturas.

SLA: A Câmara Municipal da Madalena tem colaborado, de alguma forma, nos projectos que a JFSM tem desenvolvido?
PM:
Temos um excelente relacionamento com a Câmara Municipal da Madalena, que está ao corrente de toda a situação. A Câmara compreendeu a situação e não impediu que os Protocolos de Delegação de Competências fossem realizados numa altura em ainda não havíamos conseguido o acordo com a Segurança Social. Muitas das obras que estão a ser feitas na freguesia ao nível de Caminhos Municipais, Jardins e Espaços Ajardinados, Escola e Polidesportivo são através dos referidos Protocolos.

SLA: Quais os projectos, a curto prazo, que tem em vista para a nossa Povoação e quando pensa iniciá-los?
PM:
Para além das obras que continuaremos a executar ao abrigo dos Protocolos com a Câmara Municipal, nas diferentes áreas já referidas, depois de muito trabalho e de muitas reuniões conseguimos estabelecer uma série de Protocolos com o Governo para a realização das seguintes obras: Ponte na Ribeira da Calheta no Arrodeio, 1ª fase da Remodelação da Zona Balnear; Construção de Curral de Embarque de Gado e Reparação da Capela e Muros do Cemitério.
Continuaremos a melhorar as nossas estradas, limpando, alargando, asfaltando e sinalizando e a melhorar ou criar zonas de lazer no Areeiro, Pontinha, Farol, Piscina e Gingeira.
As pessoas têm que perceber de uma vez por todas que as Juntas só podem fazer obras com o dinheiro de outras entidades como a Câmara Municipal ou o Governo Regional. O dinheiro que a Junta recebe do Fundo de Financiamento de Freguesias apenas dá para as despesas de manutenção e pouco mais.
Neste campo, a nossa freguesia está de parabéns. Serão poucas as Juntas onde se realizará a curto prazo tanto investimento público.

SLA: Aquando da última divulgação do Boletim Informativo da JFSM dizia que estaria a ponderar o abandono efectivo do seu cargo. O que o levou a tomar tal atitude?
PM:
Quando assumi encabeçar este projecto foram-me dadas garantias de certos investimentos na freguesia. Como tardavam em aparecer achei que era a altura de fazer lembrar o prometido. Não estou aqui para agradar ou satisfazer ninguém, não tenho qualquer problema em, de vez em quando, tomar certas atitudes como aquela, desde que consiga algum proveito para a freguesia. O que é certo é que resultou e só isso é que me importa.

SLA: Tem a noção que são inúmeras as pessoas da nossa Freguesia que estão descontentes com toda esta situação?
PM:
Se estamos a falar de uma Junta endividada que não pode investir na freguesia porque as verbas são canalizadas para regularizar a situação, sim. Também eu e os meus colegas estamos muito descontentes e insatisfeitos.

SLA: O que tem a dizer a todos aqueles que vos deram um voto de confiança e que agora se sentem traídos.
PM:
Traídos porquê? Porque estamos a organizar e a regularizar uma situação muito complicada e para isso temos que recorrer ao pouco dinheiro que dispomos em vez de o investir em obras úteis?
Ou porque os mandatos são de 4 anos e só passou 1?
Ou porque mesmo assim conseguimos encaminhar bem as nossas 4 promessas eleitorais que se bem se lembram foram:
- Construção de uma Zona balnear (já temos o Protocolo assinado para a execução da 1ª fase da obra);
- Abertura de um caminho no centro da freguesia (já contactamos alguns proprietários que prontamente aceitaram ceder terreno);
- Concursos para atribuição de serviços (todos os serviços são atribuídos através de concurso prévio e todos os que se inscreveram para trabalhar desde que devidamente inscritos nas Finanças e Segurança Social tem trabalhado);
- Informação sobre as actividades e contas da Junta (regularmente publicamos um Boletim com toda a informação).


SLA: Muitos são aqueles que afirmam que o Sr. Paulo Machado não tem “queda para a política”. O que pensa desta afirmação?
PM:
Correctíssima. Não tenho, nunca tive e espero que Deus me ajude para que nunca tenha. Para mim o presidente de Junta não é um político mas um simples gestor de dinheiros e recursos destinados a uma freguesia. Aliás, deixei isso bem claro quando aceitei meter-me nisto. Dá-se demasiada importância a estes cargos.
Não sou filiado em nenhum partido e se tivesse de o ser, não seria em nenhum dos 2 maiores, apesar de comungar de muitas ideias de qualquer um deles.
Tendo em conta as definições mais populares de “político” tenho muito orgulho em não ter queda nenhuma para ser um deles.
O meu único objectivo é deixar a freguesia um bocadinho melhor daqui a 3 anos.

SLA: Está satisfeito com o seu grupo de trabalho?
PM:
Claro, com este grupo só se pode ter um “grupo de trabalho”.

SLA: Se soubesse o que hoje sabe, sobre as contas da JFSM, teria se candidatado?
PM:
Provavelmente sim. Não me assusta passar um mandato a “arrumar a casa”. Assusta-me sim, viver numa comunidade onde as pessoas não compreendem que é necessário e inevitável fazê-lo.

25 October, 2006

Aborto - Em nome de qual justiça?

"Quando a lei, votada segundo as chamadas regras democráticas, permite o aborto, o ideal democrático, que só é tal verdadeiramente quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana, é atraiçoado nas suas próprias bases: Como é possível falar ainda de dignidade de toda a pessoa humana, quando se permite matar a mais débil e a mais inocente? Em nome de qual justiça se realiza a mais injusta das discriminações entre as pessoas, declarando algumas dignas de ser defendidas, enquanto a outras esta dignidade é negada? Deste modo e para descrédito das suas regras, a democracia caminha pela estrada de um substancial totalitarismo. O Estado deixa de ser a "casa comum", onde todos podem viver segundo princípios de substancial igualdade, e transforma-se num Estado tirano, que presume poder dispor da vida dos mais débeis e indefesos, como a criança ainda não nascida, em nome de uma utilidade pública que, na realidade, não é senão o interesse de alguns."
(João Paulo II, In. Evangelium Vitae)

Evolução da Gravidez

Feto com 10 semanas



Feto com 15 semanas

Feto com 23 semanas

22 October, 2006

Os Mais e os Menos (+ / -)


Sinal + Ao Boavista de São Mateus pelo sublime inicio de Campeonato. Espero que assim se mantenham até ao final da Época Desportiva. "A união faz força."

Sinal + À Junta de Freguesia de São Mateus pela edificação da churrasqueira no Areeiro. Também nós, que vivemos numa das extremas da Freguesia, merecemos. "O Sol quando nasce é para todos."

Sinal + A todas as Catequistas, estimadas Senhoras, que voluntariamente (sem qualquer tipo de paga) ensinam às nossas crianças a palavra de Deus. Bem hajam!

Sinal + Ao ensinamento da Patinagem, vertente Corridas em Patins, na nossa Escola Primária. Felizes daqueles que tiveram tamanha e excepcional ideia.

Sinal + A todos os Professores Primários que leccionam na Escola da nossa Povoação sem condições adequadas e apropriadas para o desenvolvimento de um eficaz e almejado trabalho. "A Vontade vale tanto como a Acção."

Sinal – À falta de um espaço exterior coberto, adjacente à Escola Primária de São Mateus, para a prática de actividades desportivas, lúdicas e culturais. Não são as crianças o nosso futuro, e que futuro iremos ter se, presentemente, não lhes damos as conjunturas imprescindíveis para o seu desenvolvimento educativo?

Sinal – Ao caminho que circunda a parte superior do Estádio Bom Jesus. Já tagarelei sobre esta perigosa via há alguns textos atrás, todavia, o dito cujo permanece inalterável. Estranho seria se tivesse mudado!

Sinal – À deterioração perceptível a olho nu (nem carecemos de microscópio) do Estádio Bom Jesus, contribuindo para que os jogos da equipa de todos nós se realizem na Madalena e não, como é do anseio de todos, na nossa freguesia. Não tinha prometido a Câmara Municipal da Madalena, em tempo de eleições, a reedificação do nosso Estádio e a colocação de relvado? "Quando a esmola é grande o Santo desconfia."

Sinal – Aos caminhos de bagaço que existem na nossa povoação e que deveriam ser reparados, de vez em quando, por quem de direito. "Para colher é preciso semear."

20 October, 2006

Não é grave cometer erros, ...


Reflectindo visceralmente sobre o baralho de cartas, sobre o quadriculado tabuleiro que permite jogar xadrez ou damas e sobre o conjunto de peças do dominó, que tenho em cima do armário da sala e cujos inventores desconheço, acho que estou perante o trabalhoso raciocínio de alguém que suplantou em inteligência o notável produto das endeusadas tábuas da lei que Moisés em circunstância habilidosa criou, mas teve a sagacidade de imputar a sua feitura a Deus.
Em qualquer um dos jogos supracitados a diversidade de cambiantes tem, em minudência, um legitimado e único lugar. Nos dez mandamentos, uma só e curta frase seria suficiente para dominar todo o enredo que do conteúdo emana: “não faças aos teus irmãos o que não queres que te façam.”
Quem, um a um, medite sobre a inaplicabilidade prática do decálogo – trata-se em grande parte de um cerceio à subsistência plácida, porque o ser humano é o mais terrível dos predadores – desde logo se solicita interrogar: que Deus é este que instituiu como directiva fulcral uma lei tão medíocre? Mais: o comportamento da natureza demonstra sem equívoco que, segundo o logicamente constituído, este mandamento é um verdadeiro paradoxo.
Eu, raciocinando sobre a origem de os dez mandamentos serem dez e não nove, ou doze, por exemplo, chego à conclusão que se deve exclusivamente ao facto de uma pessoa ter dez dedos nas mãos, isto se for uma figura somática normal.
A terminar esta rápida equação ao persistente erro temporal em que a humanidade milita, em nome de uma segunda outra vida, questiono: então não é tremendamente lesante que se evoque "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" e não "em nome do Pai, da Mãe e do Filho"?
Não somos nós Mães que padecemos, e muito, para dar a vida?
Não somos nós Mães que cuidamos deles durante os nove meses que os temos dentro de nós?
Não somos nós Mães que estamos sempre presentes durante o resto de suas vidas?
E, agora interrogo: onde andou o Espírito Santo durante todo esse infinito processo de amplitude da vida humana?
Em verdade vos digo que são inúmeras as criaturas que convencidas afirmam que eu, sobrinha de Bispo, Padre e Freira, não acredito em Deus. Lamento desapontar esses seres, todavia, é evidente que acredito em Deus e naquele que se encontra sentado à Sua direita – Jesus – um homem que andou descalço sobre escaldantes areias e pedregosos caminhos pregando a palavra do Pai. Esse homem teve, e ainda hoje tem, a capacidade extraordinária de mover multidões, com a simples mensagem de uma vida melhor num mundo melhor.
Não é isso que todos queremos?
Não é disso que todos andamos à procura?
Tomara aos políticos da actualidade terem essa predestinada idoneidade. A habilidade de conquistarem os tão sumptuosos votos, em época de eleições, com a exclusiva oração – vou tentar fazer o que puder com aquilo que tiver. Porém, todos sabemos que não é isso que fazem. Antagónicamente ao desejado, prometem mundos e fundos e no final tudo se restringe a nada.
Estou a ser sincera comigo e convosco quando digo que eu e todos os demais erramos numerosas vezes, contudo, penso que se pudesse voltar a viver a minha vida tentaria cometer ainda mais erros, porque julgo que não é grave cometer erros, grave é não aprender com eles.

E que assim seja!

16 October, 2006

Pensamento do Dia I


"Uma vez que as guerras nascem no espírito dos homens, é no espírito dos homens que se devem erguer as defesas da paz."


(Archibald McLeish, Poeta Americano)

Vale a Pena Recordar I!

Foto: Ilha Maior

Entrevista a Paulo Machado, Presidente da Junta de Freguesia de São Mateus



"Seis meses após ter sido eleita a Junta de Freguesia de São Mateus ainda não conseguiu dar início à execução dos projectos prometidos durante a campanha eleitoral. Os novos autarcas herdaram um inesperado rol de dívidas que, segundo o presidente da Junta, Paulo Machado, poderá impedir o desenvolvimento da freguesia nos próximos dois anos."


"IM: A Junta de Freguesia de São Mateus está a debater-se com muitas dificuldades para implementar alguns dos projectos programados. O que está a emperrar o trabalho da Junta a que preside?
Paulo Machado:
Desde que tomámos posse encontrámos algumas situações menos claras, que não eram muito favoráveis ao desenvolvimento das nossas propostas eleitorais. Isso levou-nos a solicitar à Assembleia de Freguesia uma auditoria. Entretanto, já recebemos uma inspecção por parte da Inspecção Administrativa Regional que ainda está a decorrer. No mesmo período, embora não tenha sido solicitada por esta Junta, tivemos uma inspecção por parte da Segurança Social para averiguar a existência de dívidas antigas àquele organismo. Essas dívidas referiam-se a folhas de caixa que tinham sido entregues, mas que não tinham sido abatidos os respectivos valores. No decorrer da inspecção quiseram saber o que se tinha passado com os anos posteriores em que não tinham sido registados quaisquer descontos da Junta para a Segurança Social. O valor em dívida relativo a essas folhas foi apurado no montante de cinco mil e 500 euros.


IM: Quando fala em situação menos clara está a referir-se exactamente a quê?
PM:
Estou a referir-me a certos movimentos contabilísticos que não coincidem com os movimentos bancários, bem como a uma série de dívidas que foram aparecendo após a nossa tomada de posse e que tivemos de assumir, bem como as dívidas à Segurança Social.


IM: Neste momento qual a dívida da Junta de São Mateus a fornecedores e Segurança Social?
PM:
Desde que tomamos posse já pagamos muitas dívidas. Somando o que devíamos à Segurança Social relativo ao ano de 2002 no valor de 5 mil e 500 euros, mais a dívida a fornecedores dá um valor aproximado dos 20 mil euros. Já temos também informação que a dívida relativa à Segurança Social entre os anos 2002 e 2005 ascende a 18 mil euros, exceptuando os juros. Em resumo vamos ter de pagar à Segurança Social entre 30 a 35 mil euros.


IM: A dívida à Segurança Social como é que surgiu?
PM:
Resulta de pagamentos que a Junta efectuou a prestadores de serviços, nomeadamente a tarefeiros, e que não descontou os devidos montantes para a Segurança Social.


IM: Quais as consequências que estas dívidas acarretam para a freguesia?
PM:
A consequência imediata passa por despendermos grande parte do nosso Orçamento para pagar as dívidas anteriores. A médio prazo, como somos devedores à Segurança Social, podemos fazer determinados investimentos e não conseguir receber o apoio prometido e acordado em protocolo com entidades públicas. Esta situação deixa-nos de mãos atadas durante bastante tempo.


IM: Esta Junta está num colete de forças?
PM: Exactamente. Tínhamos feito um projecto que estava bem encaminhado, mas já não avançámos com a candidatura. Enquanto esta situação não estiver resolvida não sabemos o que fazer.


IM: Quando é que estas dívidas ficarão pagas e poderão arregaçar mangas para colocar em prática os vossos projectos?
PM: Agora estamos a aguardar o relatório final da inspecção realizada pela Inspecção Administrativa Regional e a aguardar o apuramento definitivo da dívida à Segurança Social. A partir daí vamos ver o que será possível fazer.


IM: Quando se candidataram imaginavam o cenário que iriam encontrar?
PM: Não. Não fazíamos a mínima ideia que poderia existir esta situação. Suspeitávamos que poderia haver alguma coisa menos clara, mas nunca nestes moldes.


IM: Logo que esta situação esteja desbloqueada quais as prioridades da Junta em termos de investimento?
PM: Há muitos pequenos investimentos que pretendemos realizar na freguesia. Para isso estamos a contar com as delegações de competência através dos protocolos com a Câmara Municipal. São pequenas intervenções que são urgentes. Tentámos, também, junto de algumas secretarias ultrapassar algumas situações. Com a secretaria do Ambiente e do Mar já celebramos um protocolo para construção de uma ponte que faz muita falta, mas não sabemos quando é que será possível avançar com a obra devido às nossas dívidas. contamos também ter um apoio da secretaria regional da Agricultura e Florestas para a construção de um curral de embarque de gado e, além disso, estamos a elaborar um projecto para uma zona balnear que está quase concluído. Já realizámos alguns contactos para conseguirmos o suporte financeiro para avançar com esta obra. No entanto, sublinho, que tudo isto poderá estar comprometido se não regularizarmos a nossa situação perante a Segurança Social.


IM: Ou seja, as obras vão ficar em stand by até que estejam regularizadas as dívidas à Segurança Social?
PM: Exactamente, ou até que se consiga algum tipo de acordo.


IM: Os projectos da sua candidatura ficam condicionados?
PM:
Alguns poderão nem chegar a ser concretizados, porque num mandato de quatro anos se passarmos dois a pagar dívidas os restantes dois tornam inviáveis alguns projectos.


IM: Como é que vão pagar os montantes em dívida?
PM:
A hipótese mais imediata passa por abdicar de todos os investimentos e aplicar em exclusivo o que recebemos do Fundo de Financiamento das Freguesias no pagamento da dívida. Se for essa a opção a freguesia vai ficar a perder.


IM: Os autarcas responsáveis por esta situação deveriam ser responsabilizados?
PM: Apesar da entidade Junta ser a devedora houve alguém responsável por esta situação, mas ficamos a aguardar o resultado da Inspecção que está a decorrer."



David Silva Borges, In. Jornal Ilha Maior de 5 de Maio de 2006

Baía do Areeiro - São Mateus


Foto: Sandra Lopes Amaral

Made in Areeiro

"Afamada" Churrasqueira (espaço aprazível para a confecção de assados, ex: frango e sardinha) situada no lugar do Areeiro - São Mateus.

Construção que, recentemente, tem sido o causadora de interlocuções sarcásticas e de discussões eufóricas entre algumas criaturas da freguesia.
Francamente, não compreendo porquê?
Todavia, em verdade vos digo que quem elaborou o projecto, e ergueu a dita Churrasqueira, também poderia ter edificado umas mesas e uns bancos para vindouras, e porque não presentes, convivências entre todas as pessoas que procurem umas horas bem passadas.
E que assim seja!


"Não julgueis, e não sereis julgados. De facto, sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes."
"Porque olhas para o argueiro no olho do teu irmão e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? Ou, como te atreves a dizer ao irmão: deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão."

(Evangelho Segundo São Mateus)

14 October, 2006

Pensamento do Dia


"Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres."


(Voltaire)

12 October, 2006

Foto do Dia


Freguesia de São Mateus com novo Sinal de Trânsito


STOR


(Campanha Publicitária do Novo Sinal de Trânsito)


Com STOR é sempre andar sem parar.

Com STOR é ir e talvez não voltar.